segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

TCN Blog Awards 2013


Nos últimos TCN Blog Awards, o À pala de Walsh arrecadou dois prémios: o de Melhor Entrevista (a que eu e a Sabrina, com fotografias de Mariana Castro, fizemos a Sasha Grey) e o de Melhor Blogue Colectivo (a consagração maior, que nos deixa naturalmente contentes). O CINEdrio contava com uma nomeação, para Melhor Inciativa (pela sua Newsletter), mas acabou por não conseguir vencer o prémio. Pode consultar a lista final de vencedores aqui.

A qualidade e quantidade dos convidados surpreendeu, tal como me parece que nunca a cerimónia terá encontrado um tom mais justo, descontraído e natalício. Carlos Reis do blogue Cinema Notebook está de parabéns pelo trabalho imenso que tem realizado, uma dedicação que seguramente lhe sai do corpo e da carteira, dada a dimensão que os TCN Blog Awards atingiram.

Estar na blogosfera é cada vez mais um acto de resistência, por isso, daqui do CINEdrio saúdo todos aqueles que alimentam de informação e "amor à arte" os confins mais ou menos recônditos do ciberespaço.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Recorte de falas (XXXI): Escape Plan

O outro dia apanhei um ex-árbitro de futebol a dizer que a história das compensações é uma grande treta: se um árbitro erra para anular outro erro está apenas, muito simplesmente, a cometer dois erros. A reflexão é útil, faz sentido racionalmente, mas no cinema, por vezes, a lei das compensações funciona. Numa história de evasão presidiária - mais uma… - Sylvester Stallone, isto é, Ray Breslin, está algures entre o brutamontes e o MacGyver. Arnold Schwarzenegger, na pele de Swan Rottmayer, é o simples seguidor da arte da evasão de Stallone neste filme onde, de facto, a única coisa que coisa que se vende é ela: a evasão, a distração, o puro entretenimento vintage, numa espécie de reedição geriátrica de "Lock Up".

Stallone faz astrolábios com uma esferográfica e um pedaço de papel, arruma com um murro três ou quatro matulões, desmantela uma câmara de filmar ou mesmo todo o sistema de vigilância da prisão mais high tech do planeta, faz explodir um cargueiro com a precisão de dois ou três tiros disparados de um helicóptero… numa escada de resgate. A parte bruta de Stallone está marcada no seu rosto, no seu corpo, já a parte de astrónomo, demógrafo, químico, físico e informático de uma astúcia superhumana dificilmente convenceria se não se aplicasse, neste filme, um dado compensatório decisivo: em "Escape Plan" (2013), 50 Cent é o nerd informático de serviço. Ao pé disto (dele, digo), Stallone passa melhor por génio, num filme de gente indisfarçavelmente com mais massa muscular do que massa cinzenta.

Swan Rottmayer: You don't look that smart!

Ray Breslin: You don't either!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Edição Especial Natal da Newsletter do CINEdrio já online

(Para consultar a versão pública da Newsletter #24, clique na imagem.)

Esta edição, que homenageia o cinema de Jack Arnold, foi feita a pensar na época festiva. Tivemos, então, destaques a dobrar e ainda dois inquiridos, Francisco Ferreira e Carlos Alberto Carrilho.

Queria agradecer especialmente à Leopardo Filmes, pela parceria que inicia com a Newsletter do CINEdrio. É da editora o filme "Noutro País" de Hong Sang-soo que destacamos na rubrica Lançamentos Recentes. Na mesma rubrica, da editora Alambique, a quem agradecemos a atenção, destaco a bonita e dolorosa travessia "Lore". No âmbito dos livros, destacamos "Da Civilização da Palavra à Civilização da Imagem", mais um ponto de excelência da investigação levada a cabo por Olga Pombo. A edição é da responsabilidade da Fim de Século. O livro de Edgar Pêra "Hollywood: Estórias de glamour e miséria no império do cinema" chega-nos pela mão da Esfera dos Livros. Da Verso Books, foi um prazer ler a prosa bem burilada e muitíssimo arguta de Jim Hoberman no seu mais recente livro, "Film After Film".

Partilhe esta versão natalícia da nossa Newsletter e se não assinou ainda, aqui tem mais esta oportunidade:



sábado, 14 de dezembro de 2013

Lendário amor líquido

"Der Tiger von Eschnapur"/"O Tigre de Eschnapur" (1959) de Fritz Lang

"Tini zabutykh predkiv"/"Shadows of Our Forgotten Ancestors" (1965) de Serguei Paradjanov

(À Cinemateca Portuguesa.)

