terça-feira, 17 de junho de 2008

Ghosts of Mars (2001) de John Carpenter

Para muita gente, Carpenter tem dado sucessivos passos em falso com os seus últi­mos filmes: "Vampires" (1998) e este "Ghosts of Mars" (2001). Talvez a sua estética, mais trashy e gótica, tenha confundido os menos atentos, porque, na realidade, Carpenter nunca foi tão bem sucedido... a arriscar tanto.

Comecemos pelo que (praticamente) não mudou: a obsessão pelo "filme de cerco", sobretudo, o western "Rio Bravo" (1959), do seu ídolo Howard Hawks, desta vez, conjugada com um subtil piscar de olho a "Sergeant Rutledge" (1960), um courtroom western de John Ford que se vai urdindo a partir de múltiplos flashbacks.

Falemos do que mudou: a dimensão do desafio, que nunca foi tão grande. A ideia aqui redunda naquilo que poderíamos designar por um reciclagem do western clássico, já que Carpenter descontextualiza grande parte dos seus elementos, sem eliminar - pelo contrário, densificando o mais possível - os traços caracterizadores do género. A acção desenrola-se em Marte, no ano de 2176, e, logo no começo, somos introduzidos a uma sociedade humana de base matriarcal - Joan Crawford ("Johnny Guitar") tê-la-ia adorado. Logo, é o adeus definitivo, e "doloroso", à virilidade inabalável de um John Wayne; aos desfila­deiros e às planícies poeirentas dos desertos norte-americanos.

O próprio inimigo índio é substituído por criaturas satânicas, deformadas e carniceiras - réplicas de um Marilyn Manson, num dos seus piores dias e com desejos ainda mais acentuados de auto-mutilação. Assim, da mesma forma que John Wayne é uma mulher e os desertos são em Marte, também os índios não são índios.

Apesar de não parecer, isto é um western. E não são precisos mais de trinta minutos de filme para percebermos isso: a iconografia fortíssima de Carpenter (o balão, o comboio, a prisão) ajuda-nos a consolidar a evidência de que "Ghosts of Mars" é bem mais do que um, ainda assim igualmente genial, terror série B, primitivo e hardcore, passado no planeta vermelho.

Ler mais aqui: IMDB.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Assault on Precinct 13 (1976) de John Carpenter

Não me considero uma pessoa cheia de certezas, mas ninguém me demove da ideia de que "Assault on Precinct 13" (1976) é simplesmente um dos melhores filmes de sempre. Ponto. Foi a primeira obra de referência do maior cineasta vivo, John Carpenter, e funciona como o mais perfeito embrião de toda uma filmografia.

Sob influência das matrizes clássicas de Hollywood, o cinema de John Carpenter mistura a cadência de um Howard Hawks com uma visão desoladora sobre o presente-futuro da huma­nidade. As suas personagens encon­tram-se habitualmente confinadas a espaços claustrofóbicos e expostas a uma ameaça constante e indeterminada.

O medo é filmado através da sugestão e o ini­migo é quase sempre inde­finido: ele tanto pode morar lá fora como dentro de nós. A ideia de que o homem alimenta, autofagicamente, o seu próprio o fim faz escola no cinema de Carpenter - herança de um Anthony Mann?

Na senda de tudo isto, a história de "Assault on Precinct 13" desponta em quatro direc­ções: um polícia presta-se a assegurar o encerramento de uma esquadra; um carro com perigosos marginais anda à deriva pela cidade; um presidiário de alto risco, de nome Napoleon Wilson, é transferido entre duas esquadras; um pai e a sua filha circulam nas estradas sempre inseguras de Los Angeles.

O cenário é de convulsão: os tiroteios envolvendo a policia e gangs armados repetem-se e o risco de se mergulhar na total anarquia intensifica-se (não vamos por aí, mas não será por acaso que um dos "terroristas" do filme tenha na cabeça uma boina à Che Guevara... - deixamos escapar esta, estás perdoado Carpenter). O homicídio totalmente arbitrário daquela menina inocente, que apenas queria comer o seu gelado, é o "acender de pólvora" de toda a narrativa. Espécie de episódio-charneira que liga as pontas soltas da história.

