sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Uma farsa genuína: "I'm Still Here" com Joaquin Phoenix (II)
Entretanto, o "verdadeiro" (será?) Phoenix já foi ao David Letterman limpar a imagem. Podem ver, em síntese, como correu abaixo. Agora é esperar que venha um Casey Affleck qualquer desmascarar esta entrevista talvez ainda mais surreal que a de Phoenix - too strange to be true? Sei lá...
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
O filme do ano (XII)
Clássico Carpenter
terça-feira, 14 de setembro de 2010
O filme do ano (XI)
Tagline: Only Sanity Can Keep You Alive
"John Carpenter's The Ward" teve a sua estreia internacional ontem à noite no festival de Toronto. Carpenter fez uma pequena introdução ao filme, à distância, através do grande ecrã - que, não podia deixar de ser, está já disponível no YouTube (ver vídeo abaixo). Entretanto, já houve reacções (até ver, positivas) de alguma imprensa e mais imagens do filme continuam a circular. Esperamos ansiosamente pelo primeiro teaser-trailer. Quanto a datas de estreia, é provável que "The Ward" só estreie nos Estados Unidos em 2011.
(Digamos que o agradecimento já está, nesta altura, subentendido...)domingo, 12 de setembro de 2010
O filme do ano (X)

Eis a mais recente entrevista a John Carpenter. O entrevistador obriga Carpenter a repetir muitas das respostas que já havia dado à icon vs. icon. A sensação de déjà vu é quase inevitável, salvo sobretudo nas muito significativas primeiras respostas. Carpenter fala da vantagem de filmar num espaço "confinado" - ao seu estilo! - e nega que este projecto tenha o forte subtexto político que alguns dos melhores filmes de Carpenter nos presentearam.
Um trivia delicioso: o projecto "L.A. Ghotic" - vários vezes anunciado como o próximo de Carpenter - sofreu uma alteração no título, chamando-se neste momento "John Carpenter's Hollywood". "which I find funny. [Laughs.] We're working on the screenplay, developing it. It's coming right along, and I love working with the two writers I'm working with. It's fun."
(Obrigado de novo ao Tiago Costa pela dica.)
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
O filme do ano (IX)
Está confirmado que não será Carpenter a assinar a banda sonora de "The Ward". Nas palavras do próprio, retiradas da sua mais recente entrevista, "I decided when I came back what I will and won’t do. I won’t do the music anymore, I can’t do it. I am burned out on that. On my last film, before the one that is coming out now, ‘Ghosts of Mars,’ there is a behind-the-scenes deal. There are shots of me on the set that I looked at and those shots are after the music mix, after I had gone through it and I was a zombie."What was the reason behind that hiatus?
Burned out! That’s it. I thought “I can’t take this anymore. I don’t want to do this anymore.” I kinda had a bug when my last movie tanked pretty big time. I thought to myself “Why am I doing this. I am killing myself with this.”
(...)

It is a novel that has been turned into a script and we are still trying to get a good screenplay out of it.
How did you first cross paths with that project?
Somebody at the office said “Would you like to do this?” I read it and I thought it had a very interesting idea. So, now we will just have to see if we can get it there.
Originally the script had been described as a modernized version of ‘Dracula.’ Right now, vampires are all the rage and you have tangled with the undead before. Maybe this is a little premature but, what is your vision for the film?
Well, it is not about a vampire. We’re changing that. Vampire movies always work. They are always fun but they are a little over-saturated right now.
Another one is ‘L.A. Gothic’ …
Horror is always the same. It just changes with the culture and changes with the technology. The stories are always the same. There are just two basic stories in horror, two simple ones — evil is outside and evil is in here [pointing to his heart]. That is basically it. There are a lot of good horror movies being made right now, there have been a lot of good movies that have been made, and a lot more probably will be made.Hollywood already ran out of original ideas years ago, except for a very few films that come along that try something new. A lot of the stuff that they program is not new anymore. 3D is another way that the technology has evolved. Look at when the original ‘Toy Story’ came out. That was a huge step in storytelling. 3D has evolved in that same way. Personally, I don’t really know. I know one guy in Hollywood, Jeffery Katzenberg, says that soon every movie will be made in 3D. I don’t believe it. I went through the first 3D craze, I was there! I wore those glasses and I remember it! It died!
What are your thoughts on remakes, as a director who has directed a remake and had a few of his films remade?
n’t seen it, they cut through with it a new version. So, it can penetrate this almost impenetrable wall of attracting people and getting them into a theater. All of this stuff is about commerce. All about commerce. It is all about money. You see these sequels being made and people line up to see them. If no one went to see them, they wouldn’t be making them! Lots and lots. I like David Fincher’s work a lot. I think he is very talented. He is REALLY good!
It was probably from my dad. He said “Opportunity will come, just be ready for it.”
You have a lot of advantages that I didn’t have. You can actually go to film school without actually going, by buying movies on DVD and watching the special features and interviews with directors where you can see what they did behind-the-scenes. You can really see how it works. You have equipment and technology now that allows you to make a film, cut it yourself with computers and show it. All that is stopping you, at this point, is you. The two of you can go out and make a movie starting today if you want to.I have a couple different things in development. I have a movie called ‘The Prince,’ which I am really happy about. It is not really a horror film, it is more of an action film. Hopefully, I will get that going. I am ambivalent about work. I will do it if it comes along. I don’t like to get up too early in the morning! [laughs] But I am getting close to the age where I can just say [with his arms outstretched and middle fingers in the air] “Fuck this! Goodbye!” and kick back! [laughs] Every time that the NBA starts its season, I get less and less interested. I am more interested in basketball! I am a basketball addict!
Do you have any last words for you fans before we let you go?
Simply, thanks for the memories.

