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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Vem aí o novo Friedkin, o bom velho Friedkin (IV)


Não é só por estas bandas que se celebra a obra de Friedkin. A próxima edição do Estoril Film Festival - que, agora, vai ser também em Lisboa - vai realizar uma retrospectiva da obra de Friedkin, incluindo alguns dos seus filmes menos vistos, como aquele que fez em 1968 com Harold Pinter, "The Birthday Party".

Como não podia deixar de ser, "Killer Joe" abrirá o ciclo e o próprio festival, que conta - como é norma - com um programa verdadeiramente assombroso (últimos Gus Van Sant, Lars von Trier, Almodóvar, Philippe Garrel, Akerman, Aoyama, Kore-eda, Villaronga, Dardenne, Cronenberg, Clooney, Polanski, etc.).

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Vem aí o novo Friedkin, o bom velho Friedkin (III): movimento como tal

A páginas tantas, no seu "Theory of Film", Kracauer escreve que as perseguições no cinema são “movimento no seu extremo, pode-se mesmo dizer movimento como tal". Friedkin não é insensível a este "movimento como tal"; filmou quatro perseguições impressionantes, em "French Connection" (a pé e usando tudo o que é transporte), "To Live and Die in L.A." (de carro) e nos subvalorizados "Jade" (à la "Bullit") e até "The Hunted" (uma caça ao homem a pé), filme que não refiro aqui, por já o ter mostrado quanto baste noutro post dedicado aos movie brats.



"French Connection" (1971)


"To Live and Die in L.A." (1985)


"Jade" (1995)


Temos, então, uma grande perseguição por década: o que nos dirá "Killer Joe" sobre esta matéria?

sábado, 1 de outubro de 2011

Vem aí o novo Friedkin, o bom velho Friedkin (II)


Não ganhou o Leão de Ouro. Dizem que foi acusado de ser um filme fabricado, demasiado fabricado... com vista a sacar de cada cena um efeito cool tão falso quanto irresistível. Um relógio suíço muito americano, terão pensado os seus detractores. Não nos espanta minimamente que pensem assim: corpos diferentes com cérebros idênticos disseram coisa bem pior do filme mais "calculado" do mundo, "Cruising". Calculado na luz, nos gestos...ou melhor, Friedkin tem destas coisas: ele trabalha, de facto, sobre "efeitos" como nenhum outro realizador. Cada cena é carpinteirada com uma precisão que choca, muitas vezes, com a sua "pouca forma" narrativa.

Os filmes de Friedkin são trabalhados atomicamente e não anatomicamente; as ligações, a meu ver, parecem interessar pouco a Friedkin, que cose e descose com grande facilidade - quase desleixo? ou será... um desleixo controlado? Ou será o desleixo controlado aquilo que muitos dirão ser o grande pecado do realizador de "French Connection" e "O Exorcista": a sua eventual falta de moral, traduzida num cinema amoral, formal no ponto, informal na linha...? Exemplo?



Ok, peguem nesta cena de "Killer Joe" e digam-me se não é das coisas melhor montadas que viram nos últimos tempos e digam-me se não é assim por causa da postura dos actores - calculada? Pois! -, do seu pace a andar e a falar - calculado? Pois! - ou por causa da forma como isto tudo é mostrado pela imagem e, não menos importante, pelo som - realização e montagem calculadas? Pois! O "cling" do isqueiro a servir de linha entre o interior da sala de bilhar e o exterior, onde "joga" a beldade; entre o negócio fechado com Hirsch e o "sair fora dele"... McConaughey vai abrindo e fechando o isqueiro e o som que produz - ultra-cool, ultra...calculado? - gera uma linha invisível que liga o dentro e o fora. A solução surge no meio - como quase sempre na vida? Não, esqueçam, não há mesmo moral aqui... apenas o tal gesto "no vazio" que liga as partes.

