quarta-feira, 11 de junho de 2008

Duelos silenciosos

Não sabemos a opinião de "Harmonica" (Charles Bronson) sobre índios, nem tão-pouco sobre o República Checa-Portugal, mas sabemos que é lacónico, tem um olhar perscrutador e transforma o instrumento que lhe dá nome numa arma mortífera. "C'era una volta il west" (1968), de Sergio Leone, não seria uma obra-prima sem ele.

Karel Brückner é o seleccionador da República Checa, desde Dezembro de 2001. Dizem que falou muito pouco na última conferência de imprensa antes do jogo frente a Portugal. Apenas o vimos, sereno, a apontar a selecção nacional como a favorita para o jogo de amanhã. Tem uma presença nobre, rosto contemplativo e dá peso a cada palavra que profere. Como um chefe índio que lança, sem pestanejar, a seta envenenada.

2 comentários:

Luís disse...

Prefiro o Harmonica ao senhor checo! Relembro-me até de uma frase que o Jason Robards (Cheyenne) lhe dispara: "Play. Play Harmnonica, so you cant bullshit." O mesmo digo aos nossos rapazes para logo ás 5. Joguem como jogaram contra os turcos e sem tretas:)

abraço

Luís Mendonça disse...

E fizeram exactamente isso! Portugal dá a volta aos checos, com a rapidez, e imprevisibilidade, do Harmonica.

Abraços

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