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Killer Joe estreia em Portugal… directo em DVD*


Por muito destacado que o possamos pôr no nosso top do ano, o facto de "Killer Joe", um dos filmes com mais tomates do cinema norte-americano recente (a minha análise, com já dois anos, pode ser lida aqui), dizia, o facto de um dos mais selvagens, anarquistas ou estrondosamente imorais e insurrectos filmes dos últimos anos sair directamente em DVD* no nosso país já ninguém consegue anular. Recordo que "Killer Joe" esteve em Veneza e foi aí que William Friedkin foi apontado por uma boa parte (ou a parte boa) da imprensa como um dos mais do que possíveis vencedores do Leão de Ouro. (Este acabou por ser entregue ao horripilante e académico ou academicamente horripilante "Faust" de Aleksandr Sokurov.)

Apanhar no mercado de empilhamento de títulos supostamente "sem história" que é o direct-to-DVD* este ultrajante conto americano, com a maior interpretação masculina do ano de longe, pelo já inevitável Matthew McConaughey, é constatar que a coragem dos mais velhos não sai premiada no mercado, que o que o mercado quer - e o público não se queixa - é rotina, copinhos de leite e ignorância. Ou então quer apenas telenovela, como dizia João César Monteiro. O espírito crítico - e este é um filme em que a crítica é só corpo, hereticamente contra o espírito -  não vai longe num país onde as bolsas de resistência contra o monopólio crescente da pipocada são cada vez menos, em número e em força. Resta-nos alugar "a coisa" para provar que o público não se deixa domar pelos falsos confortos ideológicos. O acto terrorista, anti-sistema, do ano é alugar e ver "Killer Joe", como quem encomenda um balde de pernas de frango do KFC ou vai ao cinema divertir-se com "jogos da fome".

* - Na realidade, é preciso impor aqui uma ressalva: até agora, só apanhei o filme de Friedkin na oferta do MEO Videoclube. Não seria o primeiro título a sair directo no mercado (virtual) de aluguer e não ser sequer lançado em suporte DVD. Por isso, nem o DVD neste momento está garantido. 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Ligação directa à pala de Walsh (XV)


O meu primeiro destaque do último mês no À pala de Walsh é o meu último destaque no CINEdrio: "La vie d'Adèle" de Abdel Kechiche. O Francisco Valente entrevistou o realizador, aquando do Estoril & Lisbon Film Festival e dedicou ainda a sua crónica Movimento Perpétuo a esse filme. O Ricardo Gross escreveu a crítica aqui.

Abrimos o mês de Novembro com a publicação do vídeo das primeiras Conversas à Pala, com a presença de Luís Miguel Oliveira e sob o signo do cinema de Fritz Lang. A não perder aqui. Ainda esta semana deveremos publicar a sequela, com Salomé Lamas como convidada. Posso adiantar que nas próximas conversas (#3) o convidado será o crítico de cinema do Expresso Vasco Baptista Marques e o tema principal "o balanço cinematográfico de 2013".

Redigi a crítica a "2001" - que responsabilidade! - e o resultado está à vista, e para ser posto à prova, aqui. Participei ainda na parceria que o À pala de Walsh celebrou com a primeira edição do Frames Portuguese Film Festival, festival do cinema português em Estocolmo. As folhas de sala são da nossa autoria e podem ser lidas aqui (em inglês).

Publiquei, finalmente, a entrevista que fiz a Mark Cousins quando estive na Polónia, a cobrir o festival New Horizons. Destaco ainda a entrevista a David Thomson, realizada pelo João Lameira com a minha assistência. Entretanto, saiu a escandalosa entrevista que eu e o Carlos Natálio fizemos a Albert Serra, o realizador catalão autor dos magníficos "O Canto dos Pássaros" e mais recentemente - ponto alto do ano - "História da Minha Morte".

Na Sopa de Planos deste passado mês o ingrediente comum foi reflexos. Nas Actualidades, como é hábito, eu e o Ricardo revimos a actualidade noticiosa através da perspectiva do cinema.

