terça-feira, 31 de março de 2015
À pala de Walsh com novo rosto
Sei que por aqui a actividade não tem sido muita, algo que tenciono mudar em breve.
Até lá, vá visitando o espaço vizinho, agora remodelado, por dentro e, sobretudo, por fora. Usando jargão cinéfilo mais técnico, é caso para dizer que o mesmo se zellwegerizou.
É no endereço de sempre: www.apaladewalsh.com
domingo, 16 de novembro de 2014
A carne não se encena*
"Before the Devil Knows You're Dead" (2007) de Sidney Lumet
"Welcome to New York" (2014) de Abel Ferrara
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Ligação directa à pala de Walsh (XXIV)
Assinei um Estado da Arte em memória de Marilyn Burns, a inesquecível protagonista de "Texas Chainsaw Massacre" de Tobe Hooper.
Da minha cobertura no DocLisboa 2014 à retrospectiva do documentarista Johan van der Keuken, resultou este texto. O seu interesse maior está no pequeno apanhado de ideias que fiz da mesa redonda que se realizou em torno do cineasta holandês, na Culturgest, e que contou com as presenças, entre outros, da sua viúva Nosh van der Lely e de José Manuel Costa.
No próximo mês, esperamos trazer novidades, entre elas, uma entrevista que realizei a Gabe Klinger, a propósito do seu "Double Play: James Benning and Richard Linklater".
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Ligação directa à pala de Walsh (XXIII)
Mais substancial serão as duas últimas Conversas à Pala que organizámos e publicámos no site. A nona foi dedicada às novas cinefilias digitais, representadas pelos nossos convidados Paulo Soares, Ana Cabral Martins e Jorge Pereira, e foi moderada por mim e pelo Carlos Natálio. A décima teve como convidado Pedro Borges, distribuidor (Midas Filmes) e exibidor (Cinema Ideal).
Dos textos, destaco o último número da minha crónica sobre cinema na televisão, Civic TV. Nele, faço um pequeno raio-x à programação dos canais pagos de cinema TVCine, na sequência de uma parceria que estará ainda por trás da próxima crónica. (No mês de Julho, que não divulguei aqui, escrevi sobre o genial Richard Fleischer.) Outro texto que escrevi, este já em Agosto, materializa uma tentativa minha de homenagear a obra e o pensamento de Harun Farocki. Outro momento solene foi a publicação do texto, assinado pelos quatro fundadores do site, de indignação face aos constrangimentos que assolam a actividade programática da Cinemateca Portuguesa. (O mesmo assunto foi, aliás, objecto de discussão nas Conversas à Pala com Pedro Borges.) Já em Setembro cobri com o Ricardo Vieira Lisboa e o Carlos Natálio o festival de cinema de terror de Lisboa MOTELx 2014.
Participei ainda no Filme Falado sobre "Jersey Boys", o decepcionante mais recente filme de Clint Eastwood. E contribuí com o meu ingrediente para a Sopa de Planos que é, na realidade, uma "sopa da pedra" bem rija.
Aproveito estas linhas finais para deixar uma nota que muito me entusiasma. Em Setembro tivemos a oportunidade e a felicidade de lançar textos dos nossos preciosos novos reforços: Inês Lourenço, Francesco Giarrusso e Vasco Baptista Marques. Para seguirem melhor os seus textos, como os dos outros walshianos, como é claro, aproveite para partilhar e/ou subscrever, se ainda não o fez, a recentemente criada newsletter mensal do À pala de Walsh. A partir dela poderá receber no seu mail uma súmula mensal das actividades (críticas, entrevistas, eventos, passatempos, etc.) do À pala de Walsh (tenha este primeiro número como exemplo).
Em Outubro, serei eu o editor, com a expectativa de conseguir trazer umas quantas boas surpresas.
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Match made in hell
"Leave Her to Heaven" (1945) de John M. Stahl
"Gone Girl" (2014) de David Fincher
[O filme mais politicamente incorrecto de Fincher, que, palpita-me, vai dar muito que falar (já ouço ao fundo: "misógino"! "Mau cristão"!), é mais uma superfície cinematográfica impecavelmente polida, meticulsamente construída… meticulosamente construída para destruir o santo matrimónio, como se este fosse um filme de terror cozinhado até explodir numa panela de pressão de aço inox e "de design". Um passo em frente neste percurso magistral em que Fincher assimila Fincher, redu-lo às tais superfícies lisas - as mesmas do subvalorizado "The Girl With the Dragon Tattoo"? Sim - que escondem manchas de sangue ainda mais perturbantes que as dos crimes de "Se7en" ou então "Gone Girl" é um hardware robusto com um software várias vezes mais monstruoso que "Social Network" (o network social é a pessoa que mais amamos…) ou um "Zodiac" em que "o mal" é mais pervasivo que o próprio Zodiac (e tem o rosto da pessoa que mais amamos…). Enfim, o filme mais incontornável do ano até agora. Mais uma coisa para aguçar apetites: a apoteose deste filme é uma montagem arrepiante, música de Trent Reznor e fades rápidos penetrantes onde a tal superfície lisa, "branca", é pintada com jorros de sangue. O pós-"Psycho", em certo sentido.]