(Obrigado ao Tiago Costa pela dica.)
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
O filme do ano (VIII)

Já temos mais algumas novidades sobre "John Carpenter's The Ward". Desde logo, o filme terá a sua estreia internacional na secção Midnight Madness do Festival de Toronto, que abre no dia 9 de Setembro. Na ficha do filme, vislumbramos uma foto oficial do mesmo e outro dado que não tínhamos ainda reparado: 86 minutos será a duração total do filme, o que fará dele, seguramente, uma das longas mais curtas do realizador.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Uma farsa genuína: "I'm Still Here" com Joaquin Phoenix (I)
Pronto, à boa maneira de Hollywood, tudo isto foi fabricado - e o resultado está já em formato trailer no YouTube. O curioso é que este "I'm Still Here" não parece ser nem um documentário real nem um documentário ficcional, mas sim pura ficção - uma farsa genuína? Vejam o trailer e tirem as primeiras conclusões.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
O filme do ano (VII)

O alinhamento da competição do próximo Festival de Veneza já foi divulgado e não há, ao contrário dos boatos, Malick, não há Eastwood e não há, meus caros leitores, John Carpenter. Por isso, como diz CR9, vamos ter de guardar "o fogo" para outra altura.
De qualquer maneira, encontramos alguns nomes sonantes em competição, onde destaco (por ordem de preferência) os últimos de Abdel Kechiche, Kelly Reichardt, Sofia Coppola e Vincent Gallo (ai ai ai, ele está de volta...).
Ficarei atento também ao trajecto dos últimos filmes do vietnamita Anh Hung Tran e do chileno Pablo Larraín. (Sim, não incluo "Black Swan" de Aranofsky, porque acho que "The Wrestler" foi a excepção numa carreira, até ver, medíocre.) Os portugueses João Nicolau e Manoel de Oliveira estarão em secções paralelas do festival.
terça-feira, 27 de julho de 2010
O filme do ano (VI)

Em matéria de imagens, pouco tem saído cá para fora, salvo a algo duvidosa montagem que acima publico - nestas coisas, a especulação nunca fez mal a ninguém, por mais imprecisa que seja... A ansiedade está em cima por estes lados.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
O filme do ano (V)

