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terça-feira, 4 de novembro de 2014

Ligação directa à pala de Walsh (XXIV)


O meu destaque maior foi a entrevista que fiz a Jennifer Kent, autora do maior filme do terror do ano até agora: "The Babadook". Voltei a dedicar a minha crónica Civic TV à programação dos canais TVCine, fechando assim uma parceria com o canal. O meu elogiou maior foi para a exibição do magnífico "Wings" de William A. Wellman. Na Sopa de Planos sobre fumo, entrei com um ingrediente  de Ralph Steiner e Willard Van Dyke.

Assinei um Estado da Arte em memória de Marilyn Burns, a inesquecível protagonista de "Texas Chainsaw Massacre" de Tobe Hooper.

Da minha cobertura no DocLisboa 2014 à retrospectiva do documentarista Johan van der Keuken, resultou este texto. O seu interesse maior está no pequeno apanhado de ideias que fiz da mesa redonda que se realizou em torno do cineasta holandês, na Culturgest, e que contou com as presenças, entre outros, da sua viúva Nosh van der Lely e de José Manuel Costa.

No próximo mês, esperamos trazer novidades, entre elas, uma entrevista que realizei a Gabe Klinger, a propósito do seu "Double Play: James Benning and Richard Linklater".

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Ligação directa à pala de Walsh (XXIII)


Muita coisa a destacar, mas a primeira coisa que gostaria de (re)publicar aqui é o mais recente Estado da Arte que assinei e que me deu mais trabalho que alguns artigos escritos para o À pala de Walsh. O que procuro promover aqui, para além do óbvio paralelismo entre a linguagem dos videojogos e a dos filmes, é uma pequena homenagem aos jogos que povoaram a minha infância e princípio de adolescência. Outro Estado da Arte que assinei dá as voltas ao desafio do Ice Bucket Challenge, a moda mais silly da silly season.

Mais substancial serão as duas últimas Conversas à Pala que organizámos e publicámos no site. A nona foi dedicada às novas cinefilias digitais, representadas pelos nossos convidados Paulo Soares, Ana Cabral Martins e Jorge Pereira, e foi moderada por mim e pelo Carlos Natálio. A décima teve como convidado Pedro Borges, distribuidor (Midas Filmes) e exibidor (Cinema Ideal).

Dos textos, destaco o último número da minha crónica sobre cinema na televisão, Civic TV. Nele, faço um pequeno raio-x à programação dos canais pagos de cinema TVCine, na sequência de uma parceria que estará ainda por trás da próxima crónica. (No mês de Julho, que não divulguei aqui, escrevi sobre o genial Richard Fleischer.) Outro texto que escrevi, este já em Agosto, materializa uma tentativa minha de homenagear a obra e o pensamento de Harun Farocki. Outro momento solene foi a publicação do texto, assinado pelos quatro fundadores do site, de indignação face aos constrangimentos que assolam a actividade programática da Cinemateca Portuguesa. (O mesmo assunto foi, aliás, objecto de discussão nas Conversas à Pala com Pedro Borges.) Já em Setembro cobri com o Ricardo Vieira Lisboa e o Carlos Natálio o festival de cinema de terror de Lisboa MOTELx 2014.

Participei ainda no Filme Falado sobre "Jersey Boys", o decepcionante mais recente filme de Clint Eastwood. E contribuí com o meu ingrediente para a Sopa de Planos que é, na realidade, uma "sopa da pedra" bem rija.

Aproveito estas linhas finais para deixar uma nota que muito me entusiasma. Em Setembro tivemos a oportunidade e a felicidade de lançar textos dos nossos preciosos novos reforços: Inês Lourenço, Francesco Giarrusso e Vasco Baptista Marques. Para seguirem melhor os seus textos, como os dos outros walshianos, como é claro, aproveite para partilhar e/ou subscrever, se ainda não o fez, a recentemente criada newsletter mensal do À pala de Walsh. A partir dela poderá receber no seu mail uma súmula mensal das actividades (críticas, entrevistas, eventos, passatempos, etc.) do À pala de Walsh (tenha este primeiro número como exemplo).

Em Outubro, serei eu o editor, com a expectativa de conseguir trazer umas quantas boas surpresas.

domingo, 20 de julho de 2014

Ligação directa à pala de Walsh (XXII)



O À pala de Walsh fechou o dossier "Os Filhos de Bénard" no passado mês com um belíssimo texto (ficcional?) de João Lameira sobre Duarte de Almeida, actor muito chegado (mesmo, mesmo muito chegado) a João Bénard da Costa. Foi uma jornada de textos que provou, sob as mais diversas formas, que é possível olhar-se para trás com a frescura do que está por vir. Bandas desenhadas, colagens que deram origem a textos impossíveis, uma tradução multilíngue, uma aula (também ficcionada?), uma entrevista intemporal, textos que cobrem o amor desse programador de todos os tempos pelo cinema e ainda uma Conversa à Pala com Manuel S. Fonseca que aqui ponho em destaque.

Outro momento importante neste ano À pala de Walsh foi a fundação da rubrica Filmes Fetiche, poucos dias depois do segundo aniversário do site. Podem ler o brilhante texto de introdução da Sabrina D. Marques (curadora desta série) e ver os respectivos filmes aqui (eu contribuí modestamente com o "A Revolta dos Gansos").