E o que é que isto tem a ver com o átomo friedkiano? É que o realizador norte-americano, como acontece em "Bug", por exemplo, não se interessa muito pelos pretextos anedóticos que tornam coesa - aos olhos do espectador-médio - as intrigas dos seus filmes. Ele parece trabalhar muito mais sobre cada cena do que sobre as ligações entre as cenas - há uma descompensação que o torna, a meu ver, pouco consensual. As cenas, contudo, ressoam umas nas outras através desses sons e movimentos calculados ao milímetro. Penso que toda esta maquinaria que é o seu cinema denuncia-se, isto é, humaniza-se, fragiliza-se, precisamente, nos intervalos. É o tiro no pneu que atira o espectador para fora da estrada e o impede de adorar Friedkin. Uma pena quando assim é.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Vem aí o novo Friedkin, o bom velho Friedkin (I)

É o realizador que queremos ver premiado amanhã, com o Leão de Ouro de Veneza. Não só pelas imagens que nos chegam, e algumas reacções entusiasmantes, mas, acima de tudo, porque Friedkin merece ser, finalmente, reconhecido como um dos grandes "autores" do cinema americano, alguém que está longe de estar arrumado na história do cinema na categoria de "mais um movie brat que cavou a sua própria sepultura". Erra quem o tem por morto.

"Killer Joe" precisa de se estrear em Portugal. Até lá, vamos dando a cobertura devida.

O filme do ano (XIX): o aftermath bloggista e facebookista

"The Ward" é um filme que está a dividir e a dividir do modo mais inusitado: não é um caso típico de "carpenterianos empedernidos" versus "carpenterianos há muito desencantados" versus "uns troglóditas quaisquer que não percebem um corno disto...". De entre os primeiros e os segundos há um pouco de tudo. De qualquer maneira, aqui no CINEdrio, somos orgulhosamente parciais em relação ao mestre. Passo a destacar os excertos bloggistas e um facebookista que me apetece publicitar.

Os detratores do novo Carpenter estão loucos. Que filme tão grande, que actriz tão portentosa, que mise-en-scène tão cirurgicamente subtil. Podia ser o primeiro filme de terror do mundo de tão apurado que é.

Este é do Carlos Pereira, blogger do Stranger Than Paradise, mas em comentário no Facebook.

Mas aqui radica a inscrição de Carpenter no paradigma do cinema clássico americano: se virmos as filmografias de Hawks ou Walsh, vemos que as obras-primas são bem mais espaçadas do que pensamos e que havia filmes que apenas existiam e com toda a normalidade estavam ali para ser vistos. The Ward não pede mais do que a oportunidade de ser The Ward. Não o desmereçam.

Este é da crítica do Miguel Domingues, do blogue In a Lonely Place.

Dez anos depois, John Carpenter, esse Mestre incontestável do Terror, com uma das filmografias mais interessantes no género, está de regresso, fazendo mais uma vez a sua homenagem à famosa série-B.

Este é do casal Lima do blogue A Memória do Cinema.

domingo, 4 de setembro de 2011

O filme do ano (XVIII): 3 estrelas

"(...) No novo filme, "The Ward" ("O Hospício"), a fasquia desce uns pontinhos (mas não muitos). (...) "O Hospício" é um daqueles filmes que 'custam a entrar', sobretudo para quem conhece bem o trabalho de quem o assina. (...) Horror e fantasmas em manicómios não é popriamente coisa que escasseie no cinema americano e o filme de Carpenter também não se importa de pregar mais um prego no caixão, socorrendo-se de estereótipos batidos. Fica-se por aí? Não. Kristen [a personagem principal] resgata-o da mediania pela interpretação de Amber Heard. (...) Kristen entra para a galeria de heroínas do cineasta onde estão Jamie Lee Curtis, Adrienne Barbeau ou Natasha Henstridge. Há muito que sabemos, graças a Carpenter, que a perda de tino, venha ela de um desgosto amoroso, do medo da morte ou de influência alienígena, é coisa que a cabeça inventa e potencia. O maior inimigo dos seus heróis estão neles próprios. Posto isto, "O Hospício", embora não possa ser colocado a par de obras-primas como "Halloween" ou das duas "fugas" (a de New York e a de Los Angeles), também não envergonha a ascendência".

