quinta-feira, 8 de julho de 2010

Programação de cinema na RTP2 (III)

Exemplos de (outros) cineastas que descobri graças à falecida RTP2 (sem ordem absolutamente nenhuma):

L. Mankiewicz

Eisenstein

Ford

Truffaut

Tarkovsky

Tati

Agora, se preferem ver, ao invés, a fronha do Nilton ou do Alvim, isso já é problema vosso...

Até ver, parceiros peticionários: Miguel Domingues do blogue In a Lonely Place e Carlos Natálio do blogue ordet. Juntai-vos e multiplicai-nos! (Como? É deixar comentário ou enviar mail.)

Programação de cinema na RTP2 (II)

"Videodrome" (1983) de David Cronenberg

Pior que não haver claramente uma programação de cinema no canal público estatal, supostamente, dedicado à cultura, é o facto de o pouco cinema que existe ser enxotado para as noites de sábado em dose dupla tantas vezes desconexa (porquê passar "Transe" e "Entre os Dedos" juntos? Porque são... portugueses?! Porquê repetir continuamente os mesmos filmes que ou já passaram no próprio canal ou passaram há pouco tempo na vizinha RTP1, que, já agora, consegue ter mais cinema que a RTP2 -- e, meus amigos, que cinema!).

A pobreza desta (não-)programação torna ainda mais embaraçoso este buraco programático: face às escolhas feitas, percebe-se que não há interesse, motivação e/ou conhecimentos dentro da RTP2 (já não há, digo!) para se introduzir nesta área alguma lógica formativa ou, não há que ter medo das palavras, uma certa política educativa empenhada no alargamento dos horizontes culturais dos portugueses. Que saudades das lições de cinema que Bénard da Costa dava antes de um Hitchcock. Foram as suas palavras transmitidas pela RTP2 que me fizeram ver e rever várias vezes "A Casa Encantada", o primeiro filme que gravei na minha vida. Bem-ditos VHS que ainda me permitem voltar atrás no tempo para relembrar como a televisão já celebrou o grande Cinema.

Entretanto, o Miguel Domingues do blogue In a Lonely Place já se juntou a nós na iniciativa de se lançar uma petição pública a reivindicar uma programação de cinema de qualidade na RTP2. Pedimos a quem concorde com ela que se junte a nós - para tal, é só preciso deixar uma mensagem nestes posts ou enviar-me um mail. Vamos a isso?

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Programação de cinema na RTP2 (I)

"Ohayô"/"Good Morning" (1959) de Yasujiro Ozu

Não há. Não há e todos temos saudades dos tempos de "5 Noites, 5 Filmes" e "Filme da Minha Vida". Não havia uma cinemateca em cada esquina, mas havia cinema de grande qualidade programado por quem conhece. Foi um período de formação para mim que terminou desde que entrou para aquela estação o senhor Jorge Wemans ou sensivelmente desde que decidiram acabar com o "Acontece". Se ninguém fizer nada e deixar que os serões de um canal com o passado da RTP2 (cada vez mais passado, diga-se) seja ocupado por um bando de ineptos a brincar aos talk shows então serei eu o primeiro a iniciar uma petição. Who's with me?

Marvin e as mulheres

"The Big Heat" (1953) de Fritz Lang

"Point Blank" (1967) de John Boorman

terça-feira, 6 de julho de 2010

domingo, 4 de julho de 2010

O filme do ano (IV)



Carpenter, o compositor. Pois é, um verdadeiro auteur dá nisto: até na música deixa a sua assinatura. No caso do universo Carpenter, esta é um corpo próprio que se mexe seguindo as coordenadas não tanto da acção mas da forma como cada imagem é articulada com o todo (montagem): se a repetição é um elemento nuclear no cinema de Carpenter, então para o provar basta ouvirmos as bandas sonoras que marcam a sua filmografia: por norma, persistentes, circulares, bloqueadas num refrão estridente, mecânicas, viciosas como, enfim, viciantes. Nelas, está contida a essência do que se mostra, tantas vezes excessivo na sugestão mas omisso ao olho. Deixo aqui um greatest hits, a salivar pela banda sonora que aí vem: naturalmente, a de "The Ward", de novo, com a chancela John Carpenter (isto não fiando muito nesta fonte). Como exercício alternativo, sugiro que ouçam "Machine Gun" do último álbum dos Portishead e pensem no realizador de "Halloween".

O filme do ano (III)


Em comentário áudio a "Ghosts of Mars", Carpenter diz que Natasha Henstridge não foi a sua primeira escolha. Courtney Love terá abandonado o barco e, por questões de conveniência, a escolha final recaiu na protagonista de "Species". Confessa-se muito satisfeito com o trabalho da actriz, ressalvando que habitualmente não gosta de trabalhar com mulheres femininas. Lembramo-nos de Jamie Lee Curtis, a sua "musa", e percebemos as suas palavras. O gosto por loiraças espampanantes parece ter ficado da experiência (para muitos, totalmente fracassada) de "Ghosts of Mars". Mas há uma diferença: desta vez, Amber Heard terá sido primeira escolha.

sábado, 3 de julho de 2010

O filme do ano (II)



Regressando a estas imagens, feitas durante a rodagem de uma cena do filme de Carpenter e colocadas na Net há já algum tempo, e colando com aquilo que Carpenter disse de positivo sobre a saga "Saw" na já aqui citada entrevista que deu ao Canal+, expresso aqui o meu primeiro receio em relação a "The Ward": terá Carpenter sucumbido às modas e se tornado num torture pornographer?

Pós-classicismo: os retratos da atraentemente sórdida psicopatia british (II)

"Peeping Tom" (1960) de Michael Powell

"Frenzy" (1972) de Alfred Hitchcock

Pós-classicismo: os retratos da atraentemente sórdida psicopatia british (I)

"The Collector" (1965) de William Wyler

"10 Rillington Place" (1971) de Richard Fleischer

Ou a propósito das ausências...

sexta-feira, 2 de julho de 2010

O filme do ano (I)


No dia 24 de Setembro estreia nos Estados Unidos a primeira longa-metragem de John Carpenter em 9 anos. "The Ward" é o acontecimento que vamos tentar (continuar a) seguir de muito perto. Por ora, fazemos a ligação a uma entrevista que Carpenter deu ao Canal+.

De novo, são os franceses que lhe têm dado maior cobertura, o que em parte é sintomático da forma como Carpenter tem sido tratado no seu país, sobretudo, desde que a América Bush ganhou contornos do mais tétrico e brutal "filme de terror" (como qualifica, corrosivamente, o próprio na dita entrevista).

Fala-se ainda de westerns, de torture porn, do remake de "They Live" e de envelhecimento. Imperdível - era preciso dizer isto? Shame on me.

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