A mais recente Sopa de Planos teve como ingredientes elevadores, onde gostava de destacar o excelente texto de João Palhares sobre "Sweet Exorcist" de Pedro Costa. A minha crónica Civic TV deste mês, a última antes das férias de Agosto, é sobre um dos maiores cineastas de todos tempos, que, contudo, permanece ainda numa estupidamente injusta "segunda divisão" da cinefilia: Richard Fleischer.

Por fim, quero destacar a cobertura que João Araújo fez ao último festival de Vila do Conde. Temos orgulho de não estarmos acantonados na capital e de podermos ir até onde o grande cinema passa.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Ligação directa à pala de Walsh (XXI)


Foi um mês marcado por uma das melhores Conversas à Pala até hoje. O diálogo entre Rui Simões e Leonor Areal vai muito para lá das "histórias do cinema português", tocando em assuntos como os limites e desafios do chamado "cinema de intervenção" e os modelos de consumo da Sétima Arte, ontem como hoje. A Sabrina D. Marques estreia-se na moderação do evento, na companhia de Ricardo Vieira Lisboa, e o resultado deixa este operador de câmara (algo titubeante, devido ao novo cenário e a novos, mas ultrapassados!, constrangimentos técnicos) deveras orgulhoso. Veja e ouça aqui.

Para além disso, destaco o primeiro tomo da minha dissertação acerca do cinema de Steven Seagal, que tomou de assalto a minha crónica Civic TV. Assinei ainda duas imagens gif do Estado da Arte, que pode ver aqui e aqui. Deixei ainda a minha flor na nova Sopa de Planos, que pode ser provada aqui.

O mês, como vêem, foi sólido, mas com poucas surpresas. Estas reservam-se para já amanhã, com o lançamento do primeiro artigo do dossier "Os Filhos de Bénard". Deixamos entrever o espírito desta enorme empreitada cinéfila na colagem acima, da autoria de Dox.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Ligação directa à pala de Walsh (XX)


O mês já vai avançado, mas não queria deixar de fazer o levantamento habitual de textos meus no À pala de Walsh e sobretudo alguns destaques de textos escritos por outros walshianos. O destaque individual e colectivo que quero fazer, antes de mais, é a muito especial cobertura que o núcleo duro do site mais o Ricardo Gross e a Mariana Castro fizeram ao festival IndieLisboa 2014 - pode consultá-la aqui. Pessoalmente, faço um balanço da minha experiência enquanto jurado do prémio de Distribuição TVCine aqui, exercendo ainda a minha indignação face aos acontecimentos que limitaram a liberdade dos programadores do festival e da Cinemateca de fazerem o seu trabalho.

A minha crónica Civic TV foi dedicado aos actores que dão o salto e experimentam a realização. Leia-a aqui. Das brincadeiras cinéfilas, desta vez, não participei na Sopa de Planos sobre chuva, para lá do habitual primeiro parágrafo introdutório. No entanto, fica aqui a referência. Nos Estados da Arte, apetece-me sobretudo destacar um da autoria de Ricardo Vieira Lisboa e no qual testemunhei as dificuldades enfrentadas para… pôr Passos Coelho no formato scope. O resultado é delicioso (como vêem acima).

As Conversas à Pala tiverem como convidado Carlos Conceição, realizador de um dos dois filmes portugueses presentes no festival de Cannes, "Boa Noite Cinderela" (o outro, "A Caça Revoluções", merece o meu elogio no balanço IndieLisboa 2014, com link indicado acima). Veja a conversa aqui.

Por fim, recomendo a leitura da entrevista que eu e o Carlos Natálio fizemos ao Professor de Harvard Tom Conley, em torno de um dos cineastas por si mais estudados: Raoul Walsh. Leia-a aqui.

Com Carlos Natálio como editor, teremos até ao final do mês o arranque do dossier dedicado a João Bénard da Costa. Esperemos estar à altura da sua memória.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

IndieLisboa 2014 no À pala de Walsh


A presença do À pala de Walsh no próximo IndieLisboa, que começa já na próxima semana, dia 24 de Abril, merece um post à parte por várias razões. A primeira prende-se com o prémio de distribuição TVCine que, pela primeira vez no festival, será entregue por bloggers de cinema: eu, o Francisco Valente e o Pedro Fernandes. A companhia é muito boa, mas a razão para esta convocatória ainda é melhor, já que a criação deste prémio significa um passo de gigante da blogosfera no sentido do seu reconhecimento como crítica de cinema adulta. O passo seguinte será criar um prémio geral de imprensa onde críticos do papel e do online se combinem indistintamente no júri. De qualquer maneira, queria congratular o IndieLisboa por esta iniciativa e partilhar com o resto da blogosfera esta nossa vitória. Hoje sou eu, o Francisco e o Pedro, mas no próximo ano serão outros bloggers.

