quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Super-agentes dos sonhos tecno(i)lógicos: Paprika/Atsuko e Cobb/Di Caprio

"Paprika" (2006) de Satoshi Kon

"Inception" (2010) de Christopher Nolan

[Eis dois excelentes filmes sobre o estreitamento (muito contemporâneo) entre o mundo dos sonhos e aquilo que designamos por mundo real, mas que, em qualquer um destes dois filmes, é APENAS um mundo percepcionado em estado de vigília. Na obra do recém falecido Satoshi Kon, temos uma bizarra, visualmente excêntrica, viagem a um tempo onde ecrãs, de cinema e de computador, projectam sonhos alheios, autênticas procissões circenses de caos, destruição e absurdo. Os sonhos "tecnologizaram-se", facto que é filosoficamente tratado nesta animação adulta sobre o enfraquecimento, quase profanador, da realidade pelas alteridades oníricas/digitais. Cá está, para mim, um excelente, e insólito, double bill.]

domingo, 17 de outubro de 2010

He Who Gets Slapped (1924) de Victor Sjostrom


Seastrom e Chaney. Juntos no primeiro filme de sempre produzido pela mítica (e, entretanto, insolvente) Metro Goldwyn Mayer. E o primeiro filme é, como quase todos os grandes mudos dos anos 10 e 20, um soco no estômago. Obra desconfortável sobre "a tragédia do palhaço", o palhaço é Chaney antes mesmo de se tornar palhaço, isto é, tornou-se palhaço para suportar a humilhação pública a que foi sujeito no dia da defesa da sua tese. Nesse dia, Chaney ficou sem tese e sem mulher, os dois foram "roubados" pelo seu tutor, o velhaco Barão Regnard.

Levou na cara quando o acusou de plágio e a Academia riu-se, expondo-o à vergonha e ao ridículo insuportável. Sem orgulho próprio, com a sua virilidade fortemente abalada, Chaney torna-se palhaço de circo; naquele que "leva chapadas", como diz o título do filme. Toda a gente se ri de uma boa chapada, dada num palhaço ou não...

Sabendo disso, Chaney arquitecta uma vingança sado-masoquista, que culmina numa espécie de destruição e auto-destruição pelo riso, em espaço apropriado: um circo, palco de uma "tragédia cómica". Um Seastrom, ou Sjostrom, usando o seu nome sueco, que está aqui longe da grandeza poética/metafórica de "The Wind", mas que, ainda assim, espanta pelo negrume quase metafísico dos instantes finais.

Avalanche Express (1979) de Mark Robson


Há filmes em que tudo parece correr mal. "Avalance Express" é um case-study neste âmbito. Um dos seus actores principais, Robert Shaw, estava tão doente que a sua voz mal se ouvia; logo, foi preciso dobrar grande parte das suas falas. Shaw acabou por falecer durante o período de rodagem do filme tal como, imagine-se, o seu realizador, o conhecido Mark Robson. Monte Hellman terá entrado em cena para compensar o repentino desaparecimento do principal homem por trás deste filme de acção sobre o mundo da espionagem da guerra-fria, "Avalanche Express".

O resultado foi, e continua a ser, muito desvalorizado. De facto, os buracos narrativos são muitos, as incongruências podem raiar o absurdo, mas "Avalanche Express" é, quanto a mim, um divertido filme falhado, acidentado na produção e acidentado na história que conta: concentrada num comboio que atravessa a Europa com um isco a bordo: um general soviético que desertou a favor dos Americanos. Lee Marvin é o agente norte-americano que arquitecta a missão com o seu quê de suicidária: ah os soviéticos querem silenciar o seu general desertor? Pois bem, come and get him! Pômo-lo, aparentemente vulnerável, num comboio e chamamos a si todos os espiões russos espalhados pela Europa. A partir daqui, os soviéticos fazem de tudo para deter a locomotiva, desde sabotagens da linha até, daí o título, provocarem uma terrível avalanche que ameaça varrer o comboio do mapa.

