Irmãos Safdie estão para
sábado, 24 de julho de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
quinta-feira, 22 de julho de 2010
O filme do ano (V)

Algumas notícias apontam "The Ward" como provável filme de abertura do próximo Festival de Veneza, que acontece entre os dias 1 e 11 de Setembro. A minha pergunta é: por que não incluir o filme de Carpenter na competição, para que finalmente um festival de cinema lhe faça a devida homenagem? Memorável seria vê-lo com o ouro, seja em Veneza, Berlim ou Cannes. Memorável e mais do que merecido. E acho que, apesar da sua pose punk who gives a damn, Carpenter iria apreciar grandemente a coroação.
(Um obrigado ao meu amigo Francesco pela dica.)
Ups... (actualizado hoje, dia 23 de Julho)
quarta-feira, 21 de julho de 2010
A mais tresloucada perseguição
terça-feira, 20 de julho de 2010
Safdie vs. Cassavetes (VI): sobremesas
Irmãos Safdie estão para
como Cassavetes está para

(Obrigado à Sara Campino por me ter transmitido os seus vastos conhecimentos em matéria de sobremesas alcoolizadas.)
Go Get Some Rosemary (2010) de Ben & Josh Safdie
Lembrei-me da Nova Iorque de Woody Allen e dos ciclones domésticos que minavam o seu cinema, logo à cabeça, o da lagosta insubordinada de "Annie Hall". Lembrei-me de Baumbach e interroguei-me como seria o realizador de "The Squid and the Whale" se filmasse como o realizador de "Husbands". Lembrei-me da vibração das ruas de Cassavetes, do grão das suas imagens, da agitação da sua câmara ante os actores - ou será antes a agitação dos actores ante a câmara? Lembrei-me do burlesco de Seymour Cassel em "Minnie and Moskowitz", mas antes lembrei-me, em versão sadia, do Cassavetes-pai de "Love Streams" - bem a propósito este título - a oferecer uma bebida ao seu filho pequeno e a deixá-lo trancado no quarto de hotel enquanto este ia para a borga. Lembrei-me do encontro de intelectuais beat de "Pull My Daisy" e do filho de Robert Frank, que estava para ali perdido entre poetas, músicos e um padre; a flutuar mais ou menos despercebido ao sabor das correntes e contra-correntes provocadas pelas palavras off de Kerouac. Lembrei-me daquele plano, também cheio do grão característico do Novo Cinema Americano - que documenta com a mesma facilidade com que ironiza -, da bandeira americana a dançar ao vento e a acabar por tapar por completo o rosto do padre orador. Lembrei-me de The Kinks, Simon and Garfunkel, Magnetic Fiels, Belle & Sebastien, Kings of Convenience, Sufjan Stevens... mas deles não ouvi uma nota. Lembrei-me de como o senhor Hulot respirava vida por todos os poros e como isso contagiava tudo o que tocava, incluindo os seus pobres sobrinhos, cativos de uma vida doméstica cinzenta, sem amor. Lembrei-me das crianças endiabradas de Morris Engel e Ruth Orkin, e das partidas infantis que os seus adultos pregavam uns aos outros. Lembrei-me de como é duro crescer ou de quão não-magnífica - já diz a música dos The National... - é a vida mal deixamos de ser crianças. Lembrei-me de tudo isto e lembrei-me da minha infância. O bastante para considerar os irmãos Safdie, depois do genial "The Pleasure of Being Robbed", a coisa mais interessante que anda por aí.
Programação de cinema na RTP2 (XI): tempo de tirar a venda
Vamos a factos.
1. A RTP2 passa dois filmes ao sábado quando, há coisa de 5 anos, estava a passar um filme todos os dias.
2. Nesse espaço, muitas vezes, verifica-se uma repetição das escolhas, dentro da própria rubrica ou em relação à RTP1.
3. Nem sempre é evidente a escolha desses dois filmes, faltando ao público-médio (é para ele, antes de mais, que se destina a TV pública) instrumentos para que seja levado a ver e/ou a saber descodificar o que vê - relembro as introduções de Bénard da Costa ou dos entrevistados de Inês de Medeiros em "Filme da Minha Vida".
4. Há, efectivamente, uma programação de cinema na RTP2? Há, se não entendermos programação como um macrotexto ou um "discurso" que atenda às necessidades e sensibilidades do público e que seja sólido, coerente e inteligível na sua formulação para a maioria.
5. A falta de oferta de cinema na RTP2 espelha a falta generalizada de cinema no resto dos canais, cabo ou não, pagos ou gratuitos. E curto é o leque de filmes que todos estes canais passam, tal como curta acaba por ser a própria oferta dos vídeo clubes, onde o predomínio de cinema norte-americano é desproporcionado em relação a outros interessantes cinemas do mundo (como o português). Face a isto, o segundo canal tem perdido uma boa oportunidade para se afirmar como uma "alternativa", dever a que está vinculado pelo disposto no Artigo 54.º da Lei da Televisão.
Concordam que se podia fazer mais neste domínio numa estação que, a bem ver, é financiada por todos nós? Se sim, como diz o outro, é tempo de mais acção e menos conversa - ou melhor, é tempo de transformar a conversa em acção! Para tal, sugeria começar por se juntar a nós via peticaortp2@hotmail.com.
(Sublinho que não está aqui em causa o concordar ou não com cada uma das opiniões que expressei. A ideia até é haver uma saudável troca de ideias entre os membros que se queiram juntar ao grupo-base, que só depois de formado com um número mínimo de pessoas - que cubram mais ou menos o espaço nacional - irá debater entre si as versões do texto da petição.)
5. A falta de oferta de cinema na RTP2 espelha a falta generalizada de cinema no resto dos canais, cabo ou não, pagos ou gratuitos. E curto é o leque de filmes que todos estes canais passam, tal como curta acaba por ser a própria oferta dos vídeo clubes, onde o predomínio de cinema norte-americano é desproporcionado em relação a outros interessantes cinemas do mundo (como o português). Face a isto, o segundo canal tem perdido uma boa oportunidade para se afirmar como uma "alternativa", dever a que está vinculado pelo disposto no Artigo 54.º da Lei da Televisão.
Concordam que se podia fazer mais neste domínio numa estação que, a bem ver, é financiada por todos nós? Se sim, como diz o outro, é tempo de mais acção e menos conversa - ou melhor, é tempo de transformar a conversa em acção! Para tal, sugeria começar por se juntar a nós via peticaortp2@hotmail.com.
(Sublinho que não está aqui em causa o concordar ou não com cada uma das opiniões que expressei. A ideia até é haver uma saudável troca de ideias entre os membros que se queiram juntar ao grupo-base, que só depois de formado com um número mínimo de pessoas - que cubram mais ou menos o espaço nacional - irá debater entre si as versões do texto da petição.)
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Safdie vs. Cassavetes (I): lume
O discurso escrito, mas também a fotografia, o cinema, a reportagem, o desporto, os espectáculos, a publicidade, tudo isso é susceptível de servir de suporte à fala mítica. O mito não pode definir-se pelo seu objecto nem pela sua matéria, dado que toda e qualquer matéria pode arbitrariamente ser dotada de significação: a flecha que se entrega a fim de significar o desafio é também uma fala.
Roland Barthes, in "Mitologias"
Roland Barthes, in "Mitologias"

como Cassavetes está para
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