sábado, 20 de setembro de 2014
Rentrée com o Dossier Arkadin
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
domingo, 20 de julho de 2014
Ligação directa à pala de Walsh (XXII)
O À pala de Walsh fechou o dossier "Os Filhos de Bénard" no passado mês com um belíssimo texto (ficcional?) de João Lameira sobre Duarte de Almeida, actor muito chegado (mesmo, mesmo muito chegado) a João Bénard da Costa. Foi uma jornada de textos que provou, sob as mais diversas formas, que é possível olhar-se para trás com a frescura do que está por vir. Bandas desenhadas, colagens que deram origem a textos impossíveis, uma tradução multilíngue, uma aula (também ficcionada?), uma entrevista intemporal, textos que cobrem o amor desse programador de todos os tempos pelo cinema e ainda uma Conversa à Pala com Manuel S. Fonseca que aqui ponho em destaque.
Outro momento importante neste ano À pala de Walsh foi a fundação da rubrica Filmes Fetiche, poucos dias depois do segundo aniversário do site. Podem ler o brilhante texto de introdução da Sabrina D. Marques (curadora desta série) e ver os respectivos filmes aqui (eu contribuí modestamente com o "A Revolta dos Gansos").
A mais recente Sopa de Planos teve como ingredientes elevadores, onde gostava de destacar o excelente texto de João Palhares sobre "Sweet Exorcist" de Pedro Costa. A minha crónica Civic TV deste mês, a última antes das férias de Agosto, é sobre um dos maiores cineastas de todos tempos, que, contudo, permanece ainda numa estupidamente injusta "segunda divisão" da cinefilia: Richard Fleischer.
Por fim, quero destacar a cobertura que João Araújo fez ao último festival de Vila do Conde. Temos orgulho de não estarmos acantonados na capital e de podermos ir até onde o grande cinema passa.
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Partir de coração partido (nada atrás que não esteja à frente)
"The Tramp" (1915) de Charles Chaplin
"La vie d'Adèle - Chapitre 1 & 2" (2013) de Abdellatif Kechiche
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Ligação directa à pala de Walsh (XXI)
Foi um mês marcado por uma das melhores Conversas à Pala até hoje. O diálogo entre Rui Simões e Leonor Areal vai muito para lá das "histórias do cinema português", tocando em assuntos como os limites e desafios do chamado "cinema de intervenção" e os modelos de consumo da Sétima Arte, ontem como hoje. A Sabrina D. Marques estreia-se na moderação do evento, na companhia de Ricardo Vieira Lisboa, e o resultado deixa este operador de câmara (algo titubeante, devido ao novo cenário e a novos, mas ultrapassados!, constrangimentos técnicos) deveras orgulhoso. Veja e ouça aqui.
Para além disso, destaco o primeiro tomo da minha dissertação acerca do cinema de Steven Seagal, que tomou de assalto a minha crónica Civic TV. Assinei ainda duas imagens gif do Estado da Arte, que pode ver aqui e aqui. Deixei ainda a minha flor na nova Sopa de Planos, que pode ser provada aqui.
O mês, como vêem, foi sólido, mas com poucas surpresas. Estas reservam-se para já amanhã, com o lançamento do primeiro artigo do dossier "Os Filhos de Bénard". Deixamos entrever o espírito desta enorme empreitada cinéfila na colagem acima, da autoria de Dox.
sábado, 24 de maio de 2014
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Ligação directa à pala de Walsh (XX)
O mês já vai avançado, mas não queria deixar de fazer o levantamento habitual de textos meus no À pala de Walsh e sobretudo alguns destaques de textos escritos por outros walshianos. O destaque individual e colectivo que quero fazer, antes de mais, é a muito especial cobertura que o núcleo duro do site mais o Ricardo Gross e a Mariana Castro fizeram ao festival IndieLisboa 2014 - pode consultá-la aqui. Pessoalmente, faço um balanço da minha experiência enquanto jurado do prémio de Distribuição TVCine aqui, exercendo ainda a minha indignação face aos acontecimentos que limitaram a liberdade dos programadores do festival e da Cinemateca de fazerem o seu trabalho.
