quarta-feira, 30 de março de 2011

Notas prévias da Newsletter do CINEdrio


Abaixo publicamos post (em permanente actualização) referente às informações genéricas a ter em conta na leitura da Newsletter do CINEdrio.

NOTAS PRÉVIAS:

- Dê conta da sua opinião e críticas através do endereço: Alfred_Hitchcock@hotmail.com

- Esta Newsletter foi criada para ajudar, mas também queremos ser ajudados com todas as informações úteis que nos queiram/possam transmitir sobre o mercado livreiro e DVD nacional e internacional, ou qualquer aspecto relacionado com o cinema ou fotografia.

- Só referimos lojas que testámos pessoalmente quanto à confiança e qualidade do seu serviço, on e/ou off line.

- Atenção à diferença entre DVDs Região 1 e DVDs Região 2 bem como, no caso da alta-definição (formato Blu-ray), à distinção entre discos zona A e discos zona B. Os primeiros, 1/A, correspondem ao território americano, ao passo que os segundos, 2/B, correspondem ao território europeu. A maior parte dos leitores DVD portugueses não lê a primeira e, no caso do Blu-ray, não se encontra disponível no mercado nacional qualquer leitor que leia zonas para lá da B – contudo, nalgumas Amazon, são vendidos alguns discos Region Free, que, como o nome indica, são lidos em qualquer máquina. Para mais informações, por favor, consulte neste blogue, na barra esquerda, informação relativa às lojas/edições arrumadas por regiões ou clique neste link, onde poderá visionar o mapa de distribuição das zonas Blu-ray pelo mundo.

- As seguintes lojas têm portes gratuitos para Portugal: Play.com, CD-WOW, Book Depository, Amazon inglesa (em compras superiores a 25 libras) e, esporadicamente, noutras lojas.

- Para ajudar a fazer contas, deixamos-lhe um link para um site de uso fácil para as conversões monetárias.

- No blogue CINEdrio vamos publicando, na barra esquerda, todas as rectificações de erros que possamos ter cometido nas nossas edições. Se os detectar, não hesite em comunicá-los através do nosso mail.

- Todos os preços apontados podem mudar a qualquer altura, sobretudo as pechinchas. Por favor, tenha isso em consideração.

Newsletter #1: Godard

A newsletter, organizada por mim e pelo Francesco Giarrusso, está em processo de construção, sendo que já escolhemos o nosso primeiro autor em destaque. Em sintonia com as estreias em sala, com as edições em DVD e retrospectivas em cinematecas, iremos abrir as hostilidades com o cineasta/crítico/teórico Jean-Luc Godard. Para além dos sublinhados quanto a lançamentos, pechinchas ou descobertas no mercado livreiro e DVD em geral, iremos procurar reunir as melhores fontes para que os nossos subscritores (já mais de meia centena) possam aprofundar o universo JLG. Filmes, livros com textos de e sobre Jean-Luc Godard - tudo isto, nesta primeira edição da nossa newsletter, que temos como a mais experimental, mas muito provavelmente também como a mais completa das, esperemos, muitas edições que aí virão.

terça-feira, 29 de março de 2011

Nova trilha (XXVI): Eva Marie Saint e Young Marble Giants

Eva Marie Saint (e Warren Beatty) em "All Fall Down" (1962) de John Frankenheimer*



*- Intenso melodrama, criminosamente subvalorizado, que revela um realizador que, sem perder a aspereza e fibra que o caracterizam, dá mostras de uma portentosa sensibilidade estética. (E as interpretações, sobretudo as do grande Karl Malden e de Eva Marie Saint, são sublimes.)

quinta-feira, 24 de março de 2011

O amor abso/luto, im/partilhável, in/divisível

"The Girl in the Red Velvet Swing" (1955) de Richard Fleischer

"La fille coupée en deux" (2007) de Claude Chabrol

domingo, 20 de março de 2011

Teatro na RTP2 vai ao "Provedor"

O último "Voz do Cidadão" levou Paquete de Oliveira às instalações da RTP2 para falar com Wemans sobre a ausência de uma programação de teatro no segundo canal. Como sempre, paralelamente, o programa passa algumas entrevistas a pessoas ligadas à área, salvo o crítico João Lopes. O resultado é, quanto a mim, sintoma de uma decadência dupla: a, já conhecida, da RTP2 e, a já sentida mas não tão evidenciada, do actual provedor da RTP, que há anos tem feito pouco ou nada para dar voz e tornar consequentes as reclamações dos espectadores-contribuintes dos dois canais públicos nacionais.