A outra razão para este contentamento tem a ver com os moldes em que iremos cobrir esta edição do festival. Teremos uma cobertura escrita a várias mãos e produziremos ainda uma especialíssima cobertura fotográfica da autoria de Mariana Castro, que o leitor poderá acompanhar diariamente no Facebook do À pala de Walsh. Outros dois walshianos, Ricardo Vieira Lisboa (da organização do festival) e Carlos Natálio, irão apresentar algumas sessões in loco. Muitos motivos para seguirem o próximo Indie à pala de Walsh.

domingo, 6 de abril de 2014

Ligação directa à pala de Walsh (XIX)



Março foi um mês em que voltei ao velho assunto do cinema na RTP2. Primeiro, falei com João Garção Borges sobre o fim do seu "Onda Curta" - leia a entrevista aqui. Segundo, escrevi a minha crónica Civic TV sobre o novo Contrato de Concessão da RTP e a passagem de "Feral" na ausência desse programa histórico da televisão pública - leia-a aqui. Terceiro, os mesmos assuntos foram conversados com a actriz Joana de Verona e o meu colega walshiano João Lameira nas quintas Conversas à Pala - veja-as aqui ou clicando já aqui no vídeo acima.

Entrevistei ainda o responsável pelos Encontros Cinematográficos do Fundão, Carlos Fernandes. Nas rubricas habituais, colaborei com o meu sol, um "raio verde", para a hiper-solarenga Sopa de Planos. Os meus dois Estados da Arte procuraram produzir um novo olhar sobre as repetições de lances da bola e uma nova perspectiva sobre o embate José Rodrigues dos Santos versus José Sócrates.

Fora dos meus contributos, queria destacar, em primeiro lugar, o texto de Carlos Natálio sobre o muito interessante cineasta japonês Kiyoshi Kurosawa e, em segundo lugar, uma estreia de luxo: do outro lado do Atlântico, escreve-nos agora, numa crónica chamada Constelações Fílmicas, o crítico Luiz Soares Júnior. O seu primeiro objecto de reflexão foi o excelente "Lilith".

Este mês serei eu o editor. Teremos em Abril uma preciosa cobertura ao ciclo Mario Bava, que acontecerá no âmbito do próximo Festival do Cinema Italiano (iremos dar bilhetes na nossa página do Facebook), e daremos azo a uma maneira muito particular de celebrar o 25 de Abril.

sábado, 8 de março de 2014

Ligação directa à pala de Walsh (XVIII)


Foi um mês polarizado pelo encontro nocturno entre os quatro walshianos em torno da "fogueira das vaidades" dos Óscares (rebaptizados por nós, na imagem, "Óscardozos"), onde pizza e selfies deram mais que falar do que filmes e cinema. Desse encontro resultaram dois podcastas que publicámos aqui.

Para as Conversas à Pala convidámos José Fonseca e Costa e dessas conversas resultaram também dois vídeos que podem ver e ouvir aqui. No Estado da Arte, o Ricardo Vieira Lisboa cruzou, pela primeira vez na rubrica, cinema com cinema e desta redundância resultou um dos mais imprevistos casamentos que se poderiam imaginar - mas que já se anunciara aqui. O Razzie Shyamalan e Nicholas Ray. Pela minha parte, decidi sabotar as notícias ainda mais do que estas já se sabotam a si mesmas, na sua missão de fazer jornalismo sério.

Na minha crónica Civic TV, aproveitei a passagem de "The Thomas Crown Affair" no ciclo universitário que organizei e no canal Hollywood para antecipar os festejos de celebração da libertação de John McTiernan da prisão. A habitual Sopa de Planos foi feita, desta vez, debaixo de água.

Mais recentemente, publiquei a entrevista que fiz a Billy Woodberry. Por fim, queria destacar o texto que o Francisco Valente escreveu em homenagem à memória do grande Alain Resnais. Podem-no ler aqui.

Este mês, sob os comandos do Carlos Natálio, posso desde já antecipar a publicação de uma entrevista altamente relevante sobre o fim do histórico programa da RTP2, "Onda Curta". O entrevistado será o seu criador: João Garção Borges. Fique atento.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Ligação directa à pala de Walsh (XVII)



Foi, fundamentalmente, um mês de alta criatividade. A rubrica Estado da Arte nasceu, com o intuito de pôr a dançar os movimentos das imagens (da TV, do Cinema, da Internet, etc.). Pus aqui em destaque dois dos meus pares favoritos, mas pode ir visitando as nossas criações - minhas e do Ricardo Vieira Lisboa - a partir daqui. A minha colaboração ao longo do mês resumiu-se ainda à habitual crónica Civic TV, cujo tema foi o cinema de Blake Edwards. Entrei nas terceiras Conversas à Pala, na presença do meu colega Carlos Natálio e do convidado Vasco Baptista Marques. O objecto da conversa foi o ano cinematográfico que passou e o que se projecta para o novo ano.

Escrevi com a Sabrina D. Marques um texto de homenagem a Miklós Jancsó. Em mês de importantes desaparecimentos - onde se contou ainda o do documentarista brasileiro Eduardo Coutinho, paz à sua alma -, deixei ainda umas palavras sobre uma das personagens mais marcantes de Philip Seymour Hoffman. O texto conta com participações de cada um dos membros do grupo fundador do À pala de Walsh.