A minha crónica Civic TV foi dedicado aos actores que dão o salto e experimentam a realização. Leia-a aqui. Das brincadeiras cinéfilas, desta vez, não participei na Sopa de Planos sobre chuva, para lá do habitual primeiro parágrafo introdutório. No entanto, fica aqui a referência. Nos Estados da Arte, apetece-me sobretudo destacar um da autoria de Ricardo Vieira Lisboa e no qual testemunhei as dificuldades enfrentadas para… pôr Passos Coelho no formato scope. O resultado é delicioso (como vêem acima).
As Conversas à Pala tiverem como convidado Carlos Conceição, realizador de um dos dois filmes portugueses presentes no festival de Cannes, "Boa Noite Cinderela" (o outro, "A Caça Revoluções", merece o meu elogio no balanço IndieLisboa 2014, com link indicado acima). Veja a conversa aqui.
Por fim, recomendo a leitura da entrevista que eu e o Carlos Natálio fizemos ao Professor de Harvard Tom Conley, em torno de um dos cineastas por si mais estudados: Raoul Walsh. Leia-a aqui.
Com Carlos Natálio como editor, teremos até ao final do mês o arranque do dossier dedicado a João Bénard da Costa. Esperemos estar à altura da sua memória.
sexta-feira, 18 de abril de 2014
IndieLisboa 2014 no À pala de Walsh
A outra razão para este contentamento tem a ver com os moldes em que iremos cobrir esta edição do festival. Teremos uma cobertura escrita a várias mãos e produziremos ainda uma especialíssima cobertura fotográfica da autoria de Mariana Castro, que o leitor poderá acompanhar diariamente no Facebook do À pala de Walsh. Outros dois walshianos, Ricardo Vieira Lisboa (da organização do festival) e Carlos Natálio, irão apresentar algumas sessões in loco. Muitos motivos para seguirem o próximo Indie à pala de Walsh.
domingo, 6 de abril de 2014
Ligação directa à pala de Walsh (XIX)
Entrevistei ainda o responsável pelos Encontros Cinematográficos do Fundão, Carlos Fernandes. Nas rubricas habituais, colaborei com o meu sol, um "raio verde", para a hiper-solarenga Sopa de Planos. Os meus dois Estados da Arte procuraram produzir um novo olhar sobre as repetições de lances da bola e uma nova perspectiva sobre o embate José Rodrigues dos Santos versus José Sócrates.
Fora dos meus contributos, queria destacar, em primeiro lugar, o texto de Carlos Natálio sobre o muito interessante cineasta japonês Kiyoshi Kurosawa e, em segundo lugar, uma estreia de luxo: do outro lado do Atlântico, escreve-nos agora, numa crónica chamada Constelações Fílmicas, o crítico Luiz Soares Júnior. O seu primeiro objecto de reflexão foi o excelente "Lilith".
Este mês serei eu o editor. Teremos em Abril uma preciosa cobertura ao ciclo Mario Bava, que acontecerá no âmbito do próximo Festival do Cinema Italiano (iremos dar bilhetes na nossa página do Facebook), e daremos azo a uma maneira muito particular de celebrar o 25 de Abril.
domingo, 23 de março de 2014
sábado, 8 de março de 2014
Ligação directa à pala de Walsh (XVIII)
Para as Conversas à Pala convidámos José Fonseca e Costa e dessas conversas resultaram também dois vídeos que podem ver e ouvir aqui. No Estado da Arte, o Ricardo Vieira Lisboa cruzou, pela primeira vez na rubrica, cinema com cinema e desta redundância resultou um dos mais imprevistos casamentos que se poderiam imaginar - mas que já se anunciara aqui. O Razzie Shyamalan e Nicholas Ray. Pela minha parte, decidi sabotar as notícias ainda mais do que estas já se sabotam a si mesmas, na sua missão de fazer jornalismo sério.
Na minha crónica Civic TV, aproveitei a passagem de "The Thomas Crown Affair" no ciclo universitário que organizei e no canal Hollywood para antecipar os festejos de celebração da libertação de John McTiernan da prisão. A habitual Sopa de Planos foi feita, desta vez, debaixo de água.
Mais recentemente, publiquei a entrevista que fiz a Billy Woodberry. Por fim, queria destacar o texto que o Francisco Valente escreveu em homenagem à memória do grande Alain Resnais. Podem-no ler aqui.