As referências ao western são evidentes: desde a forma como Carpenter filma as movimentações rumorejantes do gang, a lembrar os índios de John Ford, até à virilidade que Carpenter inculca na personagem de Napoleon Wilson, próxima da de um John Wayne. Acima de tudo, "Assault on Precinct 13" marca a pri­meira desconstrução do clássico "Rio Bravo" (1959) por Carpenter (depois deste, fez vários "filmes de cerco", de "The Thing" a "Pro-Life", um dos dois filmes que realizou para a série de terror "Masters of Horror", passando pela sua última obra-prima, "Ghosts of Mars").

Em "Assault on Precinct 13", estamos no auge do cinema atmosférico, próximo do terror, de um equi­líbrio visual intocável, com uma câmara clássica, plena de elegância e robustez, auxiliada pelo formato scope, que empresta à história um horizonte visual único. O trabalho de realização está também em perfeita sintonia com a trilha sonora que, como se tornou regra no seu cinema, é composta pelo próprio John Carpenter: minimal, agressiva e absolutamente viciante.

Ler mais aqui: IMDB.

A grande obsessão cinematográfica (x6)

"The Seven Year Itch" (1955) de Billy Wilder

"Death Proof" (2007) de Quentin Tarantino

domingo, 15 de junho de 2008

Um domingo qualquer

...

Hoje, não foi preciso nenhum animal de circo para a Suíça fazer história frente a Portugal: o 2-0 foi a sua a primeira vitória numa fase final de um Europeu. No entanto, a Suíça fica de fora e Portugal passa para os quartos-de-final, em primeiro lugar no grupo. Entretenimento inconsequente e mole, num domingo nebuloso.

A convite dos Blues

Vá lá: Spielberg já fez coisas bem mais previsíveis do que a cena de "Close Encounters of the Third Kind" (1977) em que a personagem de Richard Dreyfuss, picada pela curiosidade, aceita o convite de umas criaturinhas d'outro mundo para uma viagem intergaláctica a bordo de um espalhafatoso disco voador - coisa bem capaz de pôr num chinelo o iate do multimilionário russo Roman Abramovic.

Parece que foi do nada - diria Madaíl? Disse Eusébio - que o space cowboy da selecção nacional partiu, à velocidade da luz, para o Chelsea. Scolari falou da idade como um dos principais motivos para tão inesperada fuga: em breve, fará 60 anos, o que significa que a sua carreira está praticamente no fim. Repito: mais hawskiano que isto é impossível.

O western

"Rio Bravo" (1959) de Howard Hawks

"Ghosts of Mars" (2001) de John Carpenter

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Shyamalan: o fenómeno? (VI - fim de votação)

No CINEdrio, 21 cinéfilos escolheram o seu Shyamalan favorito - muito obrigado a todos eles. Passo a publicar os resultados finais desta pequena sondagem (que durou menos de um mês):



Pode-se dizer que o filme tido como o primeiro fracasso de crítica e comercial de Shyamalan acaba por reunir o maior número de preferências entre os votantes. Falo da parábola política "The Village" (com quase metade dos votos), filme desprezado pela crítica e público norte-americanos. E, assim, como já manda a tradição (exemplos de Clint Eastwood, Brian De Palma e John Carpenter), Shyamalan conquistou a Europa (a revista Cahiers du Cinéma considerou "The Village" o melhor filme norte-americano do ano, o mesmo aconteceu com "Lady in the Water", há dois anos). Foi uma cisão com o mainstream fundada numa visão refrescantemente livre do cinema e do mundo. Estava confirmada a descoberta de um dos mais inventivos auteurs do início do século XXI.