A crítica, com o título "Com bicho de carpinteiro", é da autoria de Francisco Ferreira, e foi publicada no último Actual, a propósito da estreia nacional de "The Ward" no festival de cinema de terror de Lisboa MOTELx, no dia 7 de Setembro [corrige-se a informação mal dada].

(O crítico termina este texto com uma observação que considero muito acertada: "O MOTELx é um dos festivais portugueses mais interessantes, e talvez seja o mais claro de objectivos, o mais equilibrado entre meios e fins.")

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O filme do ano (XVII): carpinteiros da fé

Já o temos disponível, em Blu-ray e tudo, nos States, mas, por outro lado, o último Carpenter já tem "quarto" reservado no próximo MOTELx

OBRIGADO! É com este tipo de textos que vou alimentando a minha fé.

[Infelizmente, os fãs de Carpenter que tenho ouvido ou lido atentamente que não gostaram de "The Ward" são grandes apreciadores de "Ghosts of Mars", o que (repito-me) me deixa algo apreensivo...

E sim, Raimi é respeitável, mas pôr o seu nome na mesma frase que o nome de Carpenter é qualquer coisa que só se pode admitir para dizer que não se pode pôr o nome de Raimi numa frase onde esteja o nome de Carpenter. Period.]

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O filme do ano (XVI)


A fé tem vindo notoriamente a esmorecer? Talvez, mas não morreu completamente. "The Ward", filme que neste blogue tenho apelidado (antes do tempo...) de "o acontecimento do ano", tem recebido as reacções mais negativas mesmo junto dos fãs carpenterianos mais empedernidos.

A desilusão em torno deste filme tem baixado as expectativas de quem quer perseverar para o ver no grande ecrã, em condições certas para, então sim, emitir qualquer juízo. A verdade é que, neste momento, o hype morreu. O que o pode reacender? Provavelmente um contexto cinéfilo propício à adoração do cinema de terror, uma atmosfera que faz inveja a qualquer outro festival de cinema da capital. Falo, naturalmente, do incontornável MOTELx, festival de cinema de terror que invade o S. Jorge para arrefecer a espinha a qualquer Verão quente que se preze...

A próxima edição desta excelente montra do horror contará, então, com a estreia nacional de "The Ward" de John Carpenter. Será, certamente, o espaço mais adequado para gostarmos ou mesmo para "não gostarmos" (suposição que, neste momento, ainda me deprime...) do próximo filme do genial realizador. A eventual presença do insuportável Eli Roth (o realizador/actor homenageado este ano) não me deterá nesta prova dos nove que tem tanto de entusiasmante como, já, de angustiante.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O filme do ano (XIV): o trailer completo

Publiquei a parte, a única disponível na Internet na altura, pois agora publico o todo. Um "todo" cheio de imagens muito promissoras e uma ambiência claramente evocativa do Carpenter dos anos 70 ("Halloween" aparece como grande referência no trailer, o que me parece apropriado) com, porventura, uns toques de "In the Mouth of Madness". Enfim, talvez mais hitchcockiano (foras-de-campo) do que hawksiano, mas, ainda assim, o filme mais esperado de 2011.




segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O filme do ano (XIII): o trailer ou parte dele

Desde já, um grande obrigado ao meu camarada de petição João Palhares pela sua (wiki)leak do trailer, ou parte dele, de "o filme do ano", que andei a antecipar durante todo o ano de 2010 na expectativa de o ver nesse ano. Pronto, fica a ideia: 2010 fica marcado por ser o ano que antecede 2011, isto é, "o ano do regresso de Carpenter". Sem mais palavras, cá vão as primeiras imagens e sons que nos chegam de "The Ward".





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