quarta-feira, 5 de outubro de 2011
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Newsletter #7 tornada pública como amostra
Clique na imagem para consultar a newsletter #7, que tornamos pública como amostra. E, não se esqueça, divulgue.
A sétima newsletter do CINEdrio mereceu algumas modificações estruturais com vista a uma navegação mais ergonómica e, também, à disposição mais completa de todas as novidades no mercado (inter)nacional de livros e filmes. Estas melhorias surgem como pretexto para a celebração da marca dos 90 subscritores que batemos ao longo do mês passado - obrigado a todos os que confiam neste serviço que tem a carolice como única palavra de ordem.
Para levarmos a celebração ainda mais longe, eu e o Francesco decidimos publicar na íntegra esta edição a pensar em todos os que ainda não subscreveram a nossa newsletter. Servirá de nova amostra desta ferramenta, que julgamos ser útil a mais gente, mas que ainda não teve a oportunidade de chegar a todos.
Veja, partilhe e critique. O nosso sucesso depende da qualidade de quem nos lê.
ERRATA desta edição: rectificamos a bold uma gralha detectada na análise ao lançamento dos dois Blu-ray de Claude Chabrol: "Le beau Serge e Les cousins surgem-nos agora em alta-definição no mercado francês (legendados em inglês), pouco tempo depois de terem integrado o exclusivíssimo catálogo da Criterion Collection."
domingo, 2 de outubro de 2011
sábado, 1 de outubro de 2011
Vem aí o novo Friedkin, o bom velho Friedkin (II)

Não ganhou o Leão de Ouro. Dizem que foi acusado de ser um filme fabricado, demasiado fabricado... com vista a sacar de cada cena um efeito cool tão falso quanto irresistível. Um relógio suíço muito americano, terão pensado os seus detractores. Não nos espanta minimamente que pensem assim: corpos diferentes com cérebros idênticos disseram coisa bem pior do filme mais "calculado" do mundo, "Cruising". Calculado na luz, nos gestos...ou melhor, Friedkin tem destas coisas: ele trabalha, de facto, sobre "efeitos" como nenhum outro realizador. Cada cena é carpinteirada com uma precisão que choca, muitas vezes, com a sua "pouca forma" narrativa.
Os filmes de Friedkin são trabalhados atomicamente e não anatomicamente; as ligações, a meu ver, parecem interessar pouco a Friedkin, que cose e descose com grande facilidade - quase desleixo? ou será... um desleixo controlado? Ou será o desleixo controlado aquilo que muitos dirão ser o grande pecado do realizador de "French Connection" e "O Exorcista": a sua eventual falta de moral, traduzida num cinema amoral, formal no ponto, informal na linha...? Exemplo?
Ok, peguem nesta cena de "Killer Joe" e digam-me se não é das coisas melhor montadas que viram nos últimos tempos e digam-me se não é assim por causa da postura dos actores - calculada? Pois! -, do seu pace a andar e a falar - calculado? Pois! - ou por causa da forma como isto tudo é mostrado pela imagem e, não menos importante, pelo som - realização e montagem calculadas? Pois! O "cling" do isqueiro a servir de linha entre o interior da sala de bilhar e o exterior, onde "joga" a beldade; entre o negócio fechado com Hirsch e o "sair fora dele"... McConaughey vai abrindo e fechando o isqueiro e o som que produz - ultra-cool, ultra...calculado? - gera uma linha invisível que liga o dentro e o fora. A solução surge no meio - como quase sempre na vida? Não, esqueçam, não há mesmo moral aqui... apenas o tal gesto "no vazio" que liga as partes.
E o que é que isto tem a ver com o átomo friedkiano? É que o realizador norte-americano, como acontece em "Bug", por exemplo, não se interessa muito pelos pretextos anedóticos que tornam coesa - aos olhos do espectador-médio - as intrigas dos seus filmes. Ele parece trabalhar muito mais sobre cada cena do que sobre as ligações entre as cenas - há uma descompensação que o torna, a meu ver, pouco consensual. As cenas, contudo, ressoam umas nas outras através desses sons e movimentos calculados ao milímetro. Penso que toda esta maquinaria que é o seu cinema denuncia-se, isto é, humaniza-se, fragiliza-se, precisamente, nos intervalos. É o tiro no pneu que atira o espectador para fora da estrada e o impede de adorar Friedkin. Uma pena quando assim é.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Crítica a João Lopes, crítico de televisão
A crítica, por vezes, também deve ser criticada. Quando? Por exemplo, quando por moleza ou conformismo ou, então, por pura "estratégia de carreira" se remete a uma posição que tende a ser salomónica, que é quase sempre inócua, criticando quem deve criticar, mas nunca chamando directamente os nomes aos bois para não "incomodar de mais", refugiando-se numa retórica ao mesmo tempo professoral e diplomática, sem ferir susceptibilidades, ou apenas ferindo aqueles a quem as susceptibilidades já são poucas ou nenhumas.