A Sopa de Planos do mês teve como tema "sombras". Fui levado pela minha memória recente e escolhi "Elvis", o pouco visto biopic de John Carpenter. As minhas palavras podem ser lidas aqui.

Para o que resta de Fevereiro, mês editado por João Lameira, reservo a expectativa de conseguir publicar a entrevista que fiz ao excelente cineasta norte-americano Billy Woodberry, durante o programa de Harvard na Gulbenkian. Deixo ainda o convite a todos os leitores do CINEdrio: apareçam, dia 14 de Fevereiro (sexta-feira), às 19h30, livraria da Cinemateca (Babel), nas quartas Conversas à Pala, com João Lameira, Ricardo Vieira Lisboa e o convidado especialíssimo José Fonseca e Costa. O principal pretexto para este encontro é o lançamento recente no nosso mercado DVD de três dos filmes mais celebrados do veterano cineasta português: "Kilas, o Mau da Fita", "Sem Sombra de Pecado" e "Balada da Praia dos Cães". Imperdível.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Ligação directa à pala de Walsh (XVI)


Para lá do que já destaquei em matéria de entrevistas na última ligação à pala de Walsh, venho retransmitir-vos os conteúdos que mais trabalho me deram neste último mês de 2013. O primeiro, curiosamente, não me inclui (na imagem), mas ocupou-me durante um ou dois dias no processo de montagem. As segundas Conversas à Pala, moderadas pelo João Lameira e pelo Carlos Natálio, contam com uma interessante entrevista à cineasta Salomé Lamas, a propósito do seu "Terra de Ninguém".

Outro contributo meu, mas desta vez mais visível, foi dado no debate de lançamento da caixa de DVDs "The Story of Film: An Odyssey" de Mark Cousins. O João Lameira aproveitou esse debate para escrever a sua última crónica "Em Série", deixando lá link para que os nossos leitores possam ouvir o debate que se desenrolou entre mim, ele e os convidados especiais João Mário Grilo e Maria João Madeira.

Na minha crónica "Civic TV", despedi-me do canal TCM, um desaparecimento que me enluta. Recordo que 2013 também foi o ano em que a RTP2 voltou a suspender o "5 Noites, 5 Filmes", deixando de passar cinema numa base minimamente regular.

O prato forte de Dezembro terá sido o post com os Tops do ano de todos os redactores do À pala de Walsh que quiseram responder ao nosso desafio de fazer um balanço do que de melhor passou pelas nossas salas.

Escrevi ainda uma crítica Em Sala a um excelente filme que poderá estar a passar ao lado da maioria dos portugueses: "O Som ao Redor" de Kleber Mendonça Filho. Menos excelente foi o Filme Falado do mês.

A fechar o ano, pus a minha colherada numa Sopa de Planos feita de paisagens e fechei, com o Ricardo Vieira Lisboa, a rubrica Actualidades, que termina assim um ano a reprojectar a agenda noticiosa através das imagens dadas do cinema.

Em Janeiro, mês editado pelo Ricardo Vieira Lisboa, teremos como destaque máximo as Conversas à Pala #3, onde eu, o Carlos Natálio e o nosso convidado Vasco Baptista Marques iremos falar do ano cinematográfico que passou. Apareçam!

Bom 2014 a todos e desejos de mais e melhores filmes!

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Ligação directa à pala de Walsh (XV)


O meu primeiro destaque do último mês no À pala de Walsh é o meu último destaque no CINEdrio: "La vie d'Adèle" de Abdel Kechiche. O Francisco Valente entrevistou o realizador, aquando do Estoril & Lisbon Film Festival e dedicou ainda a sua crónica Movimento Perpétuo a esse filme. O Ricardo Gross escreveu a crítica aqui.

Abrimos o mês de Novembro com a publicação do vídeo das primeiras Conversas à Pala, com a presença de Luís Miguel Oliveira e sob o signo do cinema de Fritz Lang. A não perder aqui. Ainda esta semana deveremos publicar a sequela, com Salomé Lamas como convidada. Posso adiantar que nas próximas conversas (#3) o convidado será o crítico de cinema do Expresso Vasco Baptista Marques e o tema principal "o balanço cinematográfico de 2013".

Redigi a crítica a "2001" - que responsabilidade! - e o resultado está à vista, e para ser posto à prova, aqui. Participei ainda na parceria que o À pala de Walsh celebrou com a primeira edição do Frames Portuguese Film Festival, festival do cinema português em Estocolmo. As folhas de sala são da nossa autoria e podem ser lidas aqui (em inglês).

Publiquei, finalmente, a entrevista que fiz a Mark Cousins quando estive na Polónia, a cobrir o festival New Horizons. Destaco ainda a entrevista a David Thomson, realizada pelo João Lameira com a minha assistência. Entretanto, saiu a escandalosa entrevista que eu e o Carlos Natálio fizemos a Albert Serra, o realizador catalão autor dos magníficos "O Canto dos Pássaros" e mais recentemente - ponto alto do ano - "História da Minha Morte".

Na Sopa de Planos deste passado mês o ingrediente comum foi reflexos. Nas Actualidades, como é hábito, eu e o Ricardo revimos a actualidade noticiosa através da perspectiva do cinema.

