domingo, 4 de julho de 2010

O filme do ano (IV)



Carpenter, o compositor. Pois é, um verdadeiro auteur dá nisto: até na música deixa a sua assinatura. No caso do universo Carpenter, esta é um corpo próprio que se mexe seguindo as coordenadas não tanto da acção mas da forma como cada imagem é articulada com o todo (montagem): se a repetição é um elemento nuclear no cinema de Carpenter, então para o provar basta ouvirmos as bandas sonoras que marcam a sua filmografia: por norma, persistentes, circulares, bloqueadas num refrão estridente, mecânicas, viciosas como, enfim, viciantes. Nelas, está contida a essência do que se mostra, tantas vezes excessivo na sugestão mas omisso ao olho. Deixo aqui um greatest hits, a salivar pela banda sonora que aí vem: naturalmente, a de "The Ward", de novo, com a chancela John Carpenter (isto não fiando muito nesta fonte). Como exercício alternativo, sugiro que ouçam "Machine Gun" do último álbum dos Portishead e pensem no realizador de "Halloween".

O filme do ano (III)


Em comentário áudio a "Ghosts of Mars", Carpenter diz que Natasha Henstridge não foi a sua primeira escolha. Courtney Love terá abandonado o barco e, por questões de conveniência, a escolha final recaiu na protagonista de "Species". Confessa-se muito satisfeito com o trabalho da actriz, ressalvando que habitualmente não gosta de trabalhar com mulheres femininas. Lembramo-nos de Jamie Lee Curtis, a sua "musa", e percebemos as suas palavras. O gosto por loiraças espampanantes parece ter ficado da experiência (para muitos, totalmente fracassada) de "Ghosts of Mars". Mas há uma diferença: desta vez, Amber Heard terá sido primeira escolha.

sábado, 3 de julho de 2010

O filme do ano (II)



Regressando a estas imagens, feitas durante a rodagem de uma cena do filme de Carpenter e colocadas na Net há já algum tempo, e colando com aquilo que Carpenter disse de positivo sobre a saga "Saw" na já aqui citada entrevista que deu ao Canal+, expresso aqui o meu primeiro receio em relação a "The Ward": terá Carpenter sucumbido às modas e se tornado num torture pornographer?

Pós-classicismo: os retratos da atraentemente sórdida psicopatia british (II)

"Peeping Tom" (1960) de Michael Powell

"Frenzy" (1972) de Alfred Hitchcock

Pós-classicismo: os retratos da atraentemente sórdida psicopatia british (I)

"The Collector" (1965) de William Wyler

"10 Rillington Place" (1971) de Richard Fleischer

Ou a propósito das ausências...

sexta-feira, 2 de julho de 2010

O filme do ano (I)


No dia 24 de Setembro estreia nos Estados Unidos a primeira longa-metragem de John Carpenter em 9 anos. "The Ward" é o acontecimento que vamos tentar (continuar a) seguir de muito perto. Por ora, fazemos a ligação a uma entrevista que Carpenter deu ao Canal+.

De novo, são os franceses que lhe têm dado maior cobertura, o que em parte é sintomático da forma como Carpenter tem sido tratado no seu país, sobretudo, desde que a América Bush ganhou contornos do mais tétrico e brutal "filme de terror" (como qualifica, corrosivamente, o próprio na dita entrevista).

Fala-se ainda de westerns, de torture porn, do remake de "They Live" e de envelhecimento. Imperdível - era preciso dizer isto? Shame on me.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

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