"Unbreakable", o segundo classificado (19%), é um excelente cult movie, que tem ganho significância com o passar do tempo, à medida que o universo de Shyamalan se constrói. O filme seguinte, "Signs" (14%), é provavelmente o seu mais claro tributo a Hitchcock e permanece como um dos mais atmosféricos, tensos e assustadores, filmes dos últimos anos.

"Lady in the Water" (10%) fica sem grande destaque no quarto lugar com mais um voto que o popular "The Sixth Sense" (5%), obra de género facilmente identificável - o terror -, sem a complexidade filosófica dos seus últimos filmes.

Aos que não gostam de nenhum filme de Shyamalan (5%), resta-me desaconselhar "The Happening" , o mais desinspirado filme do jovem realizador de origem indiana, e reiterar o aviso: beware...

quinta-feira, 12 de junho de 2008

quarta-feira, 11 de junho de 2008

The Happening (2008) de M. Night Shyamalan

Muito curioso: Shyamalan não mostra a cara neste filme. Talvez não tenha coragem de assumir que ficou sem ideias. Com efeito, "The Happening" é o seu filme mais certinho, na forma e no conteúdo (vazio), mas mesmo como entretenimento resulta frouxo. Em cada cena, esperamos pela próxima, rezando para que Shyamalan esteja a enganar-nos com sucessivos MacGuffins. Mas não, não há cartas na manga: é desinspiração pura, espécie de fac-simile ecológico, gráfico (o único R rated movie do realizador) e pateticamente lacrimejante de "Signs".

Claro que é melhor que a maioria dos filmes que vamos vendo no cinema, porque a câmara de Shyamalan, mesmo quando domada por... um qualquer objectivo encapotado de relançamento comercial de uma carreira, tem sempre momentos de alguma inventividade (exemplo da forma como enquadra várias personagens no mesmo plano).

Normalmente, os seus filmes fazem-nos rir, comovem-nos e arrepiam-nos. Em "The Happening", todas estas características são relativizadas: raramente nos faz rir, nunca nos comove e arrepia-nos tanto quanto nos entedia.

O argumento pode ter sido escrito a pensar em Mark Wahlberg, mas este não deixa de ser um dos pontos mais apagados do filme: para começar, Mark Wahlberg na pele de um professor de biologia é, desde logo, pouco credível; depois, chora perdidamente cena sim, cena não - uma "flor de estufa" que nada tem a ver com esses poços de energia viril, fria e quase boçal, que eram as personagens que interpretou, por exemplo, nos filmes de James Gray e, acima de tudo, em "The Departed", de Martin Scorsese. O mesmo para John Leguizamo, que nunca entra no papel.

A excepção (sim, aquela que confirma a regra) é garantida por Zooey Deschanel, cujo fácieis alucinado empresta ao filme um toque estético de estranheza, espécie de ponto de luz na fotografia banal de Tak Fujimoto (o mesmo director de fotografia de "Signs"). Ainda assim, Zooey está a anos-luz da magnífica Bryce Dallas Howard ("The Village" e "Lady in the Water").

Não gastemos mais palavras: "The Happening" é o pior filme de Shyamalan.

Ler mais aqui: IMDB.

Das Testament des Dr. Mabuse (1933) de Fritz Lang


Tal como o assassino de crianças de "M" (1931), Hans Beckert (Peter Lorre), Mabuse é um dos mais aterradores vilões da Sétima Arte. Um criminoso louco que vive aprisionado num hospício há dez anos, escrevinhando, compulsivamente, em folhas de papel, planos para crimes futuros – os seus "testamentos". A um desses trabalhos deu o título "O Império do Crime" e começa assim:

A Alma do Homem tem de ser abalada até às suas profundezas, através de crimes imperscrutáveis, e aparentemente sem sentido. Crimes que não beneficiam ninguém, cujo único objectivo é instalar o medo e o terror.

Para passar da teoria à prática, Mabuse faz uso de uma espécie de poder telepático, post-mortem, tão terrífico quanto enleante. O perigo que representa para a sociedade é enorme. Que o diga o inspector Lohmann: personagem que anda perdida em quase todo o filme, alheia "àquilo" que está por detrás da onda de violência que assola a cidade.

