quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Nova trilha (XIX): Wood e The National

Natalie Wood (e Warren Beatty) em "Splendor in the Grass" (1961) de Elia Kazan


[Sorrow found me when I was young/Sorrow waited, sorrow won/Sorrow they put me on the pill/ (...) don't leave my hyper heart alone (...)/ I don't want to get over you (...)]

Programação de cinema na RTP2 (XIX)

Belo pretexto este - da petição* - para falarmos um pouco sobre Cinema. (A sugestão é da autoria do Miguel Domingues.)

*- Estamos com 170 assinaturas, mas precisamos de mais. Assine!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Programação de cinema na RTP2 (XVIII)

CENTO E QUARENTA E CINCO


A petição corre a bom ritmo, com a subscrição de amigos, amigos de amigos e de algumas personalidades de grande relevo na sociedade portuguesa, das quais destacamos: João Mário Grilo, Adriano Duarte Rodrigues, Arsélio de Almeida Martins e Fernando Cabral Martins. Hoje, recebemos a assinatura de Rui Cádima.

Agradecemos a rápida resposta que nos estão a dar. Falta é chegarmos a números significativos, para o universo RTP, para o universo nacional...

Atenção, sob pena de anulação, é fundamental que a assinatura esteja completa, com acentos* e que seja confirmada a partir do vosso endereço electrónico. Simples e rápido.

*- Como bem me lembra a Sara Campino, alguns subscritores encontram-se fora do país; logo, escrevem-nos em teclados sem acentos. Um obrigado a todos eles pelo esforço acrescido.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A petição já está operacional

CEM


Vamos assinar, minha gente!

A peticaopublica.com apresentou as suas desculpas pelo "erro" cometido. Nós agradecemos, ainda assim, o seu rápido reparo.

Actualização: não se esqueçam de assinar com nome COMPLETO e, muito importante, de fazer a confirmação da assinatura, clicando em link que vos será enviado para o mail concedido (que poderá ser "privado").

Petição com problema técnico

Um problema de ordem técnica está a impedir a entrada de mais assinaturas na nossa petição.

Ele já está a ser resolvido. Mal fique tudo de novo operacional, comunicar-vos-ei aqui e nos outros espaços da petição.

Peço desculpa pelo incómodo.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Programação de cinema na RTP2 (XVII): jovens e menos jovens em marcha

SETENTA


Chegámos aos 70 subscritores em cerca de 24 horas, destacando-se estes nomes. É bom e agradeço a todos, mas precisamos de mais para chegarmos a algum lado. Vamos lá blogosfera/sociedade civil, sai do casulo!


Actualização: Não se esqueçam de assinar nome COMPLETO.

Talk shows desportivos (II): a selvajaria intelectual ou o reino das "trêvas"

Este foi o estado em que ficou o meu televisor - ou o da minha avó? - depois do berro do cirurgião

Já escrevi sobre este fenómeno extraoardinário que são (alguns) talk shows desportivos, que se multiplicam na televisão portuguesa como cogumelos. Quando pensava que o modelo "Donos da Bola" tinha sido totalmente abandonado, porque o barulho era ensurdecedor e, provavelmente, mais substancial que as palavras que inanes comentadores proferiam, sou confrontado com o esplendoroso regresso do berrómetro ao espectáculo televisivo nacional.

Quanto mais berram, mais audiências têm? Não sei, mas arrisco num sim, face à passividade galhofeira do moderador - mas eu escrevi jornalista? ah não, ufa... Como diz o doutor Ricardo Sá Fernandes, isto só pode mesmo estar a acontecer debaixo de um "reino das trÊvas".

domingo, 5 de setembro de 2010

Programação de cinema na RTP2 (XVI): uma petição que já marcha!

"Ganhar a Vida" (2001) de João Canijo (embora com "la pétition", c'um raio!)


A luta começa aqui e agora.

Mais informações no blogue da petição e na inevitável página do Facebook.

Caro Correios de Charles Bukowski


Sei que no dia 31 de Julho andaste de comboio, carreira 23, lugar 88. Terás partido da estação do Oriente às oito e trinta e nove e ias no sentido de Pombal. Deixaram o bilhete do comboio na tua página número 140, onde se lê Chinaski, o alter-ego do escritor Charles Bukowski, a dissertar sobre a sorte que os funerais lhe dão nas apostas das corridas de cavalos. Lê-se no início dessa página que os funerais "[f]aziam-nos ver melhor as coisas. Um funeral por dia e tornava-me rico".