A edição de Dezembro está a cargo do Carlos Natálio. O prato forte será, inevitavelmente, o top geral e os tops individuais do ano feitos pela equipa do À pala de Walsh. Fique atento.

sábado, 7 de dezembro de 2013

La vie d'Adèle - chapitre 1 & 2 (2013) de Abdellatif Kechiche


Emma gosta de ostras. Adèle gosta de esparguete à bolonhesa. Os dados estão lançados: será possível uma vida a dois entre estas duas pessoas? Resistirá o amor ao apetite devorador de Adèle, ao seu gosto pela pele (assume, aliás, a Emma que nunca a deixa no prato), à sua atracção pelos fios (sempre invisivelmente azuis?) do esparguete à bolonhesa? Resistirá o amor à degustação mais "experimentada" de Emma, que não gosta de comer a pele da carne (carne que de modo algum recusa), que prefere engolir, num só movimento, o muco ranhoso das ostras?

Este amor terá de enfrentar o conflito gastronómico que é sempre um conflito sexual: a pele é a única coisa que interessa à câmara de Kechiche, sobretudo a pele do rosto e, porque a carne nunca fica no prato, tudo o que ele gera. A imagem-afecção está nas lágrimas, no ranho, nos cabelos despenteados, na boca que saboreia a bolonhesa, que chupa a ostra, que sacia o desejo pela carne e pela pele. (E o pathos sentimental estará numa explosão de lágrimas, numa explosão de ranho, numa explosão de desejo…)

Uma boca - a de Adèle é um monumento de expressividade, aliás, o rosto de Adèle é todo um décor de que não quereremos sair ou é ele que não sai de nós - que deseja amar e ama desejar outra boca (o sol une-as!), mesmo que nesta a degustação da bolonhesa não se faça tão bem como a ostra. Emma e a sua pele doce e o seu cabelo de esparguete. Adèle e as suas lágrimas e ranho e… frescura de ostra. Antes da união, da mudança de capítulos, cada uma provará um pouco de si pensando que prova um pouco da outra: Adèle as ostras de Emma e Emma o esparguete de Adèle. Mas já no início viramos quem tem o apetite mais descontrolado: Adèle lambe a faca, não deixando escapar o último fio de esparguete disponível. O seu apetite é descontrolado, mas, porque a faca pode ferir, também é auto-destrutivo. No jardim, antes de se beijarem pela primeira vez, Adèle gaba-se da sua capacidade para "comer de tudo"… menos, lá está, marisco. Emma diz que o seu prato favorito é ostras e daqui surgirá a única analogia gastronómico-sexual mais ou menos flagrante de todo o filme.

O filme de Kechiche é a história da vida de Adèle, mais concretamente, da vida do seu rosto, da adolescência à entrada na idade adulta. O rosto como lugar de mudança e o plano fílmico como topografia do rosto. Durante o filme, nós seguimos o rosto; depois do filme, é o rosto poderosamente belo, intoxicantemente jovem de Adèle que não cessa de nos percorrer. Com efeito, a câmara não renuncia a nenhum poro de Adèle, o seu apetite pela pele e pela boca (e faltará falar dos dentes…) é tão intenso que será impossível que cada gesto banal, quotidiano, não ganhe uma dimensão quase metafísica (até porque, como já disse, o sol une-as!). Nada há de mais humano que as cenas com comida, o mesmo diria sobre as cenas de sexo, mas as duas - e o poder da vida, como do cinema, também é esse - equivalem-se como partes de uma mesma e sublime ementa.

Como diz Adèle em entrevista, este é um filme sobre o acto de comer: "eu como, e eu como-a". Sabemos da importância que a comida tem no cinema de Kechiche - veja-se ou reveja-se "O Segredo de um Cuscuz" - e também já sabíamos como a sua câmara é táctil  - veja-se ou reveja-se "A Esquiva". "A Vida de Adèle" reduz estes "apetites" de Kechiche a uma relação triangular entre dois rostos e uma câmara (e não é ela aqui, sem voyeurismos, o lugar do nosso rosto?). A Palma de Ouro dada ao realizador e às duas actrizes faz, por isso, total sentido, ou não estaríamos aqui, ao contrário dos outros filmes do realizador franco-tunisino, na presença de uma fulgurante co-autoria. Tudo gira à volta dos gestos e dos seus efeitos no rosto de Adèle e é nele que enforma uma mise en scène feita de desejo, decepção e dor. Entenda-se o alcance deste gesto: a mise en scène é engendrada pelo rosto-cineasta de Adèle, não o contrário.

