domingo, 20 de julho de 2008

O homem que nos fez gritar hallelujah

É uma tarefa difícil, se não impossível, pôr em palavras o que aconteceu ontem à noite no Passeio Marítimo de Algés. Constatei, desde logo, algo que julgava impossível: a voz de Cohen é real. E por isso atingiu-nos profundamente, mal soaram as primeiras notas. Cohen foi um Deus comovido e comovente, do primeiro ao último minuto de um concerto que durou várias horas. Quem lá esteve, perto Dele, passou uma noite de música "memorável" - expressão do próprio Cohen - com vários momentos arrepiantes: "Bird on the Wire", "The Gypsy's Wife", "I'm Your Man", "Suzanne", "So Long, Marianne", "Take This Waltz", "First We Take Manhattan", "Hey, That's No Way to Say Goodbye" e, claro, "Hallelujah" - espécie de purgação colectiva - deram um novo significado ao conceito de "transcendência".

Seria descabido lamentar que Cohen não tivesse cantado nenhuma música de "Songs of Love and Hate" - ahh... queria tanto ouvir "Famous Blue Raincoat" ou "Avalanche". E, por isso, não lamentei, nem vou lamentar. Até porque faço questão de que nada, absolutamente nada, manche a noite em que "o homem" nos fez gritar hallelujah.

3 comentários:

Sara disse...

palavras certeiras. as dele. e as tuas. só me resta agradecer-vos!

Rui Luís Lima disse...

Descobrimos a música de Leonard Cohen nos inícios de setenta e talvez porque somos nostalgicos os nossos albuns favoritos (somos da idade do vinil) são os do período que vai até "Recent Songs", um disco maravilhoso e infelizmente muito pouco divulgado.
Excelentes Posts.
Abraço cinéfilo
Paula e Rui Lima

Luís Mendonça disse...

Adoro "Recent Songs". Ainda bem que falas dele.

Cumprimentos aos dois

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