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sábado, 18 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A pesca siciliana como arte marítima da espera e do massacre (bela e violenta)

"Stromboli" (1950) de Roberto Rossellini

"Contadini del mare" (1956) de Vittorio De Seta

(Parafraseando JLG, sobre outro cineasta que não tem nada a ver com estas paisagens, apetece-me dizer isto: Se "o cinema é Nicholas Ray", o documentário é De Seta. Os seus documentários, recentemente restaurados, provam que, nos anos 50, não se fazia nada de mais significativo no campo do registo da vida, do trabalho, das pessoas... do que De Seta nas paisagens insulares da Sicília. Numa palavra: dizer que os seus documentários são deslumbrantes e inesquecíveis é um understatement. Aliás, dizer muito, falar demais, ante a força destas imagens resultará sempre num understatement...)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Imagem do passado: miniaturização encantatória dos tempos felizes

"Citizen Kane" (1941) de Orson Welles

Jalsaghar (1958) de Satyajit Ray

[Não gosto nada de emparelhar uma imagem de "Citizen Kane" com qualquer outra imagem de outro filme - devia ser uma superstição em qualquer espaço que se queira Cinéfilo... -, mas aqui abro uma excepção perfeitamente justificada pela grandiosidade poética da experiência que ocupa este "Salão de Música". Obra deslumbrante que rima com o clássico de Welles como uma (já denunciada pelo still) "imagem invertida": se o magnata fietzgeraldiano Kane olha para a bola "mágica" e sonha com a sua infância pobre, o senhor Huzur Bishwambhar Roy, outrora homem de grande fortuna e influência, hoje caído em desgraça, encontra no seu (último) copo de vinho a imagem de um passado feliz que lhe fulmina o espírito como uma tempestade seca de raios: o magnificente candeeiro de cristais do seu "salão de música", onde em anos passados os mais brilhantes músicos e performers indianos deram azo à sua Arte, para regozijo do real anfitrião. O magnata americano, o self-made man dos mass media, sonha com a pobreza; o último espécime da tradicional "realeza senhorial indiana" suspira e paralisa ante as notas lânguidas de música que ainda reverberam nos quatro cantos do grande salão empoeirado.]

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O esquizo-dis-curso da aranha

"Lilith" (1964) de Robert Rossen

"Spider" (2002) de David Cronenberg

(Dis-curso: corrida em todas as direções, como a da aranha para fazer a sua teia com que envolve as suas presas no seu abraço fatal!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Errar (nu deserto)

"La cicatrice intérieure" (1972) de Philippe Garrel

"Gerry" (2002) de Gus Van Sant

[A inspiração de Van Sant não veio só de Tarr, como bem aponta um artigo da Les Inrocks, a propósito do lançamento (histórico, apetece dizer) do DVD de "La cicatrice intérieure" (destacado na última newsletter do CINEdrio), obra que Garrel filmou e protagonizou ao lado, nomeadamente, de Nico - como se pelo still escolhido, como se ouve aqui. É um acontecimento poder redescobrir este filme numa cópia que faz jus à majestosa fotografia e realização de Garrel. "La cicatrice intérieure" é um daqueles raros filmes onde - como nos melhores momentos de "Gerry" ou "Brown Bunny", como, antes, em "A Idade da Terra" de Glauber Rocha ou nos filmes de James Benning - a paisagem natural como que comunica, autonomamente, em ecrã próprio..., a sua nudez estonteante. Tanto no filme de Garrel como no filme de Van Sant, a câmara traça círculos, ou são as personagens que os traçam por ela, para compreender, a 360 graus, o espaço da Errância.]

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

The Anger drive*

"Scorpio Rising" (1964) de Kenneth Anger

"Drive" (2011) de Nicolas Winding Refn

[Detestável: o moralismo pio - que já vinha do "Valhalla Rising" - em torno da relação do protagonista loiro, estupendo, "ariano" com a jovem igualmente loira, estupenda, "ariana" e o filho e marido hispânicos desta última. No fim, feitas as contas, são estes últimos que estragam, directa ou indirectamente, a pintura do filme e accionam o "anger drive" do "Driver", loner sem nome que é o que faz, que nunca complica - só descomplica -, que chega do nada e parte para o nada como uma personagem de um velho western. Atenuante: ao contrário do supracitado filme, Refn parece não levar muito a sério essa relação (etnicamente misericordiosa), quando põe o dono da garagem a parodiar o "drive" sacrificial do seu herói - "I know a lot of guys who mess around with married women, but you're the only one I know who robs a place to pay back the husband", desabafa a certa altura a patética personagem.
Notável: o update ultra-cool da estética 80's dos videoclipes, estética essa que também não é totalmente alheia ao cinema avant-garde de Kenneth Anger. Refn produz, desde os poderosíssimos minutos iniciais, a sensação de estarmos a ser transportados para o "lugar" de outro cinema - o de Michael Mann, o de John Flynn, o de Walter Hill, da noite e da cidade, dos revenge flicks, dos westerns "de rua" - mas simultaneamente também nos envia para o "tempo" de outro medium - da TV e do nascimento do teledisco.]

* - Será que devemos entender o título do filme de Refn como um verbo (to drive) ou como um substantivo (drive)? Eu ouso pensar que será interessante não descartar o segundo significado, e passo a citar uma das definições do dictionary.com: Psychology . an inner urge that stimulates activity or inhibition; a basic or instinctive need: the hunger drive; sex drive.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Body art: sexy Franju

"Judex" (1963) de Georges Franju

"La piel que habito" (2011) de Pedro Almodóvar

[Acho, sempre achei, sobretudo desde "Hable con ella", que o caminho de Almodóvar tinha de ser este: a colagem ao série B. E um "pele contra pele" (sexy) com Whale, Ulmer, Feuillade e, sobretudo, Franju (o de "Les yeux sans visage" e de "Judex") cabe perfeitamente nesta luva, uma luva que é um plano de fuga, uma fuga - que, no fundo, não tem de ser um retrocesso - de um terreno já mais do que explorado por Almodóvar: o melodrama clássico sirkiano. Continuemos no cinema, fujamos a ele pontualmente, "gozemos" com ele, mas mexendo noutros corpos. Estes corpos. Vivos ou mortos. Vivos e mortos.]

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Is holy holy?

(Clique aqui e, se tiver pressa, veja ou reveja a partir dos 20 minutos e 12 segundos)

"Pull My Daisy" (1959) de Robert Frank e Alfred Leslie

(Veja sequência clicando na imagem)

"Howl" (2010) de Rob Epstein e Jeffrey Friedman

Atenção: a ordem cronológica desta "homenagem" é obviamente inversa, isto é, a leitura de "O Uivo" por Allen Ginsberg dá-se antes de Kerouac ter (alegadamente) improvisado a narração de "Pull My Daisy". É um tributo de Kerouac - dobrando o próprio Ginsberg... - ao homem que libertou esse grito que foi a beat generation.

sábado, 19 de novembro de 2011

O devir-fantasma em cada leito

"Zerkalo"/"O Espelho" (1975) de Andrei Tarkovski

"O Estranho Caso de Angélica" (2010) de Manoel de Oliveira


(Dois filmes, como dois universos, tão distantes entre si, mas nos quais duas imagens quase se tocam entre si, na perfeição.)

terça-feira, 8 de novembro de 2011

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

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