
Pois é, afinal, Francis Ford
Coppola e
Werner Herzog não vão concorrer pela Palma de Ouro. Se ao primeiro ainda foi dada a oportunidade de mostrar a sua última obra, "Tetro", na Quinzena dos Realizadores, já o segundo viu o seu
remake de "Bad Lieutenant" ser completamente ignorado pelo Comité de Selecção - por que este último não vem, então, ao
IndieLisboa? Acaba de sair
a lista com o alinhamento da 62ª edição do Festival de Cannes. Em relação às
previsões da
Variety, confirmaram-se quase todas, ainda assim importa vermos algumas
nuances importantes.
Desde logo, a presença de um português na secção "
Un Certain Regard": "Morrer Como um Homem", última obra de João Pedro Rodrigues. "
Mother" de
Bong Joon-
ho, "Air Doll" de Hirokazu Kore-eda e a dupla presença romena, "
Police, Adjective" de
Corneliu Porumboiu e o filme
omnibus "Tales
from the Golden Age" (que é assinado, entre outros, por
Cristian Mungiu) são outros destaques possíveis nesta secção. A Quinzena de Realizadores também não se esqueceu do
cinema de origem portuguesa. Falamos das exibições de "Ne Change Rien" de Pedro Costa, sobre a cantora e actriz Jeanne Balibar, e a curta "Canção de Amor e Saúde" do muito promissor João Nicolau.
Na competição temos uma série de pratos fortes: para além dos realizadores já laureados com a Palma (
Ken Loach, Jane
Campion,
Lars von Trier e Quentin
Tarantino), mostram-se as últimas obras de
Ang Lee, Pedro
Almodóvar, Isabel
Coixet, Marco
Bellochio, Michael
Haneke, Elia
Suleiman,
Chan-
wook Park,
Johnnie To,
Lou Ye, etc. A Europa e a Ásia são os continentes mais representados na competição, mas entre os países a proeminência de filmes da casa é outro dado diferente desta edição de Cannes: na competição confirmam-se
Alain Resnais, Jacques
Audiard e acrescenta-se um nome muito polémico, Gaspar Noé ("
Enter the Void").
Fora da competição,
Terry Gilliam mostra os últimos minutos de
Heath Ledger e
Amenábar regressa com "Agora". "
Drag Me to
Hell", de Sam
Raimi, será mostrado na secção "
Midnight Screenings".
(continua)