Claro que o assunto se resolvia, rapidamente, com armamento pesado, mas os soviéticos - e os americanos - foram feitos para este jogo gato-rato. Enfim, inverosímil, mas divertido q.b., mas, sem dúvida, com potencial para muito mais... Imaginamos como seria este filme refeito por um Tarantino ou mesmo por um Carpenter. Com mais violência, magotes de soviéticos mortos-vivos ou não, estratagemas (ainda mais) loucos para parar o comboio do duro de roer, do "sacana sem lei", Lee Marvin... A parte em que os americanos resolvem virar "terroristas" para acabar com o inimigo poderia, hoje, ser elevada a parábola política sulfurosa, cara a qualquer um dos nossos maiores génios (pós-modernos) da Sétima Arte. Como um simpático "filme falhado" nos pode pôr a divagar!

sábado, 16 de outubro de 2010

Dizer ainda que não se deve começar frases com Dizer ainda que

De onde veio esta moda terrível dos jornalistas de começarem as frases com o verbo no infinitivo?

Por exemplo, "Recordar ainda que..." ou "Dizer também que..." tem sido uma recorrência em todos os canais, nos melhores e nos piores jornais. Eis um vírus linguístico absurdo próprio de um "Eu, Jane, tu, Tarzan"..."Eu fazer erros, tu falar bem".

Programação de cinema na RTP2 (XXIX): uma mão cheia de nada

MIL SETECENTOS E CINQUENTA E TRÊS

Estamos a chegar, com mais força, aos media. A Agência LUSA já nos noticiou, o que provocou a tradicional avalanche de notícias nos órgãos de comunicação social que são, no fundo, transcrições quase ipsis verbis da dita fonte.

Mais significativa foi a publicação que a Rua de Baixo fez de uma entrevista* que dei a um dos seus jornalistas, a quem agradeço a oportunidade de expor, de forma mais directa, sem filtros, os nossos argumentos.

Não sou, naturalmente, a pessoa mais indicada para destacar alguma parte da entrevista, mas há um conjunto de palavras que disse, naquele dia, com um sentimento de urgência que, hoje, não mudou. Muito pelo contrário.

Porque eu também tenho noção de que não basta ter pessoas conhecidas, muitas pessoas conhecidas. Neste momento nós precisamos é de muita gente a assinar, precisamos do público, precisamos de, no fundo, ter a sociedade civil mobilizada para isto e achamos... que é a esse público que o programador deve responder.


*- Onde se lê "José" deve-se ler "João" Mário Grilo. A gralha é-nos alheia.

Quero dizer outra coisa aqui, para que fique também registado.

Numa Democracia, uma petição não é um texto excludente, ou pelo menos, não DEVE ser um texto excludente. Isto é, por não ampliarmos esta causa a todos os domínios das artes - e sabe-se lá mais o quê... - não quer dizer que estejamos CONTRA o que quer que seja.

Na realidade, olhando para o SENTIDO do nosso texto, perceber-se-á facilmente que não estamos contentes com o grosso da programação cultural da RTP2 e RTP1 e que queremos que esta petição seja EXEMPLAR na luta por um serviço público de qualidade. Dentro da lógica da petição como um texto excludente, contra algo em vez de a favor de algo, ninguém assinaria petição alguma, pois nenhuma petição consegue abarcar TODO o universo de reivindicações que cada cidadão português tem legitimidade de fazer.

Digo isto a todos aqueles que, contactados por nós, com responsabilidade social na área da cultura, se recusam a assinar alegando, algumas vezes, que concordam com a nossa batalha, mas que por esta ou aquela nuance, por não pedirmos a cabeça deste ou daquele ou por não pedirmos reformas de fundo na ideia de serviço público, não assinam e se recusam a divulgar esta iniciativa.

São pessoas que acreditam, com certeza, que Portugal é um país que se constrói por lobbying interno, de costas voltas para a Sociedade e os seus mais desinteressados representantes. Posição triste e, peço desculpa, pequenina.



Uma mão cheia de nada...