Aquele olhar

"Bonjour Tristesse" (1958) de Otto Preminger

"La prima notte di quiete"/"Outono Escaldante" (1972) de Valerio Zurlini

(É oficial: eu sou uma besta. Disse que Preminger era o realizador das mulheres bonitas e depois levei com uma chapadona do Zurlini, um dos maiores realizadores que conheço do século passado - e, quase de certeza, o melhor italiano pós-neo-realismo. Ele é, obviamente, "o" realizador das mulheres bonitas. É comparar Sonia Petrovna a Eleonora Rossi Drago ou a Claudia Cardinale e passar noites em claro a tentar apurar, com algum grau de "cientificidade", qual a mais perfeita! E, já agora, façam o mesmo com os filmes que protagonizam. Ninguém, ninguém, sem ser o Zurlini, poderia filmar esta cena e conseguir aprimorá-la, depois, aqui.)

sábado, 4 de setembro de 2010

Irène (2009) de Alain Cavalier


Irène, sempre exigiste tudo de mim e eu só exigia a tua presença. Que filme belo e triste, este que se projecta (de dentro do cineasta para dentro de nós) nas salas portuguesas. Entre o poema elegíaco ao amor por uma mulher - que chora de mansinho a sua inelutável ausência física - e o muito pessoal processo, ritualizante e terapêutico, de exorcismo de uma memória trágica através da câmara, extensão do braço de Cavalier? Não, extensão do seu coração perfurado pela imagem de Irène - aquela que o realizador, que o homem..., preservou VIVA na sua cabeça. O fetiche da câmara ou a câmara fetichista?

Momento quase lôbrego: Cavalier fala para o espelho, câmara em punho, referindo-se a Irène, mas ela obviamente não pode estar lá. A quem se dirige Cavalier, para além de si mesmo? A pergunta podia ser feita também a Robert Frank quando realizou o magnífico - e corajoso - "Home Improvements": filmar o buraco interior - como a melancia e o ovo -, exteriorizá-lo, dessacralizá-lo mostrando-o, despido, ao mundo é o que nos leva a apelidar esses filmes de autobiográficos, mas também de heterobiográficos - porque essa nudez, essa... verdade?, pode tocar, beliscar mesmo, o íntimo de qualquer espectador.

A câmara, estava a dizer, parece exorcizar - parir - uma memória dura, despertando o espectador para as suas mais insondáveis propriedades ancestrais, mágicas, autenticamente mediúnicas. Cavalier, como Frank, recusa a plástica distractiva, a decoração narrativa balofa do cinema tradicional (narrativo? não, não há nada mais narrativo do que isto...), e vira o objecto-filme para si mesmo, nomeadamente através daquele espelho que nos devolve a sua imagem mas, mais do que tudo, nos faz interrogar sobre um cinema levando ao limite a possibilidade de uma desintermediação. O Cinema esfuma-se e, ao mesmo tempo, engrandece-se.

(Alguém edite isto cá, já!)

O aftermath casapiano


Dois condenados do caso Casa Pia dão conferências de imprensa no Hotel Altis. E não digo mais nada.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Mourinha, the special one

Eu não tenho nada em particular contra o senhor Jorge Mourinha, mas tenho de deixar aqui uma pequena observação enquanto leitor desde muito pequeno do jornal Público e da sua crítica cinematográfica - que globalmente sempre tive como a melhor do país.

Que o senhor goste de "Stardust", o último "Predator", "Salt" e dê praticamente três ou quatro estrelas a tudo o que é filme de acção mais ou menos espectacular com actor ou actriz da sua predilecção tudo bem, mas nas páginas deste jornal aparece como algo TOTALMENTE deslocado.

Relembro que Mourinha veio substituir a Kathleen Gomes, um crítico capaz de pôr em sentido, em matéria de exigência, qualquer um dos seus pares. O Público sempre se pautou por exigência e uma crítica que consegue ir além da mais epidérmica reacção. Mourinha é um crítico informado, "profissional" e não escreve tão mal como muitos dizem, mas não está na publicação certa. Isto é tão evidente quantas as vezes que olhamos para a tabela das estrelas e as vemos tremendamente inflacionadas na sua coluna.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O filme do ano (IX)

Está confirmado que não será Carpenter a assinar a banda sonora de "The Ward". Nas palavras do próprio, retiradas da sua mais recente entrevista, "I decided when I came back what I will and won’t do. I won’t do the music anymore, I can’t do it. I am burned out on that. On my last film, before the one that is coming out now, ‘Ghosts of Mars,’ there is a behind-the-scenes deal. There are shots of me on the set that I looked at and those shots are after the music mix, after I had gone through it and I was a zombie."