João Lopes, na pele de crítico de televisão, é isso mesmo: alguém que mastiga e remastiga um conjunto de batalhas contra os vícios da televisão comercial, mas que se mostra indiferente em relação à situação escandalosa da televisão pública, situação essa que não é de hoje, mas que nestes dias, mais do que nunca, deve ser encarada de frente, olhos nos olhos, pelos que se dizem "críticos de televisão".
Não é falando ad nauseam dos efeitos da trash TV que João Lopes se afirma útil ao (seu) público, porque ninguém, em plena posse das tais "susceptibilidades", defende um modelo mental equiparável àquele que um programa apresentado por Teresa Guilherme defende... aliás, defende? Esse programa defende alguma coisa? João Lopes, nos seus textos sempre "controladamente espicaçados" contra a degradação do ambiente mediático nacional, parece contra-argumentar, mais do que argumentar contra a estupidificação televisiva... Sim, "contra-argumenta", mas ninguém "argumentou"... A televisão que é alvo das críticas moralistas de João Lopes é um vácuo que dura, no máximo, meio artigo a desmontar - desmonta-se uma evidência, não um argumento, como João Lopes leva a crer na sua insistência em temáticas gastas.
O problema da televisão pública é de uma gravidade que salta aos olhos, mas que aos olhos deste crítico merece apenas uma referência ou outra, inevitavelmente, anódina. Precisamos de massa cinzenta para pensar e escrutinar a nossa televisão pública; não massa cinzenta a decompor com pinças a meRdiocridade televisiva dos privados.
João Lopes, na pele de crítico de televisão, é isso mesmo: alguém que mastiga e remastiga um conjunto de batalhas contra os vícios da televisão comercial, mas que se mostra indiferente em relação à situação escandalosa da televisão pública, situação essa que não é de hoje, mas que nestes dias, mais do que nunca, deve ser encarada de frente, olhos nos olhos, pelos que se dizem "críticos de televisão".
Não é falando ad nauseam dos efeitos da trash TV que João Lopes se afirma útil ao (seu) público, porque ninguém, em plena posse das tais "susceptibilidades", defende um modelo mental equiparável àquele que um programa apresentado por Teresa Guilherme defende... aliás, defende? Esse programa defende alguma coisa? João Lopes, nos seus textos sempre "controladamente espicaçados" contra a degradação do ambiente mediático nacional, parece contra-argumentar, mais do que argumentar contra a estupidificação televisiva... Sim, "contra-argumenta", mas ninguém "argumentou"... A televisão que é alvo das críticas moralistas de João Lopes é um vácuo que dura, no máximo, meio artigo a desmontar - desmonta-se uma evidência, não um argumento, como João Lopes leva a crer na sua insistência em temáticas gastas.
O problema da televisão pública é de uma gravidade que salta aos olhos, mas que aos olhos deste crítico merece apenas uma referência ou outra, inevitavelmente, anódina. Precisamos de massa cinzenta para pensar e escrutinar a nossa televisão pública; não massa cinzenta a decompor com pinças a meRdiocridade televisiva dos privados.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
sábado, 24 de setembro de 2011
Hard core
Em "Soft and Hard" (1986), Godard conversa com a sua mulher Miéville sobre o cinema e a televisão. A certa altura diz qualquer coisa como: "quando vejo a televisão francesa é como se visse a resistência francesa a lutar contra a Alemanha nazi e os seus colaboradores".
Exacto: sinto o mesmo em relação à televisão portuguesa, ainda hoje...
Exacto: sinto o mesmo em relação à televisão portuguesa, ainda hoje...
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Deus ex machina II: Stroheim e uma boa perna
Blá blá blá... e aqui temos um raccord absolutamente delicioso: Stroheim, o grande "women eater", a espreitar a perna apetitosa da Carmen do Preminger.
Tocar no ecrã, 'possuir' as imagens nuas
"Videodrome" (1983) de David Cronenberg
"Prénom Carmen" (1983) de Jean-Luc GodardO filósofo (que não está maluco) recupera do mundo que carrega às costas
"Prénom Carmen" (1983) de Jean-Luc Godard
"Vai~E~Vem" (2003) de João César MonteiroEra, mais coisa menos coisa, uma empregadita bem feita que limpava o pó dos livros e me ouvia filosofar, uma empregadita multitasking
"JLG/JLG - autoportrait de décembre" (1994) de Jean-Luc Godard

"Vai~E~Vem" (2003) de João César Monteiro
terça-feira, 20 de setembro de 2011
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
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"Crash" (1996) de David Cronenberg 