Ora, sem querer condicionar a opinião de quem quer que seja - por favor, não deixe de ver a dita emissão aqui -, apenas digo o seguinte: a principal razão, que eu chamaria de "desculpa", de Wemans para não haver teatro passa pela concepção, que ele diz ser sua, de que o teatro é para ser visto no teatro e não no pequeno ecrã. Paquete de Oliveira ouve isto como se o argumento fosse não só suficiente, adulto e consistente como, vá lá, minimamente legal.

A verdade é esta, pura e simples: a RTP2 está obrigada por lei a divulgar a cultura portuguesa, cinema, teatro e música. As artes de palco não podem ser excluídas por qualquer concepção pessoal de um director que por lá passe, por mais "amarrado" ao lugar este possa estar ou por mais "embrutecido" ele seja. Fora a questão da legalidade, que arrumaria a discussão desde já, acresce o ridículo deste argumento. Se não se passa teatro porque o teatro é no teatro, se não se passa cinema porque o cinema é no cinema, se não se passa concertos de música porque estes são para ser vistos in loco, então o que deverá passar mesmo um canal que está vinculado a uma missão de divulgação cultural?

Um dos encenadores entrevistados responde, muito directamente, a algumas destas questões, que eu considero falsas e medíocres: comecei a interessar-me pelo teatro porque quis ver as peças e os actores que via na TV ao vivo. Pedro Costa há dias, em entrevista à Criterion, sublinhava a importância que as sessões de cinema (de Lubitsch, de Straub...) na TV tiveram para a sua formação enquanto cinéfilo. Ao mesmo tempo, o senhor Wemans envolve a RTP2, e parte muito importante do serviço público de televisão, numa retórica vazia de um purismo retrógrado: não passamos teatro, mas passamos umas notíciazecas e reportagens SOBRE teatro no Câmara Clara - este programa "arruma" tudo, né verdade? -, defende-se.

Isto é atirar areia para os olhos dos telespectadores-constribuintes que lhe pagam o ordenado há quase 5 anos. Isto é inqualificável, e também é inqualificável a passividade de Paquete de Oliveira, entrevistador que nem Wemans conseguiria inventar para si de tão macio e politicamente correcto; desviando a conversa para a programação infantil, sem razão lógica, quando a conversa começava a cheirar muito mal.

Numa palavra, digo apenas que este episódio do "Voz do Cidadão" é a prova última do elitismo abstruso desse canal dito de serviço público: em vez de se empenhar na missão de derrubar as barreiras geográficas e económicas no acesso à cultura, em vez de promover a cultura para "puxar públicos" para as salas, Wemans é o rosto de uma retórica purista tão oca quanto hipócrita.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Subscreva a newsletter do CINEdrio

A pedido de algumas famílias, resolvi criar uma newsletter, através da qual o subscritor poderá receber, numa base regular, informações sobre últimos lançamentos, futuras edições, raridades, grandes pechinchas e outras notícias relacionadas com o home cinema, tanto no mercado nacional como internacional. E, também, informações relativas a lançamentos e descontos de livros sobre fotografia e cinema, sendo que, periodicamente, será escolhido um autor, em torno do qual me comprometo a reunir informações disponíveis sobre obras suas ou que se debrucem sobre si no mercado (inter)nacional, a melhores preços.

Naturalmente que só activarei esta newsletter caso tenha um número minimamente significativo de subscritores. Por isso, aos interessados, peço que passem a palavra*.

Se são estudantes, cinéfilos ou/e interessados em temas como a filosofia da imagem, fenomenologia, estética e envolvências, então, posso garantir que esta poderá ser uma ferramenta de grande utilidade. Assine a newsletter aqui.

*Sugestão: cliquem no ícone deste post ligado ao Facebook para passarem a palavra aos vossos amigos.

terça-feira, 8 de março de 2011

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Programação de cinema na RTP2 (XL): acção, finalmente

DOIS MIL SETECENTOS E SETENTA E CINCO

Acção. Foi isso que sempre esperei, nesta fase, da Assembleia da República, dos nossos representantes nas mais altas esferas do poder: acção. Não vejo utilidade num órgão representativo que não representa nada sem ser interesses pequenos dos aparelhismos partidários ou preconceitos "estabelecidos" - e, por vezes, como é o caso, ilegais.

Com a deputada Catarina Martins do Bloco de Esquerda, tivemos um diálogo virado para soluções concretas. E foi com promessas muito nítidas de acção que abandonámos a casa da Democracia, a casa que nos representa, isto é, que deve representar todos aqueles que se batem pelo interesse público e cumprimento da Lei. No mínimo.