O que se cozinha aqui é o amor em todas as suas etapas. A discriminação está tanto no sexo como nos ingredientes: no limite, deverá uma pessoa que gosta de ostras juntar-se a uma pessoa que gosta de esparguete à bolonhesa? A pior propaganda queer fica definitivamente fora do prato (isto é, fora de campo), porque o amor (= o apetite de amar) não escolhe cores ou géneros, mas apenas ingredientes. Para mais, como todos sabemos, o apetite humano é, por natureza, muito variado e variável. Aqui, por exemplo, Adèle decide "engolir" a paixoneta heterossexual com um chocolate. Numa sequência como esta, vemos Adèle a saborear de boca vazia o rosto de Emma. Adèle deseja Emma como se a quisesse de facto devorar, roubando à faca, com a língua, cada um dos seus últimos fios azuis. Pelo menos em 2013 - e que o leitor aponte isto -, o amor serve-se quente como a bolonhesa e vivo como a ostra.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Ângulo (branco e preto)

"L'eclisse" (1962) de Michelangelo Antonioni

"New York Portrait Part III" (1990) de Peter B. Hutton

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Imigrante

"The Immigrant" (1917) de Charles Chaplin

"The Immigrant" (2013) de James Gray

["The Immigrant" é a obra-prima dourada de James Gray, filme de uma subtileza, de uma delicadeza, de uma finura, de uma solenidade que só é reconhecível no grande cinema clássico norte-americano… começando precisamente no clássico homónimo e homólogo de Charles Chaplin e culminando em John Ford - e este é o filme mais católico de Gray -, filiação reflectida por Luís Miguel Oliveira aqui e que o próprio James Gray secundou após a sessão no Estoril & Lisbon Film Festival. Charlot é, na primeira parte, o cavalheiro que se mostra sensível à pobreza da donzela em apuros, que nos dois filmes é acompanhada por um familiar enfermo (irmã, no filme de Gray, e mãe, no filme de Chaplin). O interessante é que Charlot se revela menos inocente no fim, quando bruscamente atira Edna, a amada, para a casa do notário civil, parecendo precipitá-la pouco cavalheirescamente para o matrimónio. É um final abrupto, algo atordoante para o espectador contemporâneo. No filme de Gray temos o mesmo dar de mãos salvífico, no mesmo barco com imigrantes (o descendente de imigrantes Gray filma a Estátua da Liberdade, mais tarde "alegorizada" na figura de Ewa, com o desencanto do imigrante Chaplin). Também em sintonia está o subsequente empurrão para uma vida "sem saídas", uma liberdade escrava ou uma escravatura livre (walshiana?). A liberdade - a feminina liberdade, com tocha ou sem tocha - torna-se nestes dois clássicos numa questão de posse e de possessão. "The Immigrant", passado em 1921, e "The Immigrant", passado no ano da sua rodagem, ou seja, 4 anos antes, atracam assim no mesmo porto - "clássico = moderno", como diz Godard e actualiza Luís Miguel Oliveira no texto linkado acima.]

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Newsletter #24: Arnold


Jack Arnold, o homem da ficção científica e do western série B. Ou então: Jack Arnold, o poeta das metamorfoses do corpo e do coração. Ou então: Jack Arnold, documentarista político marginal (e pelos marginalizados) que fantasia com uma sociedade mais humanizada, definitivamente liberta de uma crença desmesurada na ciência (sintoma da era pós-nuclear?). Nos seus títulos mais célebres (como "It Came From Outer Space" ou "The Incredible Shrinking Man"), Arnold pega em intrigas fantásticas para as enquadrar sob o ângulo dos mais terrenos problemas humanos e societais. Nos anos 40 e sobretudo nos "decadentes" (decadência esplendorosa, como é claro) anos 50, realiza alguns dos filmes mais notáveis a saírem da fábrica Hollywood. É ele o herói do mês de Novembro, numa edição da Newsletter do CINEdrio especial de Natal, com destaques a dobrar.

No mercado home cinema, anunciaremos os lançamentos de uma caixa dedicada a Pere Portabella, "Museum Hours" de Jem Cohen (um dos melhores filmes de 2013), a série "Dekalog" de Kieslowski, uma caixa com filmes de Adolpho Arrietta, "Lore" de Cate Shortland, "El Dorado" de Howard Hawks em Blu-ray, a descoberta de caixas do cineasta finlandês Teuvo Tulio, grandes clássicos de Vidor e Stroheim finalmente em edições decentes no mercado, uma espantosa integral Eric Rohmer, a nova vida do filme omnibus "Body Bags" e muito mais.