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Ela e ele são UM eu (mui cinematográfico)

"Onde jaz o teu sorriso?" (2001) de Pedro Costa

"José e Pilar" (2010) de Miguel Gonçalves Mendes

(Muito bonita a forma como abriu o DocLisboa deste ano: um documentário sobre o Nóbel? Não, uma história de afectos, divertida, profunda e comovente, que ficará para a posteridade como um importante documento fílmico sobre um casal não só singular mas, acima de tudo, NO singular.)

MeRdiocridade

Ando a ler "A Invenção da Modernidade", antologia de vários textos crítico de Baudelaire sobre a arte do seu tempo. Requisitei-o e as suas páginas trazem sublinhados da autoria de um leitor meu predecessor. Alguma coisa fez com que o leitor assinalasse a lápis o que assinalou e não apagasse quando devolveu o livro à Biblioteca.

É essa "alguma coisa" que me proponho descodificar aqui (com poucas palavras, que estas já estão mais do que gastas!).

Diz Baudelaire, no texto "O Artista Moderno" (pp. 149):

Que em todos os tempos a mediocridade predominou, é indubitável; mas que ela reina mais do que nunca, que ela se está tornando absolutamente triunfante e volumosa, eis o que é tão verdadeiro quanto aflitivo. (sublinhado a lápis)


Para a situação actual do nosso país, pegando numa palavra do senhor Baudelaire, invoco uma outra palavra que deriva desta e da autoria de uma Professora minha do Secundário: voilá, a meRdiocridade em todo o seu esplendor!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Ainda acontecem milagres*


Em "The Well" (*-título em português deste filme), obra-prima esquecida de Leo C. Popkin e Russell Rouse datada de 1951, uma rapariga negra cai num poço. Uma comunidade inteira suspende um bárbaro fratricídio racial para se concentrar na melhor forma de resgatar a menina das profundezas - o poço é tão estreito que nenhum adulto o conseguirá atravessar. Uma máquina perfuradora é erigida e, todos, todos sem excepção, reúnem esforços para salvar a menina. Todos, brancos e negros, juntos pela mesma causa.


Em "Ace in the Hole" (também de 1951), Wilder retrata, com enorme e, para a época, chocante mordacidade, a história de um homem retido nas profundezas de uma montanha que tem a infelicidade de ser encontrado por um jornalista com sede de drama, ou melhor, com fome de sucesso rápido. O jornalista (excelente Kirk Douglas) sabe que quanto mais tempo o homem ficar preso mais cobiçado será o seu "exclusivo". Fria e torpemente, começa a manobrar uma grande campanha mediática e política à custa do prolongamento do cativeiro. O final é muito menos feliz que o de "The Well".


O mundo abraça cada um dos mineiros chilenos, numa tentativa de ver nesta história dramática com final feliz uma espécie de "luz ao fundo do túnel"; a esperança de que, também nós, sairemos do fosso em que nos meteram - não importa quem, por ora... Cada mineiro, um breaking news, cada mineiro, lágrimas e champanhe. Quando chegarem os 33 à superfície, ressoará a interrogação nascida do vazio noticioso: quem falta salvar?

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Yuki & Nina (2009) de Nobuhiro Suwa e Hippolyte Girardot


Apesar do actor Hippolyte Girardot aparecer como co-realizador, não tenho dúvidas que "Yuki & Nina" é um filme De Nobuhiro Suwa -- até porque é, estética e tematicamente, um filme, para todos os efeitos, muito mais "Oriental". Isto é, temos uma narrativa sobre os afectos entre as paredes de uma casa familiar típica dos nossos tempos: um casal e uma criança. Ele é francês, ela é natural do Japão. A filha, Yuki, divide-se entre os dois, sobretudo, quando a separação se afigura inevitável.