Resultaram, então, duas propostas concretas para pressionar a actual direcção da RTP2 a ouvir as reclamações de cerca de 3000 telespectadores (ou potenciais seus telespectadores): por um lado, requerer à actual direcção de programas informações sobre o cumprimento do número 13, alínea D da cláusula 10.ª do Contrato de Concessão de Serviço Público e, por outro lado, pedir à ERC as auditorias que terá realizado - como a lei a obriga - à programação e gestão da RTP2.

Até lá, procuraremos reunir as 4001 assinaturas, para levarmos esta causa da sociedade civil a debate Plenário. Garantido está, esclareceu-nos a deputada, o debate em Comissão, visto que já temos bem mais de 1000 assinantes.

Continuem a fazer crescer este movimento e fiquem atentos a mais novidades, para breve. Até lá, importa sublinhar o comentário que Pedro Costa faz a "Diary of a Country Priest", no site da editora Criterion Collection:

I first saw it on TV, one Easter Sunday. I was nine or ten, sick in bed. It made my convalescence so much sweeter (just like the old Lubitsch touch). I also remember Chronique d’Anna Magdalena Bach by Huillet and Straub being aired on a Christmas Day! If you’re this lucky, you’re hooked for life (imagine watching these films on TV nowadays).

(o sublinhado a bold é meu)

Para bom entendedor...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Programação de cinema na RTP2 (XXXVIII): o resultado de hoje é que "não há resultado"

DOIS MIL SETECENTOS E DEZ


Fomos à Assembleia e bem recebidos pela deputada Inês de Medeiros, pessoa afável e admirável - para mim, sempre foi... - que, mais no início do que agora, parece estar relativamente envolvida nesta nossa causa (recordo que é uma das nossas assinantes).

Contudo, o resultado foi zero. Ou melhor, um zero que resultou nisto: uma palmadinha nas costas em quem reuniu 2710 assinaturas, de cidadãos exemplares, que, para além de assinarem, participaram com ideias e indignação, todas elas compiladas no documento que debatemos hoje (e que publico aqui, abaixo).

Uma palmadinha nas costas em pessoas como José Mattoso (o historiador), Rui Cádima (o teórico da TV), João Mário Grilo (o teórico do cinema) ou o saudoso Carlos Pinto Coelho (o homem do jornalismo cultural), entre outros grandes nomes, é, a meu ver, no mínimo, lamentável. Mas, pelos vistos, defender o interesse público é mau, quando pode "parecer mal". Por quê? Porque sim e porque não convém, que é chato.

Claro que tudo seria diferente para melhor, imaginem!, se tivessemos pedido a cabeça do senhor Wemans - uma espécie de linchamento na praça pública... - ou se tivéssemos 4000 assinaturas para a petição ir a Plenário - sendo que estas 2710 são mais do que suficientes para activar o ponto 2 da cláusula 35ª do Contrato de Concessão de Serviço Público (CCSP) - ou se esperássemos de braços cruzados até 2012, ano em que o CCSP será revisto, alegadamente, tendo em conta as nossas reivindicações - mas, já agora, qual é o mal do actual Contrato que a RTP2 desprezou e continua a desprezar olimpicamente e nas barbas do Estado?

Tudo seria diferente se não existíssemos, mas nada é particularmente diferente agora, só que, existindo, exasperamos a esgrimir argumentos em torno do óbvio. Como diz Jorge Campos sobre a nossa petição, "o óbvio dispensa comentário". Neste país, caro Professor, não, mesmo N-Ã-O. (Só neste blogue já lá vão 38 posts e tudo continua na mesma para os lados do segundo canal...)


Dossier Petição Cinema na RTP2 -

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Eu, morto (visão impossível/pré-visão profanadora)

"Vampyr" (1932) de Carl Th. Dreyer

"Self Portrait as Being Dead" (1987) de Duane Michals

Nada de muito novo, mas importa contextualizar: abro com este tópico uma rubrica (foto-síntese) dedicada a convocar num mesmo espaço as imagens do cinema e as imagens da fotografia, isto é, e por isso não é "muito novo", desapossar a fotografia e o cinema, tal como tradicionalmente entendidos, das suas imagens. Procurarei, aqui, entender a história do cinema como a história, lato sensu, das visões de "o fotográfico e o cinematográfico", que encontramos em obras de fotógrafos e cineastas, em dispositivos tipicamente fotográficos ou tipicamente cinematográficos. Ou não eram os Lumière também, e antes de tudo, fotógrafos?

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