Este mês, sob os comandos do Carlos Natálio, posso desde já antecipar a publicação de uma entrevista altamente relevante sobre o fim do histórico programa da RTP2, "Onda Curta". O entrevistado será o seu criador: João Garção Borges. Fique atento.
sábado, 22 de fevereiro de 2014
The Sacrament com novo poster e já com trailer
Apesar de provocar experimentações interessantes sobre a linguagem do medium cinematográfico, o found footage é um género fechado sobre si mesmo, que parece promover mais repetição inconsequente do que avanços substantivos da sua própria gramática. Quando se anuncia mais um destes títulos filmados com câmara nervosa, explorando a aleatoriedade (simulada) das imagens e promovendo a indagação voyeur, de reality show, da matéria que tem à frente, não ficamos propriamente em pulgas. Apesar do meu guilty pleasure por filmes deste género, tenho de assumir a predominância de objectos inúteis neste domínio.
Posto isto, repetindo algo que já escrevi aqui, de momento "The Sacrament" activa-me algumas resistências. Pelo que vejo do seu trailer, este é um tímido found footage film ao pé de outro projecto com a mão de Ti West, "V/H/S". Não sei o que é pior: assumir o género ou escondê-lo como coisa embaraçosa, mas… narrativamente necessária. Para se infiltrar no core de uma seita religiosa, West torna as suas personagens repórteres de televisão. Há uma confusão aparente entre "o directo" do horror e ir directo ao horror. Como sabemos, até pelo que a televisão nos mostra, ou melhor, até pela forma como a televisão nos mostra diariamente o horror, o "directo" não é condição sine qua non de maior contacto com uma determinada verdade. Tenho receio, pelo que vejo do trailer de "The Sacrament", que West tenha caído neste raciocínio básico e algo preguiçoso de associar "reportagem", found footage e verdade como traduções imediatas e necessárias entre si.
Olhando para "The House of the Devil" e "The Innkeepers", fica claro que a filiação de West é clássica e assim deve permanecer. Esta é a principal fonte de desconfiança que me provoca o trailer de "The Sacrament". Fora isso, vemos, a subirem à superfície, todos os elementos - os melhores elementos - do seu cinema: esta ideia de invadir um espaço ou uma comunidade tomada por actividades ocultas, senão mesmo paranormais, cola perfeitamente com as obras anteriores do realizador. O destaque dado ao "mestre" desta congregação ou seita poderá aproximar West de uma espécie de versão horrífica, ou ainda mais horrífica, de "There Will Be Blood" e "The Master", dois filmes de Paul Th. Anderson onde a religião funciona como sistema vicioso não de revelação mas de aniquilação dos espíritos. Esperemos que, por esta via, West prove ser "mestre do seu mundo" e não traia a minha crença no brilhantismo que lhe é inato.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Eles vivem (até) de dia: documentários* sobre a pestilência
"Pestilent City" (1965) de Peter Emanuel Goldman
"They Live" (1988) de John Carpenter
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Ligação directa à pala de Walsh (XVII)
Escrevi com a Sabrina D. Marques um texto de homenagem a Miklós Jancsó. Em mês de importantes desaparecimentos - onde se contou ainda o do documentarista brasileiro Eduardo Coutinho, paz à sua alma -, deixei ainda umas palavras sobre uma das personagens mais marcantes de Philip Seymour Hoffman. O texto conta com participações de cada um dos membros do grupo fundador do À pala de Walsh.
A Sopa de Planos do mês teve como tema "sombras". Fui levado pela minha memória recente e escolhi "Elvis", o pouco visto biopic de John Carpenter. As minhas palavras podem ser lidas aqui.
Para o que resta de Fevereiro, mês editado por João Lameira, reservo a expectativa de conseguir publicar a entrevista que fiz ao excelente cineasta norte-americano Billy Woodberry, durante o programa de Harvard na Gulbenkian. Deixo ainda o convite a todos os leitores do CINEdrio: apareçam, dia 14 de Fevereiro (sexta-feira), às 19h30, livraria da Cinemateca (Babel), nas quartas Conversas à Pala, com João Lameira, Ricardo Vieira Lisboa e o convidado especialíssimo José Fonseca e Costa. O principal pretexto para este encontro é o lançamento recente no nosso mercado DVD de três dos filmes mais celebrados do veterano cineasta português: "Kilas, o Mau da Fita", "Sem Sombra de Pecado" e "Balada da Praia dos Cães". Imperdível.
Subscrever:
Mensagens (Atom)






