Na parte dos livros, destacaremos o recente "Hollywood: Estórias de glamour e miséria no império do cinema" de Edgar Pêra, "Film After Film" de Jim Hoberman e "Da Civilização da Palavra à Civilização da Imagem" de Olga Pombo e António Guerreiro. Anunciaremos também lançamentos ou descobertas de livros sobre Ida Lupino, Ozu, os mais recentes trabalhos de Michel Chion e Raymond Bellour, um promissor título de Michael Witt sobre Godard, um conjunto de vídeo-ensaios de Peter Thompson, etc.

Ao nosso inquérito respondem o crítico do Expresso Francisco Ferreira e Carlos Alberto Carrilho do blogue There's Something Out There. Agradecemos a sua disponibilidade.

Deixamos também um agradecimento especial à Leopardo Filmes, com quem inauguramos uma pequena parceria.



domingo, 10 de novembro de 2013

Ligação directa à pala de Walsh (XIV)


Com um ligeiro atraso, venho fazer o levantamento habitual do que escrevi para o À pala de Walsh. Começo pela minha crónica Civic TV, que mereceu no início do passado mês de Outubro um número dedicado ao fenómeno cult em torno de "Sharknado" e que já hoje, acabadinha de publicar, ensaia um diálogo particularmente malcheiroso entre cinema na televisão e actualidade jornalística.

A minha cobertura ao ciclo do DocLisboa "Moving Stills" foi resumida num artigo que pode ser lido aqui. Destaco também a cobertura que os quatro fundadores do site (mas sobretudo o Carlos Natálio) fizeram ao DocLisboa 2013, que pode ser lida aqui. Façam o favor de parar na entrevista que o Francisco Valente e a Mariana Castro fizeram a Alain Cavalier, em registo íntimo, quase secreto, como o cinema deste pedia.

Participei ainda nas habituais rubricas de contra-campo: ActualidadesSopa de Planos e, numa edição dedicada ao clássico maior de Jack Arnold (na imagem acima), Filme Falado.

À margem dos meus textos, queria destacar a verdadeira tese de mestrado sobre a representação ou apresentação da morte no cinema - e não só - que o Ricardo Vieira Lisboa produziu a partir de um filme esquecido e maldito de Blake Edwards, "Trail of the Pink Panther". Texto obrigatório para ser lido aqui.

Também queria destacar o primeiro texto que leio em português sobre o mais recente filme de David Mamet, estreado directamente na televisão americana. João Lameira escreve sobre "Phil Spector" aqui.

Por fim, cumprimento Ricardo Gross, o novo colaborador do À pala de Walsh, que se estreia no site com um bom texto de antevisão ao Lisbon & Estoril Film Festival, de quem somos parceiros mediáticos.  Já no âmbito deste festival, a Helena Ferreira produziu um texto que passa a pente fino praticamente toda a obra de Wong Kar-Wai. Aos fãs do cineasta de Hong Kong, recomendo vivamente que o leiam e partilhem.

Durante Novembro, eu serei o editor. As novas e promissoras entrevistas que prometi para Outubro foram adiadas para este mês. Também  posso prometer a publicação do vídeo da primeira Conversa à Pala, que teve lugar na Babel Cinemateca na passada sexta-feira e que contou com a presença especial do crítico do jornal Público e programador da Cinemateca Portuguesa Luís Miguel Oliveira. Estejam atentos.

Newsletter do CINEdrio nomeada para TCN Blog Award


Pois é, para além das nove nomeações para o À pala de Walsh, os TCN Blog Awards deste ano não esqueceram na categoria de Melhor Iniciativa a publicação mensal do CINEdrio, dedicada a lançamentos dos mercados home cinema e livreiros nacional e internacional. A Newsletter do CINEdrio retomará a sua actividade em Dezembro, com uma edição especial de Natal que contará com destaques a dobrar.

Assim sendo, esta é a altura certa para deixar o seu voto na categoria Melhor Iniciativa no blogue Cinema Notebook - os prémios são atribuídos também por voto popular, por isso, se é um subscritor ou entusiasta deste projecto, não hesite e deixe o seu voto aí, na sondagem da barra lateral.

Ao mesmo tempo, se ainda não se lembrou de subscrever a Newsletter, renovamos o nosso convite já aqui:



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