A forma como Suwa constrói a tensão doméstica é magistral - já o era em "M/Other" -, porquanto a sua câmara é apropriada pelo espaço onde filma. Suwa explora as divisões (rupturas arquitectónicas equivalem a rupturas afectivas? Ozu não diria que não) como princípio da relação entre as personagens, mas acima de tudo consegue ver nas pequenas rotinas todo o potencial dramático necessário para imergir o espectador na história, ou melhor, "familiarizá-lo" - verbo certeiro - com a casa, com a família, com os seus conflitos interiores, os seus silêncios e "explosões/implosões" à mesa. Tudo, por norma, num único plano, que leva ao limite a co-habitação com os actores no tempo e no espaço.

Já em "2 Duo" e "M/Other" a mesa é o local por excelência de todos os exorcismos emocionais. Em "Yuki & Nina" a irritação do casal é mais explícita quando os vemos a almoçar à mesa com a sua filha Yuki, que assiste ao desmoronar do casamento dos pais. Ia escrever que Yuki assiste "passiva" à discussão dos pais à mesa, mas não estaria a ser exacto, porque é precisamente na ausência de palavras, em cada gesto onde esta parece descobrir uma evasão forçada do ambiente que a rodeia, que a interpretação de Yuki ganha (ainda) mais força. Ela age sobre o espectador com enorme violência quando é testemunha, muda, das zangas dos pais ou, por exemplo, quando serve de tubo de escape emocional para os adultos, que ela e Nina (a sua melhor amiga francesa) têm dificuldade de entender.

Veja-se, a título de exemplo, a magnífica - uma das melhores deste ano - sequência da leitura da carta por parte da mãe e a forma como esta desaba emocionalmente à frente da filha e esta, pela sua linguagem corporal, comunica a sensação de deslocamento que lhe invadirá o espírito ou as deambulações pela floresta mágica, que transportam Yuki de uma realidade (França) para outra (o sereno e fantasmático Japão, filmado à imagem de um Mizoguchi contemporâneo) ou, enfim, da Realidade para o conto fantasista em jeito de fábula antiga do Oriente - os silêncios, as pequenas conversas, dominam esta história plena de gravitação emocional e imbuída de um lirismo tão gradual, tão fino, que acaba por passar quase imperceptível. Delicadeza, arte e magia. Tudo o que o cinema deve ser. Obra-prima.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Etiqueta boboniana do cinema

10. E, pronto, depois eu fui ao Blogger, editar mensagem e escrevi no ponto 10 da minha Etiqueta boboniana: "Em momento algum, deverá assumir em público que aprendeu o que aprendeu graças a esta etiqueta boboniana. Nem Paula Bobone assume as suas fontes, apenas refere que por pertencer a uma classe superior a boa educação corre-lhe naturalmente no sangue". Depois fui a imagem e fiz o upload de duas fotos da mesma Paula Bobone em "Quem Espera por Sapatos de Defunto Morre Descalço" (1970), primeiro filme de João César Monteiro. Escrevi uma legendagem espirituosa com hiperlink e lembrei-me logo de outra regra: "Se quer escrever livros sobre boas maneiras, por favor, certifique-se que NUNCA trabalhou para um senhor chamado João César Monteiro". E depois cliquei em Publicar Mensagem e pronto. Foi giro enquanto durou.

Paula Bobone em "Quem Espera por Sapatos de Defunto Morre Descalço": "Não sei nada. Não sei nada."

Etiqueta boboniana do cinema

9. "Foi uma traição a mim mesmo: durante anos elogiei Lars von Trier, pelo arrojo das suas experiências Dogma, pela profundidade e mordacidade que incutia em cada história, nunca tinha visto nada como "Ondas de Paixão" ou "Idiotas". Dei 4s e 5s a grande parte da sua obra até... ficar fora de moda. Foi a Palma para "Dancer in the Dark" que me fez ceder à pressão de grupo. Não podia continuar a gostar dele, não podia continuar a aceitar a sua "moral", mesmo se a tivesse aceite e posto nos píncaros em tempos idos. Comecei, furiosamente, com as bolas pretas e as estrelinhas solitárias, tipo esmola para pobre. Vomitei o discurso chapa 2 do "a arrogânica, o cinismo, o aquilo e aqueloutro" de Trier em "Dogville", escusando-me a ver nele uma das mais complexas e audazes parábolas sobre a América "Polícia do Mundo" de W. Bush e amigos [por falar em cinismo...]. Subi na vida, comprei uma casa nova, casei-me e fui promovido a editor-chefe. Arrependo-me? Claro que não." (Excerto de "Diário de um Crítico de Cinema" de autor desconhecido, pp. 120)