A edição de Dezembro está a cargo do Carlos Natálio. O prato forte será, inevitavelmente, o top geral e os tops individuais do ano feitos pela equipa do À pala de Walsh. Fique atento.

domingo, 10 de novembro de 2013

Ligação directa à pala de Walsh (XIV)


Com um ligeiro atraso, venho fazer o levantamento habitual do que escrevi para o À pala de Walsh. Começo pela minha crónica Civic TV, que mereceu no início do passado mês de Outubro um número dedicado ao fenómeno cult em torno de "Sharknado" e que já hoje, acabadinha de publicar, ensaia um diálogo particularmente malcheiroso entre cinema na televisão e actualidade jornalística.

A minha cobertura ao ciclo do DocLisboa "Moving Stills" foi resumida num artigo que pode ser lido aqui. Destaco também a cobertura que os quatro fundadores do site (mas sobretudo o Carlos Natálio) fizeram ao DocLisboa 2013, que pode ser lida aqui. Façam o favor de parar na entrevista que o Francisco Valente e a Mariana Castro fizeram a Alain Cavalier, em registo íntimo, quase secreto, como o cinema deste pedia.

Participei ainda nas habituais rubricas de contra-campo: Actualidades, Sopa de Planos e, numa edição dedicada ao clássico maior de Jack Arnold (na imagem acima), Filme Falado.

À margem dos meus textos, queria destacar a verdadeira tese de mestrado sobre a representação ou apresentação da morte no cinema - e não só - que o Ricardo Vieira Lisboa produziu a partir de um filme esquecido e maldito de Blake Edwards, "Trail of the Pink Panther". Texto obrigatório para ser lido aqui.

Também queria destacar o primeiro texto que leio em português sobre o mais recente filme de David Mamet, estreado directamente na televisão americana. João Lameira escreve sobre "Phil Spector" aqui.

Por fim, cumprimento Ricardo Gross, o novo colaborador do À pala de Walsh, que se estreia no site com um bom texto de antevisão ao Lisbon & Estoril Film Festival, de quem somos parceiros mediáticos.  Já no âmbito deste festival, a Helena Ferreira produziu um texto que passa a pente fino praticamente toda a obra de Wong Kar-Wai. Aos fãs do cineasta de Hong Kong, recomendo vivamente que o leiam e partilhem.

Durante Novembro, eu serei o editor. As novas e promissoras entrevistas que prometi para Outubro foram adiadas para este mês. Também  posso prometer a publicação do vídeo da primeira Conversa à Pala, que teve lugar na Babel Cinemateca na passada sexta-feira e que contou com a presença especial do crítico do jornal Público e programador da Cinemateca Portuguesa Luís Miguel Oliveira. Estejam atentos.

sábado, 2 de novembro de 2013

Primeira edição de Conversas À Pala


À pala de Walsh ou à pala de Lang? A primeiríssima mesa redonda organizada pelo À pala de Walsh convoca o cinema do realizador de "M", que está em foco na programação da Cinemateca Portuguesa numa retrospectiva integral que já começou e que se prolongará até Dezembro. A conversa terá lugar, entre as 18h e as 19h, na livraria Babel Cinemateca, primeiro andar do edifício da Cinemateca Portuguesa. O convidado é um languiano inveterado: Luís Miguel Oliveira. Aproveitamos a vinda do director da programação da Cinemateca para falarmos também dos critérios que presidem à escolha dos filmes a exibir na casa-mãe do cinema.

Este será um evento mensal, organizado sempre no mesmo espaço, à mesma hora e no começo de cada mês. Uma rampa de lançamento para discussões em torno dos temas quentes da vida cinéfila nacional. Na primeira edição, estarei eu e o Ricardo Vieira Lisboa a conduzir a conversa.

Convido todos a estarem presentes à pala walsh-languiana. Confirme a sua presença aqui. Leia todas as informações no site da Cinemateca Portuguesa aqui.

Adenda (dia 3 de Novembro): As "Conversas À Pala" são notícia no Diário de Notícias de hoje. A peça é da autoria de Flávio Gonçalves. 

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Ligação directa à pala de Walsh (XIII)


Mês de alta actividade no À pala de Walsh. Com o Ricardo Vieira Lisboa, cobri com enorme prazer o festival de cinema de terror de Lisboa, MOTELx 2013. Foi no âmbito dessa cobertura que entrevistei um dos realizadores marcantes da minha vida cinéfila, Tobe Hooper. Com o Ricardo Vieira Lisboa e a assistência do Miguel Domingues, também tive oportunidade de trocar umas palavras com Hideo Nakata.

Ainda dentro do âmbito do terror, dediquei a minha crónica Civic TV à análise do filme "Our Mother's House" de Jack Clayton. Produzi ainda uma análise ao não só pouco como mal lembrado "L'uomo dalla croce" de Roberto Rossellini.

Como já divulguei neste espaço, produzi ainda uma reportagem sobre a actual situação do Arquivo Nacional das Imagens em Movimento, mais conhecido por ANIM. Considero fundamental que se difundam algumas das inquietações manifestadas nesta peça, para a qual contei com a colaboração preciosa da fotógrafa Mariana Castro.