A entrevista conta com outros momentos muito interessantes, que revelam um Carpenter mais amadurecido - a "velhice" é assunto recorrente - e (ainda mais) desiludido com Hollywood. Cito em baixo as que são, para mim, as passagens mais significativas (ilustradas pelas melhores fotos da rodagem de "The Ward", recentemente publicadas aqui).

What was the reason behind that hiatus?

Burned out! That’s it. I thought “I can’t take this anymore. I don’t want to do this anymore.” I kinda had a bug when my last movie tanked pretty big time. I thought to myself “Why am I doing this. I am killing myself with this.”

(...)

You have been so hands-on with all of your films. Is there a part of the film-making process that you prefer?

Being on set. I live for that.

(...)

Another project that you are attached to is ‘Fangland.’ Can you talk a little bit about that?

It is a novel that has been turned into a script and we are still trying to get a good screenplay out of it.

How did you first cross paths with that project?

Somebody at the office said “Would you like to do this?” I read it and I thought it had a very interesting idea. So, now we will just have to see if we can get it there.

Originally the script had been described as a modernized version of ‘Dracula.’ Right now, vampires are all the rage and you have tangled with the undead before. Maybe this is a little premature but, what is your vision for the film?

Well, it is not about a vampire. We’re changing that. Vampire movies always work. They are always fun but they are a little over-saturated right now.

Another one is ‘L.A. Gothic’ …

Which has undergone a title change. I actually have a copy of the script which I am supposed to read this weekend and we will see where we go from there.

Horror is a lot different than it used to be. What are your thoughts on the current state of that genre?

Horror is always the same. It just changes with the culture and changes with the technology. The stories are always the same. There are just two basic stories in horror, two simple ones — evil is outside and evil is in here [pointing to his heart]. That is basically it. There are a lot of good horror movies being made right now, there have been a lot of good movies that have been made, and a lot more probably will be made.

3D and remakes are two subjects that I am sure you get asked about all the time. As a director/creator, do you think that these are signs that the Hollywood machine is running low on original ideas and do you think fans will eventually look to alternative mediums for their entertainment?

Hollywood already ran out of original ideas years ago, except for a very few films that come along that try something new. A lot of the stuff that they program is not new anymore. 3D is another way that the technology has evolved. Look at when the original ‘Toy Story’ came out. That was a huge step in storytelling. 3D has evolved in that same way. Personally, I don’t really know. I know one guy in Hollywood, Jeffery Katzenberg, says that soon every movie will be made in 3D. I don’t believe it. I went through the first 3D craze, I was there! I wore those glasses and I remember it! It died!

What are your thoughts on remakes, as a director who has directed a remake and had a few of his films remade?

It is the tradition of Hollywood. It has been done a lot. They remade ‘The Maltese Falcon’ four or five times. They remade ‘A Star Is Born’ … and they will be doing that again. Nowadays, for genre movies, it is so difficult to advertise for films, there is so much clutter, so many advertisements and so many people wanting your dollar that producers and studios try to cut through all of that with something that you will recognize. A title that maybe you heard of when you were young or your siblings watched it or you have heard of it but haven’t seen it, they cut through with it a new version. So, it can penetrate this almost impenetrable wall of attracting people and getting them into a theater. All of this stuff is about commerce. All about commerce. It is all about money. You see these sequels being made and people line up to see them. If no one went to see them, they wouldn’t be making them!

Are there any young directors out there that really make you stand up and take notice of their work?

Lots and lots. I like David Fincher’s work a lot. I think he is very talented. He is REALLY good!

(...)

What is the best piece of advice that someone has given you along the way in your career?

It was probably from my dad. He said “Opportunity will come, just be ready for it.”

What about the flip-side of that question? What advice would you give to someone just starting out in this new age of film making?

You have a lot of advantages that I didn’t have. You can actually go to film school without actually going, by buying movies on DVD and watching the special features and interviews with directors where you can see what they did behind-the-scenes. You can really see how it works. You have equipment and technology now that allows you to make a film, cut it yourself with computers and show it. All that is stopping you, at this point, is you. The two of you can go out and make a movie starting today if you want to.

(...)

Any other projects that your fans should be aware of?

I have a couple different things in development. I have a movie called ‘The Prince,’ which I am really happy about. It is not really a horror film, it is more of an action film. Hopefully, I will get that going. I am ambivalent about work. I will do it if it comes along. I don’t like to get up too early in the morning! [laughs] But I am getting close to the age where I can just say [with his arms outstretched and middle fingers in the air] “Fuck this! Goodbye!” and kick back! [laughs] Every time that the NBA starts its season, I get less and less interested. I am more interested in basketball! I am a basketball addict!

Do you have any last words for you fans before we let you go?

Simply, thanks for the memories.


(Obrigado ao Tiago Costa pela dica.)

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