Programação de cinema na RTP2 (XXVIII): a "ditadura das audiências" é mesmo uma ditadura

"Vá, agora só quero ouvir as vozes dos senhores contribuintes: "GREED IS GOOD"! Não ouvi, não ouvi. "GREED IS GOOD"! O quê?!"GREED IS GOOD"! Ah, assim é que é. Uma salva de palmas para os senhores contribuintes, o melhor público do mundo! "

Sob pena de parecer arrogante, escrevo-o aqui: não há nada que me irrite mais que a tacanhez mental e de espírito. Quando os senhores da televisão, à falta de argumento melhor, se refugiam nos valores dos sacrossantos estudos de audiência normalmente é para defenderem o seguinte: nós só damos às pessoas aquilo que elas querem.

Primeiro, quem diz isso não faz a mínima ideia de como as audiências são medidas, um processo rudimentar com um grau de precisão bastante baixo - nem os audímetros mais modernos, portáteis e que registam qualquer duplicação, merecem tal estatuto de infalibilidade que os tecnocratas da televisão lhes dão. Não ponho em causa a competência de uma empresa como a Marktest ao dizer isto, ponho em causa sim o excessivo, quase dogmático, endeusamento desse indicador - deve ser um em vários... - a que muito boa gente, à falta de nutrição para pensar pela própria cabeça, se presta.

Segundo, pergunto o seguinte: quem vê isto, percebe que a longevidade de um programa pode ir muito para lá daquilo que os shares diários registam; que uma VHS de Hitchcock ou Bergman ou Tarkovsky... pode ser vista e revista várias vezes pelo mesmo espectador, pode ser dada a ver por este espectador a amigos ou familiares, pode, na realidade, passar de geração em geração. Mas, claro, no dia em que o filme gravado passou na televisão o senhor da televisão deitou as mãos à cabeça e jurou nunca mais passar "filmes esquisitos", pois estes têm um share muito diminuto.

Claro que não tenho de explicar, nem a um miúdo de 10 anos ou nem a um adulto com a idade mental de um miúdo de 10 anos, porque é que tudo isto é ainda mais ridículo numa televisão estatal contratualmente obrigada à divulgação e promoção da cultura.

PECs para dar e vender, em todos os tamanhos, pró menino e prá menina

Esta coisa do PEC1, PEC2, PEC3 parece a história de um merchandising mal amanhado de Hollywood. Peço ao Governo que se consulte junto dos cinéfilos da nossa praça, para que se clarifique na sua cabeça aquela regra dourada que todos nós conhecemos: as sequelas são, quase sempre, piores que o original. E, já agora, que esse cinéfilo - posso ser eu! ofereço-me, como mártir-cinéfilo, em nome da pátria, em nome da RESpública! - alerte os nossos governantes para todos os riscos inerentes a um mais do que previsível PEC 3D.

"Olhós ócles três dê para ler! É só um aério sem IVA!"

domingo, 10 de outubro de 2010

sábado, 9 de outubro de 2010

Etiqueta boboniana do cinema

8. Vira-se a avó para a neta: então, minha filha, estás a ver uma fita? Sim, avó... Como se chama? Chama-se "Notebook"... Ah... Olhá Gena Rowlands, como ela está velha... Sim avó... Ela era casada com um homem muito garboso, costumava recortar fotografias dele quando tinha a tua idade. Cassavetes era o seu nome. Ah, esse é o tipo que realiza este filme. Ai é? Pensava que ele tinha morrido... Não, avó... A neta pega na caixa do DVD de "Notebook" à procura do nome do realizador e conclui: exacto, N-i-c-k C-a-s-s-a-v-e-t-e-s está bem vivo.

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