Ainda hoje, abrimos Outubro com a entrevista que eu e a Sabrina D. Marques (de novo, com fotografias de Mariana Castro) realizámos ao Buster Keaton do porno, à cinéfila, à actriz, à escritora, à modelo Sasha Grey.

Nas rubricas do Contra-campo, participei como é hábito no telejornal cinéfilo Actualidades e na Sopa de Planos dedicada, nem de propósito, ao acto de despertar.

Lateralmente, gostaria de destacar a belíssima homenagem da Sabrina D. Marques a um grande realizador esquecido, desaparecido este mês, chamado Richard C. Sarafian. Indo para lá do seu filme mais popular, o brilhante "Vanishing Point", a Sabrina analisa a sua magnum opus, por sinal, uma das obras que mais marcaram o meu ano cinéfilo de 2012: "Man in the Wilderness".

Neste mês de Outubro, a edição está entregue ao Ricardo Vieira Lisboa. Desde já, posso prometer mais entrevistas surpreendentes.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Cinemateca/ANIM: arquivo sob perigo


A peça "Cinemateca/ANIM: arquivo sob perigo" foi realizada por mim e pela Mariana Castro para percebermos e darmos a perceber à opinião pública o real estado do arquivo de cinema em Portugal. Nesse sentido, aos cidadãos preocupados com os assuntos da cultura no nosso país, apelo à leitura, ao comentário e, enfim, à partilha. Trata-se de um inestimável contributo de dois dos principais responsáveis pelo ANIM para a reflexão sobre as consequências que já acarreta esta revolucionária transição do formato analógico para o formato digital. Se o leitor ainda não compreendeu bem o alcance desta revolução, então (de novo) apelamos para que leia, comente e partilhe esta peça.

Quero agradecer ao Rui Machado, António Medeiros e restantes trabalhadores do ANIM que facilitaram a concretização desta reportagem, desejando o melhor para o seu futuro.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Viva a Cinemateca!


No texto "Clarificação e rápida resolução da actual situação da Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema", que eu subscrevi, pode-se ler a certa altura:

Reivindicamos, enquanto utentes da instituição, enquanto contribuintes e cidadãos do Estado português, que as partes (direcção e tutela) se reúnam e que desse encontro resulte um documento, cujas linhas principais sejam tornadas públicas, onde conste um rigoroso compromisso com soluções de longo prazo. É mister que este conjunto de medidas assegure a resolução das várias insuficiências – materiais, financeiras, estruturais e/ou políticas – que têm, cumulativamente, perturbado e comprometido o funcionamento da casa-mãe do cinema.

A reivindicação é simples e directa. Nada justifica o jogo do telefone estragado que há demasiado tempo se tem desenrolado entre a direcção da Cinemateca e a tutela - e destas duas com a opinião pública. É tempo da sociedade civil chamar as partes à sua responsabilidade e provocar uma resolução imediata e sustentada de todos os problemas que minam a credibilidade do nosso Museu do Cinema.

Adenda (do dia 23 de Agosto): transcrevo abaixo o comentário deixado pelo Samuel Andrade, do blogue Keyzer Soze's Place, no supracitado artigo do À pala de Walsh. Um comentário que me parece muito significativo.

Confesso-me bastante perturbado com as notícias recentes sobre uma eventual impossibilidade, por motivos financeiros, de reabertura da Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema. No entanto, e como fã inveterado de todos os quadrantes da actividade da Cinemateca, também não posso deixar de manifestar desagrado pela natureza da reacção, ou ausência da mesma, a essa perspectiva.

Com todo o respeito pelo cariz público da instituição e dos seus representantes, sinto-me na obrigação de frisar que temos — e não é só de agora… — apenas assistido, por parte dos responsáveis da Cinemateca, ao mero anúncio da “catástrofe iminente” e posterior cruzar de braços, numa atitude de quem espera que sejam “os outros” a resolver os problemas presentes.

Há muito que deveriam ter sido encontradas fontes alternativas de financiamento. Há muito que se exige um comportamento substancialmente mais proactivo por parte de quem gere a instituição. Há muito que a Cinemateca deveria ter aberto as suas portas à comunidade que a rodeia, numa efectiva demonstração de adaptação e capacidade de atracção pública, social e financeira à prova de qualquer “tumulto” ou negligência de ordem política.

E a rápida resolução da actual situação da Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema tem de passar, portanto, pela obrigatória e radical remodelação do seu modelo humano, estratégico(?) e organizativo presentemente em vigor.

Adenda (do dia 24 de Agosto): acabo de assinar uma petição pública dirigida à Assembleia da República que pretende "promover o debate urgente deste assunto, visando as iniciativas legislativas e políticas necessárias para garantir o funcionamento e evitar o encerramento da Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, protegendo, desta feita, grande parte da memória de todos nós, que é um enorme pedaço de Portugal, em risco de se perder para sempre".