sexta-feira, 16 de julho de 2010
A débâcle do ano?
Tenho ido cada vez menos vezes ao site RottenTomatoes para ver como é que a crítica norte-americana reage às estreias da semana nos States. Mas ultimamente tenho feito questão de tornar quase semanais as visitas à página com as críticas ao último filme de M. Night Shyamalan, "The Last Airbender".
Bem, de qualquer forma, "The Last Airbender" parece ser a gota de água junto da crítica norte-americana; a partir de agora, Shyamalan deverá estar condenado à proscrição, como aconteceu com De Palma e Carpenter. Reconhecidos fora de portas, escorraçados dentro. Shymalan arrisca-se a levar tudo isto a uma nova dimensão, ao não renunciar em experimentar novos ângulos de câmara, dinâmicas narrativas e ao desafiar as convenções do cinema mainstream ao ponto de pôr em sério risco os seus níveis de popularidade.
É que "The Last Airbender" tem sido, de facto, massacrado: entre os críticos melhor cotados, o filme teve o incrível saldo de 7% de críticas positivas, ou melhor, 27 análises negativas e apenas 2 positivas. Isto é mau sinal? Nem por isso, pelas razões que já deixei implícitas atrás: veja-se como obras-primas suas foram tratados pelos mesmos senhores. O conteúdo destas análises também merecem alguma desconfiança, pela forma como histrionicamente espelham a incapacidade do seu redactor em lidar com a "estranheza" de um cinema para o grande público feito por um não-tarefeiro que desafia as normas. Ao ponto de Richard Corliss da TIME Magazine, por exemplo, recomendar quase que o segundo filme desta saga (baseada nuns desenhos animados da Nickelodeon) seja entregue a um realizador "eficiente", que, ouso ler nas entrelinhas, não invente: "Please, Hollywood, if there's to be another Airbender movie, hand the job to some efficient hack, and not to a once mesmerizing artist who's lost his way". Esta tem sido a atitude típica da mais conformista fatia da crítica norte-americana, que não consegue digerir o que não segue as receitas do cinema fast food, standardizado ou feito em cadeia.
Outro exemplo que me faz arrepios na espinha é este: "This is bad filmmaking and bad storytelling. It also sounds what should be the death knell to M. Night Shyamalan's career". James Berardinelli é o autor destas palavras e, apesar de não ter visto ainda o filme em questão, pergunto-me de onde veio o deleite desta gente em prenunciar "fins de carreiras" ou colar a etiqueta de "tipo que não sabe o que está a fazer" a alguém como Shyamalan. Acho que Berardinelli devia estar a dormir quando os minutos inicias de "The Happening" e os finais de "Lady in the Water", isto a título de exemplo, lhe passaram pelos olhos.
Tom Long diz o seguinte: "Stiff, fuzzy-looking, cloddish and disastrous in nearly every way, The Last Airbender looks as if it could have been made by the spoiled son of a studio mogul willing to waste gobs of money". Sinceramente, esta argumentação então é mesmo um asco: Shyamalan, o delapidador de dinheiro, o megalómano mimado com a mania que é... sei lá, um Steven Spielberg? Mas alguém duvida que o dinheiro não tem absolutamente entrado na equação de Shyamalan desde o o seu filme mais convencional, o tão elogiado por ESTA crítica "The Sixth Sense"? É por estas que Shyamalan, muito prescientemente, concebeu esta sequência de génio.
domingo, 4 de julho de 2010
O filme do ano (IV)
Carpenter, o compositor. Pois é, um verdadeiro auteur dá nisto: até na música deixa a sua assinatura. No caso do universo Carpenter, esta é um corpo próprio que se mexe seguindo as coordenadas não tanto da acção mas da forma como cada imagem é articulada com o todo (montagem): se a repetição é um elemento nuclear no cinema de Carpenter, então para o provar basta ouvirmos as bandas sonoras que marcam a sua filmografia: por norma, persistentes, circulares, bloqueadas num refrão estridente, mecânicas, viciosas como, enfim, viciantes. Nelas, está contida a essência do que se mostra, tantas vezes excessivo na sugestão mas omisso ao olho. Deixo aqui um greatest hits, a salivar pela banda sonora que aí vem: naturalmente, a de "The Ward", de novo, com a chancela John Carpenter (isto não fiando muito nesta fonte). Como exercício alternativo, sugiro que ouçam "Machine Gun" do último álbum dos Portishead e pensem no realizador de "Halloween".
O filme do ano (III)

Em comentário áudio a "Ghosts of Mars", Carpenter diz que Natasha Henstridge não foi a sua primeira escolha. Courtney Love terá abandonado o barco e, por questões de conveniência, a escolha final recaiu na protagonista de "Species". Confessa-se muito satisfeito com o trabalho da actriz, ressalvando que habitualmente não gosta de trabalhar com mulheres femininas. Lembramo-nos de Jamie Lee Curtis, a sua "musa", e percebemos as suas palavras. O gosto por loiraças espampanantes parece ter ficado da experiência (para muitos, totalmente fracassada) de "Ghosts of Mars". Mas há uma diferença: desta vez, Amber Heard terá sido primeira escolha.
sábado, 3 de julho de 2010
O filme do ano (II)
Regressando a estas imagens, feitas durante a rodagem de uma cena do filme de Carpenter e colocadas na Net há já algum tempo, e colando com aquilo que Carpenter disse de positivo sobre a saga "Saw" na já aqui citada entrevista que deu ao Canal+, expresso aqui o meu primeiro receio em relação a "The Ward": terá Carpenter sucumbido às modas e se tornado num torture pornographer?
sexta-feira, 2 de julho de 2010
O filme do ano (I)
Fala-se ainda de westerns, de torture porn, do remake de "They Live" e de envelhecimento. Imperdível - era preciso dizer isto? Shame on me.