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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Etiqueta boboniana do cinema

10. E, pronto, depois eu fui ao Blogger, editar mensagem e escrevi no ponto 10 da minha Etiqueta boboniana: "Em momento algum, deverá assumir em público que aprendeu o que aprendeu graças a esta etiqueta boboniana. Nem Paula Bobone assume as suas fontes, apenas refere que por pertencer a uma classe superior a boa educação corre-lhe naturalmente no sangue". Depois fui a imagem e fiz o upload de duas fotos da mesma Paula Bobone em "Quem Espera por Sapatos de Defunto Morre Descalço" (1970), primeiro filme de João César Monteiro. Escrevi uma legendagem espirituosa com hiperlink e lembrei-me logo de outra regra: "Se quer escrever livros sobre boas maneiras, por favor, certifique-se que NUNCA trabalhou para um senhor chamado João César Monteiro". E depois cliquei em Publicar Mensagem e pronto. Foi giro enquanto durou.

Paula Bobone em "Quem Espera por Sapatos de Defunto Morre Descalço": "Não sei nada. Não sei nada."

Etiqueta boboniana do cinema

9. "Foi uma traição a mim mesmo: durante anos elogiei Lars von Trier, pelo arrojo das suas experiências Dogma, pela profundidade e mordacidade que incutia em cada história, nunca tinha visto nada como "Ondas de Paixão" ou "Idiotas". Dei 4s e 5s a grande parte da sua obra até... ficar fora de moda. Foi a Palma para "Dancer in the Dark" que me fez ceder à pressão de grupo. Não podia continuar a gostar dele, não podia continuar a aceitar a sua "moral", mesmo se a tivesse aceite e posto nos píncaros em tempos idos. Comecei, furiosamente, com as bolas pretas e as estrelinhas solitárias, tipo esmola para pobre. Vomitei o discurso chapa 2 do "a arrogânica, o cinismo, o aquilo e aqueloutro" de Trier em "Dogville", escusando-me a ver nele uma das mais complexas e audazes parábolas sobre a América "Polícia do Mundo" de W. Bush e amigos [por falar em cinismo...]. Subi na vida, comprei uma casa nova, casei-me e fui promovido a editor-chefe. Arrependo-me? Claro que não." (Excerto de "Diário de um Crítico de Cinema" de autor desconhecido, pp. 120)

sábado, 9 de outubro de 2010

Etiqueta boboniana do cinema

8. Vira-se a avó para a neta: então, minha filha, estás a ver uma fita? Sim, avó... Como se chama? Chama-se "Notebook"... Ah... Olhá Gena Rowlands, como ela está velha... Sim avó... Ela era casada com um homem muito garboso, costumava recortar fotografias dele quando tinha a tua idade. Cassavetes era o seu nome. Ah, esse é o tipo que realiza este filme. Ai é? Pensava que ele tinha morrido... Não, avó... A neta pega na caixa do DVD de "Notebook" à procura do nome do realizador e conclui: exacto, N-i-c-k C-a-s-s-a-v-e-t-e-s está bem vivo.

domingo, 26 de setembro de 2010

Etiqueta boboniana do cinema

7. Mas estavas a dizer que tinhas visto dois grandes filmes. Um era então o "Jaime" do Reis e o outro era qual mesmo? O outro que vi e gostei muito foi o "Hobson's Choice" com o Charles Laughton e realizado pelo David Lean. Esse tipo é um alucinado, pá! Não pesco nada dos filmes desse gajo! Como assim? Epa, aquela cena dos coelhos no INLAND EMPIRE dá-me cabo da cabeça, tu pescas isso? Não, pá, é LEAN não é LYNCH.

sábado, 25 de setembro de 2010

Etiqueta boboniana do cinema

6. Há um Shrek, gordo, verde e fala-barato, que faz as delícias dos netinhos do Cavaco Silva e há um Shreck, cadavérico, a preto e branco e mudo, capaz de lhes sugar o sangue até à última gota.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Etiqueta boboniana do cinema

5. Sim, sim, "Jaime" é um ganda filme. Adoro o miúdo... Mas que miúdo? O miúdo, pá, aquele do "Diz ao teu pai que te mande um beijo, foi o que ela disse..." Epá, eu estou a falar do "Jaime" do António Reis. Ah, pois claro, do António Reis...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Etiqueta boboniana do cinema

4. Impressionem o vosso papá sabichão. Digam que adoram Paul Thomas Anderson ("Magnolia") em vez de Paul W.S. Anderson ("Resident Evil").

Etiqueta boboniana do cinema

3. Regra de ouro em qualquer evento social: não falar de DeCoteau (trash) mas de Cocteau (alta cultura).


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