A iniciativa é louvável, mas a sua formulação incompleta, já que, como se percebeu, a Cinemateca irá reabrir, mas a sua reabertura poderá não querer dizer que os problemas que a têm afligido tenham sido resolvidos ou que o seu encerramento não esteja simplesmente a ser adiado. Esta petição poderia ser mais útil se procurasse abrir a discussão acerca de um novo modelo de gestão assente em compromissos claros mutuamente acordados entre tutela e direcção, que dêem garantias aos utentes de que a Cinemateca não vai continuar a ser vítima deste processo de rápida e aparentemente inevitável degenerescência.

Adenda (do dia 29 de Agosto): apelo a todos que marquem presença na "Concentração contra o encerramento da Cinemateca Portuguesa". A iniciativa é boa, dará visibilidade pública (e esperemos que também mediática) à presente situação da instituição. Penso que seria de bom tom que, durante esta concentração, a direcção fizesse como no passado protesto e tomasse a palavra para, primeiro, actualizar os níveis de alarme provocados há uma semana e, segundo, sensibilizar os presentes para todas as insuficiências que precisam de ser superadas para que a Cinemateca não só assegure a estabilidade no funcionamento como a qualidade programática e aptidão museológica de todos os seus serviços.

Adenda (do dia 1 de Setembro): a concentração da passada sexta-feira deu para comprovar várias coisas que tenho aqui escrito e descrito. Primeiro, a Cinemateca, tal como anunciou a directora Maria João Seixas e o subdirector José Manuel Costa, irá reabrir já amanhã- o programa, aliás, pode ser consultado aqui. Segundo, a solução encontrada com a tutela é meramente provisória ou, pior adjectivação é impossível, "excepcional". Isto é, o dinheiro que foi desbloqueado para assegurar a manutenção dos serviços da Cinemateca e ANIM cobrirá, de modo excepcional (!), o período que vai de Setembro a Dezembro deste ano. Findo este remendo mal amanhado, a Cinemateca regressa à estaca zero e, nessa altura, os protestos serão, certamente, menos intensos - todos nós conhecemos a história do Pedro e do Lobo... Terceiro, confirma-se que a verdadeira luta não se deve ficar apenas pela abertura ou não desta que é não só a nossa única Cinemateca como é, inquestionavelmente, uma Cinemateca única no panorama internacional.

O funcionamento de uma instituição como esta não pode ser susceptível de discussão, o que é susceptível de discussão - e indignação! - é a forma como a nossa Cinemateca está a ser tratada, rasando neste momento a mais inconcebível indignidade. Posto isto, a sociedade civil tem como missão assegurar um debate sério e objectivo sobre a sustentabilidade desta instituição. Para tal, as duas partes (direcção e tutela) terão de se sentar à mesma mesa e, com total clareza e transparência, REPENSAR o modelo de financiamento e a própria orgânica de poder da Cinemateca/ANIM. É urgente que tal aconteça, visto que o poder político - de novo, muito à la Griffith - fixou Dezembro como o novo deadline, uma "linha de morte" que poderá, desta feita, ser traçada pela última vez.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Ligação directa à pala de Walsh (XII)



Foi o mês da grande celebração: o À pala de Walsh fez um ano, ao fim de mais de três centenas de artigos. Cobrimos praticamente todos os nossos objectivos e, em certa medida, a adesão superou as nossas melhores expectativas. Estamos muito gratos a todos os leitores, os presentes e, aproveito já, os futuros. Incentivo os leitores do CINEdrio a aderirem à página Facebook do À pala de Walsh. O trabalho que se desenvolveu ao longo do ano também passou pela rede social mais popular do momento, com divulgações diárias não só dos artigos produzidos mas também de sessões especiais por todo o país, em cine-clubes, faculdades, pequenas salas espalhadas por todo o país.

Para celebrarmos o primeiro ano, produzimos um post especial com cine-ensaios inspirados neste ano de trabalhos. Dos resultados, faço o destaque especial aqui de um vídeo que já anda aí a circular pela Internet e que é uma prodigiosa reflexão audio/visual sobre o gesto e o olhar em Raoul Walsh. "Whiskey com Leite" de Ricardo Vieira Lisboa é o grande filme de 2013 que estreou directamente no YouTube. Vejam, comentem e partilhem.

No passado mês de Julho, fiz a minha crónica Civic TV andar à volta do filme de terror, que tem passado no canal Syfy, "The Changeling". A título individual, apenas produzi mais o já aqui divulgado texto de balanço geral da minha experiência na Polónia, que poderá ler ou reler através deste link. Nos habituais posts colectivos, fizemos da pausa e da espera - aquela que domina este mês de descanso no À pala de Walsh - ingredientes para uma inspirada Sopa de Planos e, seguindo a votação dos leitores no Facebook, pusemos em fala o magnífico melodrama cómico ou comédia melodramática ou comédia/melodrama "Una donna ha ucciso" de Vittorio Cottafavi.