Para ler o substrato deste fantasmático filme de Fritz Lang, pedia que se esquecessem do facto de este datar de 1933, ou melhor, para porem de lado, por instantes, a alusão visionária ao horror nazi: visto de perto, este é um filme que fala sobre a ubiquidade do terror, como se fosse uma obra do pós-11 de Setembro. Afinal, da filosofia de Mabuse parece germinar aquela que, hoje, volvidos mais de 70 anos sobre este filme, comanda as operações de uma célula terrorista: o terror ao serviço de uma luta com fins políticos, embora marcadamente auto-destrutiva.

Os media omnipresentes como instrumentos de transmissão da mensagem violenta e da imagem de um Deus messiânico: Mabuse, que é todo ele um contagiante "programa do mal", podia ser Hitler e Goebbels, mas também Osama Bin Laden e os media modernos. Para isso, muito contribui o endeusamento que a câmara de Fritz Lang faz dele: raramente o filma, não o explica, não o julga.

Repare-se como, no fim, o bom Lohmann desiste do caso, dizendo: "não há nada aqui que um mero inspector possa fazer". A sua impotência final é um alerta, expurgado do moralismo fácil que, na tela, pune os malfeitores, mas que depois, fora dela, é de uma inutilidade atroz. É que, para aflição das audiências, Mabuse não morre, porque é indestrutível; vive dentro de nós e usa-nos como fantoches. Resta-nos fazer ouvidos moucos aos sussurros manipuladores desse génio do mal. Para que, assim, não se cumpra "O Império do Crime".

Ler mais aqui: IMDB.

Duelos silenciosos

Não sabemos a opinião de "Harmonica" (Charles Bronson) sobre índios, nem tão-pouco sobre o República Checa-Portugal, mas sabemos que é lacónico, tem um olhar perscrutador e transforma o instrumento que lhe dá nome numa arma mortífera. "C'era una volta il west" (1968), de Sergio Leone, não seria uma obra-prima sem ele.

Karel Brückner é o seleccionador da República Checa, desde Dezembro de 2001. Dizem que falou muito pouco na última conferência de imprensa antes do jogo frente a Portugal. Apenas o vimos, sereno, a apontar a selecção nacional como a favorita para o jogo de amanhã. Tem uma presença nobre, rosto contemplativo e dá peso a cada palavra que profere. Como um chefe índio que lança, sem pestanejar, a seta envenenada.

domingo, 8 de junho de 2008

Shyamalan: o fenómeno? (V)

M. Night Shyamalan não tem meias medidas na leitura que faz das suas principais influências cinematográficas. Os papéis que o próprio, por regra, desempenha nos seus filmes são disso exemplo: a inspiração vem dos curtos, e habitualmente cómicos, cameos de Alfred Hitchcock, ainda assim, Shyamalan tem vindo a desempenhar papéis cada vez mais centrais na narrativa.

Em "Signs" e "Lady in the Water", o realizador ocupa vários minutos da acção a encarnar personagens em torno das quais gira o "sentimento do filme". Há quem diga que este é um dos mais evidentes sintomas do seu insanável narcisismo, mas também existem aqueles que defendem ser uma genuína apropriação dessa célebre marca autoral do realizador de "The Birds".

Quanto a nós, trata-se, em primeiro lugar, de uma opção formal consciente que vem acentuar uma certa estética home movie, cara ao realizador, que serve para moldar as suas alegorias fantásticas, altamente politizadas, sobre Deus e o Homem.

Em segundo lugar, é uma assinatura viva, orgânica, por vezes quase naive de tão melodramática, ainda que de grande coragem: afinal, Shyamalan aparece despido, perante o mundo, na sua desesperante procura pelas "grandes respostas"...

sábado, 7 de junho de 2008

Personagens hawksianas

Os filmes de Clint Eastwood, como os de Howard Hawks (mais do que John Ford, a meu ver), falam-nos muito de homens e das relações, fortes e inquebráveis, que entre eles se estabelecem. São exemplos de uma cumplicidade rara que não encontramos nas mulheres. O epítome disso é "Million Dollar Baby" (2004), em que temos essa ligação feita de aço que une Clint Eastwood (o treinador) a Morgan Freeman (o seu ajudante). É uma amizade que não se deixa desgastar com palavras. Os silêncios bastam. Muito Old school, portanto.

"Felipão" é teimoso e impulsivo, mas também tem um coração de manteiga. É o homem que levanta os punhos com a mesma facilidade com que verte uma lágrima só de ver os seus "meninos". A cumplicidade com os jogadores é total, mas a chave do sucesso também está na relação de enorme proximidade que tem com Murtosa, o treinador-adjunto. Reforçamos esta impressão num anúncio publicitário que por aí anda...

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Shyamalan: o fenómeno? (IV)

Os filmes de Shyalaman são férteis em ressurreições e avatares. Neles, a morte é tão inevitável quanto a força regenerativa, qual Deus ex machina, do amor. Carl Th. Dreyer revisitado?

O espírito do psiquiatra de "The Sixth Sense" (1999) vive desinquietado num corpo morto, que se move no sentido da reconciliação impossível com a mulher que deixou.

A fé é o tema de "Signs" (2002), história de um padre que desistiu de "acreditar" depois de assistir à morte lenta da mulher, que ficou com o corpo dilacerado por causa de um aparatoso acidente de viação. A experiência de quase-morte do seu filho parece tocada por Deus e, por isso, o padre recupera a fé.

"É o amor que faz o mundo girar", diz a personagem de William Hurt em "The Village" (2004). Nesse filme, a protagonista, Ivy Walker, parte numa viagem abismal pelos bosques para salvar a vida de Lucius Hunt, o homem que ama.

Em "Lady in the Water" (2006), Cleveland Heep, num momento pungente de libertação emocional (ver vídeo abaixo), cura as feridas de Story, a ninfa do "Mundo Azul" que tem por missão salvar a humanidade (da guerra e da apatia).

No cinema de Shyamalan, o amor é o grande super-poder dos seus heróis terrenos - não, não me esqueci do thriller mental "Unbreakable" (2000).

quarta-feira, 4 de junho de 2008

O sobrevivente

Depois de vários bombardeamentos e confrontos, a batalha de Iwo Jima contabiliza apenas um sobrevivente entre as forças nipónicas: o jovem soldado Saigo (Kazunari Ninomiya). Sobre ele pesa a memória de um admirável general: Kuribayashi (Ken Watanabe). A mensagem final do filme "Letters From Iwo Jima" (2006) é uma mensagem de esperança em toda uma geração, que da experiência inumana da guerra deverá apenas resgatar os exemplos de coragem e dignidade.

Está decidido: Barack Obama é o vencedor da nomeação democrata às eleições presidenciais. Apesar de não ter vencido no Dacota do Sul (resultado surpreendentemente positivo para Hillary Clinton), o ex-senador do Illinois atingiu ontem o "número mágico" de 2118 delegados. O seu discurso foi novamente revigorante, falando mais do país, de John McCain e de Hillary Clinton do que de si: afinal, é o primeiro candidato presidencial afro-americano na história dos Estados Unidos. Com efeito, uma parte substancial do seu discurso foi ocupada com elogios à sua adversária: a sua luta por um sistema de saúde "universal" e a forma destemida como travou esta campanha foram alguns dos pontos realçados por Obama. Um acto de puro cavalheirismo ou um sinal de que o tal make up sex já está em curso? Hillary, por sua vez, insistiu em não sair da corrida, dizendo que precisava de tempo para pensar. Mas, sabendo nós que as possibilidades de ganhar esta corrida na secretaria são remotas, provavelmente a ex-primeira-dama estará a ponderar retribuir os elogios a Obama e juntar-se a ele num novo combate chamado John McCain.

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