Neste mês de Agosto, fazemos a tal pausa, mas, atenção!, não ficaremos totalmente fora de campo. Alguns posts irão sair ao longo do mês e, em Setembro, como é evidente, estaremos de regresso e com entusiasmo redobrado. O editor, neste período, será o cine-ensaísta Ricardo Vieira Lisboa.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

O À pala de Walsh faz um ano



O À pala de Walsh faz hoje um ano de vida. Foram produzidos 382 artigos por uma equipa composta por 16 cine-filhos e alguns convidados de luxo (para o dossier "Raoul Walsh, Herói Esquecido"), como Dave Kehr, João Mário Grilo e Louis Skorecki. Agradeço a eles todos e também, ao longo deste tempo, às colaborações e aos apoios de todos os leitores e amigos que partilharam os nossos textos nas redes sociais ou fizeram passar a palavra sobre este espaço. Neste particular, destaco os amigos brasileiros do site-irmão Filmologia e esse incansável divulgador do cinema chamado Paulo Soares. Também quero deixar uma palavra de grande apreço à Cinemateca Portuguesa, pelas partilhas sucessivas dos nossos textos na sua página do Facebook.

Para celebrar a data, publicámos neste post pequenas curtas de homenagem ao cinema realizadas por alguns dos membros desta trupe (incluindo eu mesmo). Vale a pena espreitarem.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Ligação directa à pala de Walsh (XI)


O "pluralismo estético" esteve na ordem do dia. Na sua feição mais vulgar, talvez, com o filme falado "Masters of the Universe" - dos momentos mais divertidos de toda este, prestes a ser celebrado, primeiro ano de vida do site. Igualmente plural, no sentido "esquisito do termo", tentei eu próprio ser na minha análise à raridade "Qui êtes-vous, Polly Maggoo?" de William Klein.

Voltámo-nos a embrigar com "pluralismo estético" nas Actualidades do mês de Junho, mais uma crónica noticiosa feita com recurso ao cin... perdão, à realidade. Também foi em Junho que publicámos a primeira parte da entrevista mediaticamente incondicionada, realizada por mim e pela Sabrina Marques, a Eduardo Geada. Foi uma longa conversa feita em profundidade ao Geada cineasta, ao Geada professor e, sobretudo, ao Geada crítico e teórico. (A parte II está quase aí a sair.)

A minha crónica Civic TV foi dedicada à análise do filme de terror "The Changeling", que passou recentemente - e continua a passar, parece-me - no canal Syfy. Aproveitei a oportunidade - a que o tema do terror me deu - para começar por abordar a notícia da aparente suspensão do "5 Noites, 5 Filmes" na programação da RTP2. Em poucos meses, passou à história a rubrica que, cito, "já fazia parte da história do canal". De facto, sem memória, não há história, tal como "sem cinema, não há RTP2". Espero que os actuais programadores percebam rapidamente isto.

Colaborei ainda para a habitual Sopa de Planos. Desta feita, sob o tema "split screen", a minha escolha recaiu sobre um dos meus universos cinematográficos de eleição - e que tão bem faz raccord com uma das estreias mais quentes desta semana.

Fora os meus contributos, quero destacar a chegada de um novo colaborador: Francisco Noronha, do blogue Bósforo. O seu primeiro texto, redigido à pala de Walsh, recupera uma das obras-primas menos lembradas de Fassbinder: "Martha". Um bem-haja à sua vinda!

Quero ainda deixar uma palavra de grande apreço ao trabalho que o José Bértolo desenvolveu ao longo do ano no seu espaço Simulacros. A sua última crónica fecha, com chave de ouro, um esforço crítico e arqueológico de questionamento do lado mais íntimo e secreto das imagens. Esperemos que seja apenas um "até já".

Com o mês de Julho a andar sobre rodas, recomendo que vão acompanhando aqui a cobertura de João Araújo ao Curtas Vila do Conde '13.

sábado, 8 de junho de 2013

Ligação directa à pala de Walsh (X)


O dossier Walsh é, obviamente, o prato forte do mês passado à pala do dito. De qualquer modo, a actividade "normal" do site não parou. Prova disso, mesmo que associado ao nosso dossier, é o filme falado do mês: a obra-prima "Gentleman Jim" de... sim, Raoul Walsh. Apesar de ser uma conversa descontraída e espontânea, trata-se, quanto a mim, de um dos pedaços mais valiosos - e, por isso, integrantes - desta colecção de reflexões walshianas.

Dos meus textos pessoais, destaco a análise, ainda fresca, a "M" de Joseph Losey, que me deu muito mais trabalho que o texto que redigi - e que os leitores do CINEdrio bem conhecem - a propósito do maravilhoso "Before Midnight". O filme de Linklater marca um ponto alto do ano cinematográfico, mais um boy meets girl (depois de Brisseau e Hong Sang-soo) que eleva a qualidade média - muito baixa - de 2013. Ainda mais fresca é a minha crónica Civic TV, sobre Brisseau e um "ousado" ciclo de cinema do Correio da Manhã TV.

Colaborei ainda nos proverbiais artigos colectivos do contra-campo: sopa de planos sobre "a visão de Deus" e as actualidades do mês de Maio.

Queria destacar ainda a estreia de um novo colaborador (e revisor de serviço): Pedro Jordão, do belíssimo blogue The Heart is a Lonely Hunter. A sua primeira "ligação acidental" está já online e é assombrosa.

O mês de Junho terá edição partilhada entre mim e o João Lameira. Agora regressados à nossa actividade "normal", não deixaremos de prometer diversidade nos filmes escolhidos e qualidade nos olhares que neles se activam.

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